Parque Estadual do Papagaio-Charão

Edição feita às 15h57min de 27 de novembro de 2016 por DudaMenegassi (disc | contribs)

(dif) ← Edição anterior | ver versão atual (dif) | Versão posterior → (dif)

O Parque Estadual do Papagaio-Charão, localizado no município de Sarandi, no Rio Grande do Sul, protege um importante fragmento de florestas com araucárias e pequenas áreas de campos. O papagaio charão, que é um dos menores papagaios brasileiros, pode ser visto aos bandos na Unidade de Conservação, já que a espécie está associada às florestas com araucárias do Nordeste gaúcho.



Parque Estadual do Papagaio-Charão
Esfera Administrativa: Estadual
Estado: Rio Grande do Sul
Município: Sarandi
Categoria: Parque
Bioma: Mata Atlântica
Área: 1.000 hectares
Diploma legal de criação: Decreto Estadual n° 30.645, de 22 de abril de 1982. Alteração de nome pelo Decreto Estadual n° 47.168, de 08 de abril de 2010.
Coordenação regional / Vinculação: Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Rio Grande do Sul
Contatos: Unidade de Conservação do Parque Estadual do Papagaio-Charão

E-mail: vanessa-tomazeli@sema.rs.gov.br

Telefone: (51) 3288-8109

Índice

Localização

O Parque Estadual do Papagaio-Charão está localizado no município de Sarandi, no nordeste do Rio Grande do Sul.

Como chegar

Ingressos

O parque não é aberto ao publico, mas aceita visitas guiadas para atividades de pesquisa e de educação ambiental mediante agendamento prévio de no mínimo 15 dias.

Onde ficar

Objetivos específicos da unidade

Proteger um significativo fragmento do ecossistema de contato entre o campo (savanas) e a floresta com araucária. Pesquisar o comportamento deste tipo de contato é um dos principais objetivos para a preservação do Parque.

Histórico

Criado em 1982, até 2010, a unidade se chamava Parque Estadual de Rondinha, o município vizinho, o que sempre soou como uma provocação aos moradores de Sarandi, já que o parque se encontra totalmente inserido no município.

O nome do parque foi trocado em 2010 e homenageia uma ave originária do Rio Grande do Sul que se encontra ameaçada, o papagaio-charão. Considerado o menor papagaio brasileiro, a ave tem como principal alimento o pinhão. No entanto, raramente exemplares de papagaios-charão são vistos no PESPC, é mais comum-ver ver os papagaios-de-peito-roxo (Amazona Vinacea), que também estão na lista de espécies Estudos científicos detectaram 31 indivíduos de papagaio-de-peito-roxo na região de Sarandi, essa ocorrência nos mostra ainda mais a importância da conservação desta UC, já que ela preserva uma das amostras importantes do habitat preferencial dessas espécies ameaçadas de extinção.

Atrações

Existem algumas trilhas dentro do Parque Estadual Papagio Charão, entre elas a Trilha das Araucárias que permite um passeio por entre estes exemplares da vegetação nativa. Dentro do parque existem araucárias com mais de 1 metro de diâmetro.

Outro grande atrativo do parque é a cachoeira dos baios, para chegar até ela é preciso percorrer uma trilha de aproximadamente 4 km por em meio à mata

Aspectos naturais

O Parque Estadual do Papagaio-Charão preserva uma importante área de transição entre a vegetação da floresta de araucárias (ombrófila mista) e dos campos (savanas) na região do Planalto Médio do Rio Grande do Sul.

Relevo e clima

Fauna e flora

O parque, localizado no município de Sarandi, protege um importante fragmento de florestas com araucárias e pequenas áreas de campos (savanas) com destaque para pequenos butiazais e jaboticabais.

Entre os exemplares da flora nativa preservada nos mil hectares do parque, também consta uma espécie de butiá de nome científico “Butia paraguayensis” que não ocorre em outras regiões do estado. Essa variedade da palmeira é menor do que as outras do mesmo gênero – atingem no máximo quatro metros e é encontrada apenas em áreas de campos abertos.

O papagaio charão, que é um dos menores papagaios brasileiros, pode ser visto aos bandos na unidade de conservação, já que a espécie está associada às florestas com araucárias do Nordeste gaúcho. Na fauna também há a ocorrência de quatis, serelepes, macacos-pregos, mochos-diabos e pica-paus-reis.

Problemas e ameaças

Falta de fiscalização, caça e desmatamentos ilegais. Ausência de um Plano de Manejo para nortear a implementação do parque e sua abertura ao uso público.

Fontes

Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (Ministério do Meio Ambiente) [1]


Decreto de Criação da Unidade de Conservação [2]


Decreto de alteração do nome da Unidade de Conservação [3]


http://www.sema.rs.gov.br/conteudo.asp?cod_menu=4&cod_conteudo=5629


http://www.sarandi.rs.gov.br/turismo/turismo-ambiental.html