Os brigadistas do parque estadual monitoram a Queima Prescrita, técnica de manejo com fogo controlado para erradicação de espécies exóticas invasoras. Foto: IAP


O fogo pode ser um grande inimigo das unidades de conservação brasileiras, mas também pode ser um aliado se utilizado de forma controlada. Nesta semana, o Parque Estadual de Vila Velha (PR) deu um exemplo disso ao adotar a Queima Prescrita para eliminar as espécies invasoras e exóticas de flora. A ação, realizada na unidade desde 2014, visa proteger a vegetação nativa e a biodiversidade local, e será aplicada até o final de agosto.

No primeiro dia de queima (08/08), foi escolhida uma área de 4 hectares, localizada entre o Centro de Visitantes e o atrativo dos Arenitos, formações rochosas que são o cartão-postal da unidade. A prática foi monitorada por brigadistas do parque, pelo Corpo de Bombeiros e por pesquisadores.

Este é o terceiro ano da prática e o gestor do parque, Juarez Baskoski, comemora os resultados de recuperação da biodiversidade, com o retorno de espécies de fauna e flora que não eram vistas há anos. A primeira etapa do trabalho consiste em selecionar e mapear os fragmentos de campos naturais que serão manejados e, então, definir as datas para que a técnica seja aplicada gradativamente, respeitando o período de reprodução da fauna local. O gestor explica ainda que “Da maneira como aplicamos a técnica, garantimos maior controle das áreas onde necessita desse trabalho, sem alterar outros pontos do parque que possuem a vegetação típica de campos”.

O Instituto Ambiental do Paraná foi o pioneiro ao implantar o manejo florestal associado à queima prescrita para auxiliar a manutenção da biodiversidade; erradicar exóticas e invasoras; e restaurar os ecossistemas locais.

Área selecionada para primeira queima no Parque Estadual de Vila Velha (PR). Foto: IAP

 


*Com informações do Instituto Ambiental do Paraná

 

 

 

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