Mudanças entre as edições de "Parque Nacional da Serra do Pardo"

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'''Diploma legal de criação:''' Decreto s/n° de 17 de fevereiro de 2005.
 
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O Parque tem como objetivo preservar ecossistemas naturais, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e turismo ecológico.
 
O Parque tem como objetivo preservar ecossistemas naturais, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e turismo ecológico.
  
A Unidade da Conservação está inserida dentro do Plano de Ação do Governo Federal de controle e combate ao desmatamento na Amazônia legal.  
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A Unidade da Conservação está inserida dentro do Plano de Ação do Governo Federal de controle e combate ao desmatamento na Amazônia legal.
  
 
==Histórico==
 
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Apesar de se saber da integridade da área do Parque Nacional da Serra do Pardo, havia pouco conhecimento sobre sua biodiversidade. A área nunca tinha sido pesquisada até a realização desta expedição e informações sobre suas características biológicas ainda eram especulação.
 
Apesar de se saber da integridade da área do Parque Nacional da Serra do Pardo, havia pouco conhecimento sobre sua biodiversidade. A área nunca tinha sido pesquisada até a realização desta expedição e informações sobre suas características biológicas ainda eram especulação.
  
O objetivo da expedição científica no parque nacional foi obter informações sobre o meio biológico da área para subsidiar a elaboração de um documento, o Plano de Manejo do Parque Nacional da Serra do Pardo, fundamental para a realização de uma boa gestão da unidade de conservação.  
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O objetivo da expedição científica no parque nacional foi obter informações sobre o meio biológico da área para subsidiar a elaboração de um documento, o Plano de Manejo do Parque Nacional da Serra do Pardo, fundamental para a realização de uma boa gestão da unidade de conservação.
  
 
==Atrações==
 
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==Aspectos naturais==
 
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O Parque abriga uma riqueza natural de extrema importância, com grande diversidade biológica e espécies endêmicas. A área é uma das mais ricas em biodiversidade na Amazônia e tem o tamanho equivalente a 450 mil campos de futebol.  
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O Parque abriga uma riqueza natural de extrema importância, com grande diversidade biológica e espécies endêmicas. A área é uma das mais ricas em biodiversidade na Amazônia e tem o tamanho equivalente a 450 mil campos de futebol.
  
Mesmo com a ocupação de comunidades e algumas fazendas no passado, aproximadamente 95% da área do Parque mantém sua vegetação natural e é considerada de extrema importância para a conservação.  
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Mesmo com a ocupação de comunidades e algumas fazendas no passado, aproximadamente 95% da área do Parque mantém sua vegetação natural e é considerada de extrema importância para a conservação.
  
 
Na expedição realizada em 2011, foram encontradas cinco novas espécies de peixes e 35 espécies de aves que os biólogos não esperavam encontrar na região, como o pássaro conhecido como cancão, típico da caatinga.
 
Na expedição realizada em 2011, foram encontradas cinco novas espécies de peixes e 35 espécies de aves que os biólogos não esperavam encontrar na região, como o pássaro conhecido como cancão, típico da caatinga.
  
O grupo de botânicos se deparou ainda com orquídeas e plantas carnívoras que são mais comuns no cerrado. O potencial de estudo científico no parque deixou os pesquisadores motivados.  As descobertas podem ajudar os pesquisadores a entenderem como plantas e animais de outras florestas do país conseguiram se adaptar à Amazônia.  
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O grupo de botânicos se deparou ainda com orquídeas e plantas carnívoras que são mais comuns no cerrado. O potencial de estudo científico no parque deixou os pesquisadores motivados.  As descobertas podem ajudar os pesquisadores a entenderem como plantas e animais de outras florestas do país conseguiram se adaptar à Amazônia.
  
 
==Relevo e clima==
 
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O parque situa-se em uma área de transição geológica, entre o planalto central e a floresta amazônica.  
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==Fauna e flora==
 
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Existem cerca de 900 espécies no parque. Pesquisas apontam uma estimativa a existência de 26 mamíferos, 265 aves, 57 répteis e anfíbios, e cerca  de 500 plantas e 71 peixes.  
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Existem cerca de 900 espécies no parque. Pesquisas apontam uma estimativa a existência de 26 mamíferos, 265 aves, 57 répteis e anfíbios, e cerca  de 500 plantas e 71 peixes.
  
Entre os mamíferos, vivem no Parque o cachorro do mato, a paca, anta, a capivara, onça pintada, ariranha, cutia, esquilo, macaco prego, veado, jaguatirica e tatu-canastra.  
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Entre os mamíferos, vivem no Parque o cachorro do mato, a paca, anta, a capivara, onça pintada, ariranha, cutia, esquilo, macaco prego, veado, jaguatirica e tatu-canastra.
  
De aves, destacam-se a estrelinha-preta, fruxu-do-cerradão, periquito-rei, pretinho e gavião-de-penacho.  
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De aves, destacam-se a estrelinha-preta, fruxu-do-cerradão, periquito-rei, pretinho e gavião-de-penacho.
  
