Apa Baía Negra

A Área de Proteção Ambiental (APA) Baía Negra é a primeira Unidade de Conservação de Uso Sustentável no Pantanal, que agrega preservação ambiental e sobrevivência das populações tradicionais.


Apa Baía Negra
Esfera Administrativa: Municipal
Estado: Mato Grosso do Sul
Município: Ladário
Categoria: Área de Proteção Ambiental
Bioma: Pantanal
Área: 5.420,5818
Diploma legal de criação: Decreto 1.735, de 07 de outubro de 2010.
Coordenação regional / Vinculação: Conselho Gestor APA Baía Negra
Contatos: apabaianegra@gmail.com

Índice

Localização

Rodovia Estadual MS 480 - Ladário - Mato Grosso do Sul

Como chegar

A APA Baía Negra pode ser acessada, a partir de Campo Grande, pela Rodovia BR 262, sentido oeste, em direção as cidades de Corumbá e Ladário. No entroncamento do portal de entrada das duas cidades, acessar à direita para Ladário, na BR 359 (Rua Frei Liberato, estrada da CODRASA), percorrer por cerca de 4,5 quilômetros até o entroncamento de acesso ao Assentamento 72 (estrada à direita), permanecer na estrada da CODRASA, já no interior APA para acessar as propriedades da área. A partir do centro de Ladário da avenida Rio Branco, virar na rua Riachuelo em direção à mesma rodovia que dá acesso à APA e percorrer cerca de dois quilômetros até sua intersecção com a rua Frei Liberato (BR 359). Daí virar à esquerda e permanecer na mesma estrada por cerca de 4,5 quilômetros até o entroncamento de acesso ao Assentamento 72 e à APA Baía Negra. APA também pode ser acessada em sua porção sul e oeste a partir da Estrada Parque Pantanal, com acesso em entroncamento sinalizado à margem da BR 262. Percorre-se a Estrada Parque rumo oeste, em direção ao Porto da Manga, margem esquerda do rio Paraguai, por cerca de 15 quilômetros, e na entrada da Fazenda Banda Alta, localizada nesta estrada, acessar. À esquerda, início da estrada vicinal de acesso às fazendas Carandá e Uruba e a base da Marinha do Brasil, contornando os limites sul e oeste da APA Baía Negra. A APA Baía Negra pode também ser acessada em seu limite oeste pelo rio Paraguai por meio de embarcações e de atracadouros localizados em propriedades ribeirinhas e empreendimentos ao longo do rio, em sua margem direita.

Ingressos

Entrada gratuita.

Onde ficar

Objetivos específicos da unidade

Incentivar a ocupação do território sob condições sustentáveis de manejo e utilização dos recursos ambientais da Unidade de Conservação; Estimular a agricultura familiar com base nos princípios da agroecologia; Promover a recuperação dos remanescentes naturais degradados, a recuperação do solo e dos recursos hídricos; Proteger a vida aquática e a fauna associada; Incentivar as atividades de turismo de baixo impacto

Histórico

A região onde se insere a APA municipal Baía Negra, na sub bacia da Lagoa Negra, há muito tempo vem sendo habitada pelo homem, sendo encontrados vestígios de ocupação por toda a área.A colonização da planície pantaneira e suas áreas adjacentes iniciou-se em meados do século XVIII, e a principal atividade econômica desde então tem sido a pecuária extensiva. Com o estabelecimento do sertanista João Leme do Padro em Albuquerque Velho (atual Corumbá), em 1778, construiu moradias, lavouras e, então, fundou o povoamento de Corumbá, por ordem de Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, administrador da província de Mato Grosso. Ladário veio a desenvolver-se no interior de Corumbá, sendo fundada em 02 de setembro de 1778 e elevada a município em novembro de 1953.

Atrações

Comidas típicas, artesanatos locais, trilhas, mirantes, turismo recreacional voltado a pesca e lazer, pelo valor atrativo de seus recursos hídricos, como o rio Paraguai, a baía do Arrozal e a baía Negra, além da sua rica biodiversidade e beleza cênica inconteste.

