Fiscais após operação na APA e Parque Nacional Cavernas do Peruaçu_DivulgaçãoICMBio

Equipe de fiscais em Peruaçu. Foto: Divulgação ICMBio


A Área de Proteção Ambiental (APA) e o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu (MG) foram os palcos de uma grande ação de fiscalização que terminou no início de novembro com o saldo de 12 multas que, somadas, chegam à quantia de R$16,3 milhões. A operação conjunta do ICMBio com o Ibama teve o apoio da Polícia Militar Ambiental, e reuniu 15 fiscais. Entre os ilícitos encontrados estava a exploração clandestina de madeira, a ocupação irregular, a mineração e a captação ilegal de água.

Os agentes autuaram e embargaram uma mineração de pedreira de calcário na zona de amortecimento e interior do parque, que teria provocado a destruição de três cavidades naturais subterrâneas. Os materiais e ferramentas apreendidos foram doados para utilização em obras do parque.

Os fiscais também flagraram a extração irregular e um depósito de madeira ilegal de ipê-amarelo, angico e aroeira nas Terras Indígenas Xacriabá e Rancharia, no entorno das unidades de conservação, e na zona de amortecimento e no interior do parque. A madeira apreendida foi doada ao ICMBio para obras na unidade e às prefeituras do município de São João de Missões e de Itacarambi.

Outra ilegalidade encontrada pelos agentes foram as construções irregulares conhecidas como “cabaceiras” em uma propriedade não regularizada no interior do parque nacional e também em Área de Preservação Permanente (APP) do rio São Francisco. Os ocupantes foram notificados. Além disso, foi embargada uma intervenção irregular em uma lagoa no interior do parque conhecida como Bonita, que secou e foi gradeada e transformada em pasto. Seguindo um pedido do Ministério Público Federal, outra ação dos fiscais identificou captações irregulares de água superficial e subterrânea, através de poços tubulares profundos, sem a devida outorga, ou seja, sem permissão dos órgãos ambientais. Os responsáveis foram autuados.


*Com informações ICMBio

 

 

 

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