Das centenas de espécies de flora estão o açaí-da-serra, a copaíba, taperebá, canela-de-ema e mandacaru.  
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Das centenas de espécies de flora estão o açaí-da-serra, a copaíba, taperebá, canela-de-ema e mandacaru.
  
 
Foram listadas 4 espécies que encontram-se em listas vermelhas de espécies ameaçadas de extinção: maçaranduba, itauba, cedro e a castanheira.
 
Foram listadas 4 espécies que encontram-se em listas vermelhas de espécies ameaçadas de extinção: maçaranduba, itauba, cedro e a castanheira.
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==Problemas e ameaças==
 
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Por estar em uma área de interflúvio dos rios Xingu e Tapajós, a UC possui uma biodiversidade particular com espécies endêmicas, que sofrem ameaças de desmatamento como o gado, mineração e obras de infraestrutura planejadas para a região.  
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Por estar em uma área de interflúvio dos rios Xingu e Tapajós, a UC possui uma biodiversidade particular com espécies endêmicas, que sofrem ameaças de desmatamento como o gado, mineração e obras de infraestrutura planejadas para a região.
  
As fazendas que ficavam dentro dos limites do parque foram desapropriadas e o gado retirado em algumas operações conjuntas entre o ICMBio, o Ibama e a Polícia Federal chamadas de “boi pirata”.  
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As fazendas que ficavam dentro dos limites do parque foram desapropriadas e o gado retirado em algumas operações conjuntas entre o ICMBio, o Ibama e a Polícia Federal chamadas de “boi pirata”.
  
No entanto, apesar de Parque Nacional ser uma categoria de unidade de conservação de proteção integral, que não permite a permanência de pessoas morando em seu interior, algumas comunidades tradicionais de ex-seringueiros ainda moram no local. Como são povos tradicionais, eles têm permissão para ficar dentro do parque até que se encontre uma área para a qual eles possam se mudar sem que a manutenção dos seus meios de vida seja prejudicada.  
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No entanto, apesar de Parque Nacional ser uma categoria de unidade de conservação de proteção integral, que não permite a permanência de pessoas morando em seu interior, algumas comunidades tradicionais de ex-seringueiros ainda moram no local. Como são povos tradicionais, eles têm permissão para ficar dentro do parque até que se encontre uma área para a qual eles possam se mudar sem que a manutenção dos seus meios de vida seja prejudicada.
  
 
O Parque é marcado pelo desmatamento e pela grilagem.
 
O Parque é marcado pelo desmatamento e pela grilagem.
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http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/areas_prioritarias/amazonia1/nossas_solucoes_na_amazonia/exp/2010___expedicao_cientifica_terra_do_meio/?27226/A-historia-do-Parque-Nacional-Serra-do-Pardo
 
http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/areas_prioritarias/amazonia1/nossas_solucoes_na_amazonia/exp/2010___expedicao_cientifica_terra_do_meio/?27226/A-historia-do-Parque-Nacional-Serra-do-Pardo
  
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Edição das 17h15min de 4 de fevereiro de 2014

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Nome da Unidade: Parque Nacional da Serra do Pardo

Bioma: Amazonia

Área: 445.392 hectares

Diploma legal de criação: Decreto s/n° de 17 de fevereiro de 2005.

Coordenação regional / Vinculação: Parna federal, órgão gestor ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade)

Contatos:

Endereço sede: Av. Conselheiro Furtado, 1.303
Batista Campos, Altamira, Pará.
CEP: 66.035-350

Índice

Localização

O Parque fica localizado na região da Terra do Meio fica no centro do Pará, entre Altamira e São Félix do Xingu.

Como chegar

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Ingressos

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Onde ficar

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Objetivos específicos da unidade

O Parque tem como objetivo preservar ecossistemas naturais, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e turismo ecológico.

A Unidade da Conservação está inserida dentro do Plano de Ação do Governo Federal de controle e combate ao desmatamento na Amazônia legal.

Histórico

O Parque foi criado sob o governo Lula da Silva durante a gestão da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

Em 2011, especialistas a Rede WWF Brasil realizaram uma expedição nos municípios de Altamira e São Felix do Xingu para se encontrar com os principais atores que interagem na UC: as comunidades de São Sebastião, Tracuá e Primavera e as aldeias indígenas de Xingu, Apyterewa e Kwaraya-pya.

A história da região é marcada por diversas fases de ocupação da Amazônia ao longo do século 20 tendo sido área de seringal na década de 50, passando a ser ocupada por grileiros que retiravam madeira e posteriormente investiram na criação de gado.

Apesar de se saber da integridade da área do Parque Nacional da Serra do Pardo, havia pouco conhecimento sobre sua biodiversidade. A área nunca tinha sido pesquisada até a realização desta expedição e informações sobre suas características biológicas ainda eram especulação.