Aspectos naturais

A Sub bacia da Lagoa Negra, pertencente a Bacia do Rio Paraguai, com seus 308 km2 é composta por córregos e lagoas (baías). As nascentes dos córregos formam-se nos diversos vales das encostas do Planalto Residual do Urucum e dos terrenos calcários da morraria de Corumbá. Estas nascentes descem em filetes d’água, percorrem os terrenos da superfície aplanada, onde se unem formando os córregos. Deságuam nas lagoas que estão na planície flúvio– lacustre. Por sua vez, esse sistema flúvio-lacustre, durante o período das cheias do rio Paraguai, é invadido pelas águas, integrando-se como um todo à planície do pantanal. Na planície flúvio-lacustre, sucedem-se períodos de cheia e de seca, controlados pelas águas do rio Paraguai, com oscilações do nível de água que podem ultrapassar seis metros.

Relevo e clima

Segundo a classificação climática de Köppen, no MS predomina o clima tropical com chuvas de verão (Aw), sendo a temperatura média do mês mais frio do ano > 18°C, com inverno seco e chuvas de verão, caracterizando forte precipitação anual (superior à evapotranspiração potencial anual). O comportamento das temperaturas no Mato Grosso do Sul depende de fatores geográficos (latitude, continentalidade e relevo) e dinâmicos (circulação atmosférica). A ocorrência de altas temperaturas e fortes amplitudes térmicas, ao longo do ano, decorre da distância em que o Estado se encontra da costa do Brasil, o que impede a influência amenizadora que exerce o oceano. Esse efeito é conhecido como continentalidade.A região caracteriza-se por um índice de umidade que varia de 40% no período seco (quatro meses) a 60% no período chuvoso. A temperatura média do mês mais frio está entre 18o C e 20o C. A temperatura média anual nesta região foi de 25,1°C, oscilando entre 21,4°C a 27,7°C (INMET, 2000).

Fauna e flora

Possui grande área com campo arbustivo, bancada laterítica, o aterro da CODRASA (que é uma vegetação secundária perturbada), Baía do Arrozal, Baía Negra, floresta estacional decidual, mina de calcário, assentamento, mata ciliar/floresta ripária. Possui também varias espécies consideradas raras, ameaçadas, endêmicas, novas e invasoras. A fauna é abundante e diversificada, abrangendo desde algas e protozoários, até animais invertebrados (como mosquito por exemplo) e vertebrados (como peixes e animais de maior porte). Além da vegetação secundária do Aterro da CODRASA possuir uma grande variedade de espécies de acordo com o nível de inundação do terreno, demonstrando grande potencial turístico, pesca esportiva e observação de aves. Na localidade da Baía do Arrozal foram observadas diversas plantas aquáticas, formação de baceiros e camalotes; e por consequência interação ecológica com aves, jacarés e capivaras.

Problemas e ameaças

Falta de transporte público para a comunidade local, falta de atendimento médico regular, animais de grande porte soltos, saneamento básico em processo de melhorias, requisitando, porém, uma manutenção da área com o recolhimento do lixo e monitoramento do descarte adequado.Outra área que demanda atenção é a mina de calcário, outrora ocupada por mata estacional decidual e que atualmente se encontra praticamente desértica. Há a possibilidade de utilizá-la para esportes ou pode-se fazer a revegetação para remediação da área, envolvendo o carregamento de matéria orgânica para a localidade para a criação de um substrato que possibilite o aparecimento de vegetação secundária. Pode-se observar a presença de carandazais com potencial de focos de incêndio em períodos de muita seca, podendo ocorrer nas áreas de Floresta estacional decidual, também apontado pelos especialistas. Também deve-se destinar atenção a Bancada laterítica da Fazenda Uruba, localizada na borda externa da APA, sendo de interesse para comunidade englobar esta área de afloramento para a UC, pela presença de espécies raras e endêmicas na localidade.

Fontes

Plano de Manejo - APA Baía Negra