O objetivo da expedição científica no parque nacional foi obter informações sobre o meio biológico da área para subsidiar a elaboração de um documento, o Plano de Manejo do Parque Nacional da Serra do Pardo, fundamental para a realização de uma boa gestão da unidade de conservação.

Atrações

Na região há cachoeiras, igarapés e pequenas praias banhadas pelo Rio Xingu. O trabalho dos pesquisadores serviu para a elaboração do plano de manejo do parque, isto é, em que áreas e condições a região poderá vir a receber os turistas.

Aspectos naturais

O Parque abriga uma riqueza natural de extrema importância, com grande diversidade biológica e espécies endêmicas. A área é uma das mais ricas em biodiversidade na Amazônia e tem o tamanho equivalente a 450 mil campos de futebol.

Mesmo com a ocupação de comunidades e algumas fazendas no passado, aproximadamente 95% da área do Parque mantém sua vegetação natural e é considerada de extrema importância para a conservação.

Na expedição realizada em 2011, foram encontradas cinco novas espécies de peixes e 35 espécies de aves que os biólogos não esperavam encontrar na região, como o pássaro conhecido como cancão, típico da caatinga.

O grupo de botânicos se deparou ainda com orquídeas e plantas carnívoras que são mais comuns no cerrado. O potencial de estudo científico no parque deixou os pesquisadores motivados. As descobertas podem ajudar os pesquisadores a entenderem como plantas e animais de outras florestas do país conseguiram se adaptar à Amazônia.

Relevo e clima

O parque situa-se em uma área de transição geológica, entre o planalto central e a floresta amazônica.

Fauna e flora

Existem cerca de 900 espécies no parque. Pesquisas apontam uma estimativa a existência de 26 mamíferos, 265 aves, 57 répteis e anfíbios, e cerca de 500 plantas e 71 peixes.

Entre os mamíferos, vivem no Parque o cachorro do mato, a paca, anta, a capivara, onça pintada, ariranha, cutia, esquilo, macaco prego, veado, jaguatirica e tatu-canastra.

De aves, destacam-se a estrelinha-preta, fruxu-do-cerradão, periquito-rei, pretinho e gavião-de-penacho.

Das centenas de espécies de flora estão o açaí-da-serra, a copaíba, taperebá, canela-de-ema e mandacaru.

Foram listadas 4 espécies que encontram-se em listas vermelhas de espécies ameaçadas de extinção: maçaranduba, itauba, cedro e a castanheira.

Problemas e ameaças

Por estar em uma área de interflúvio dos rios Xingu e Tapajós, a UC possui uma biodiversidade particular com espécies endêmicas, que sofrem ameaças de desmatamento como o gado, mineração e obras de infraestrutura planejadas para a região.

As fazendas que ficavam dentro dos limites do parque foram desapropriadas e o gado retirado em algumas operações conjuntas entre o ICMBio, o Ibama e a Polícia Federal chamadas de “boi pirata”.

No entanto, apesar de Parque Nacional ser uma categoria de unidade de conservação de proteção integral, que não permite a permanência de pessoas morando em seu interior, algumas comunidades tradicionais de ex-seringueiros ainda moram no local. Como são povos tradicionais, eles têm permissão para ficar dentro do parque até que se encontre uma área para a qual eles possam se mudar sem que a manutenção dos seus meios de vida seja prejudicada.

O Parque é marcado pelo desmatamento e pela grilagem. A UC contém um número significativo de espécies que constam da lista brasileira e ou das listas estaduais de espécies ameaçadas de extinção.

Fontes

http://www.icmbio.gov.br/portal/comunicacao/noticias/20-geral/915-parque-nacional-serra-do-pardo-comeca-movimento-para-criar-seu-conselho-consultivo.html

http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/areas_prioritarias/amazonia1/nossas_solucoes_na_amazonia/exp/2010___expedicao_cientifica_terra_do_meio/?27233/Especies-encontradas-no-Parque-Nacional-da-Serra-do-Pardo

http://www.globoamazonia.com/Amazonia/0,,MUL1639206-16052,00-EXPEDICAO+FAZ+LEVANTAMENTO+INEDITO+DO+PARQUE+DA+SERRA+DO+PARDO+NO+PARA.html

http://www.casacivil.gov.br/atos/destaque/pquenac_serrapardo

Decreto de criação: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Dnn/Dnn10451.htm

http://www.sema.pa.gov.br/interna.php?idconteudocoluna=2011&idcoluna=9&titulo_conteudocoluna=

http://observatorio.wwf.org.br/unidades/cadastro/360/

http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/areas_prioritarias/amazonia1/nossas_solucoes_na_amazonia/exp/2010___expedicao_cientifica_terra_do_meio/?27222/Conhecer-para-melhor-conservar-a-biodiversidade

http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/areas_prioritarias/amazonia1/nossas_solucoes_na_amazonia/exp/2010___expedicao_cientifica_terra_do_meio/?27226/A-historia-do-Parque-Nacional-Serra-do-Pardo