Floresta Nacional Contendas do Sincorá

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Floresta Nacional Contendas do Sincorá
Esfera Administrativa: Federal
Estado: Bahia
Município: Contendas do Sincorá (BA), Tanhaçu (BA)
Categoria: Floresta
Bioma: Caatinga
Área: 11.215,78 hectares
Diploma legal de criação: Decreto s/nº de 21 de setembro de 1999
Coordenação regional / Vinculação: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade

CR6 -Cabedelo

Contatos:

Gestora: ROSALIA GONDIM DE CASTRO
Endereço: Praça Rivadavia Correia S/Nº
CEP: 46620000
Bairro: CENTRO
'UF:" BA
Cidade: Contendas do Sincorá
Site:
Telefone: (77) 34162435
E-mail: flonacsincora@gmail.com

Índice

Localização

Como chegar

O acesso à Floresta Nacional Contendas do Sincorá se faz principalmente pela rodovia BA 026, que corta pelo meio toda sua extensão norte-sul, ligando Sussuarana, distrito de Tanhaçu, a Contendas do Sincorá. A rodovia está passando por uma recuperação asfáltica. Do trevo de Tanhaçu até a sede da FLONA são 22 km. De Contendas do Sincorá à sede da Floresta Nacional Contendas do Sincorá são 17,41 km. Por estrada vicinal que liga Tanhaçu a Contendas, em mau estado de conservação, percorre-se 20 km do município de Tanhaçu para a sede. Partindo de Vitória da Conquista a distância para a Floresta Nacional Contendas do Sincorá é de 132 km.

De Tanhaçu o transporte que passa pela BA 026 é uma linha de ônibus que liga Brumado a Contendas do Sincorá, da empresa Novo Horizonte, saindo às 17 h. Além deste, há uma linha que vai de Tanhaçu a Salvador, da empresa Emtram, saindo às 21 h e que passa por Contendas. Partindo de Jequié, 3 dias na semana há um ônibus, da empresa Emtram, que liga Jequié a Contendas do Sincorá e que sai daquela cidade às 17 h. Contendas do Sincorá está a 452 km da capital, Salvador.

Ingressos

Situação da visitação: Aberto

Período para a visitação: Segunda a Domingo, 08 as 16:30

Onde ficar

Objetivos específicos da unidade

Promover o manejo de uso múltiplo e de forma sustentável dos recursos naturais renováveis, a manutenção e proteção dos recursos hídricos e da biodiversidade, a recuperação de áreas degradadas, a educação ambiental, a manutenção de amostras do fragmento do ecossistema caatinga e o apoio ao desenvolvimento sustentável dos recursos naturais das áreas limítrofes.

Histórico

Em 1981, a área da Floresta Nacional Contendas do Sincorá foi comprada pela empresa Magnesita S.A., de exploração mineral (especialmente o magnésio), e que se situa no município de Brumado – BA, a aproximadamente 90 km da sede da FLONA. Esta empresa comprou a área com o objetivo de extrair carvão através de um Plano de Manejo, a fim de suprir suas necessidades. Em 1990 este Plano foi aprovado pelo IBAMA, sendo dadas as primeiras autorizações para a supressão de vegetação e obtenção de carvão. Em 1994, após não obter os resultados esperados, a Magnesita vendeu a área para a Siderúrgica Itaminas S.A., que manteve o mesmo projeto de exploração de carvão. Após vistoria técnica e nova liberação do Plano de Manejo, a Itaminas realizou a exploração de carvão até 1997, data das últimas autorizações concedidas pelo IBAMA. A partir de 1997, após constatar que os resultados não eram satisfatórios, a Itaminas entra em negociação com o IBAMA, objetivando a troca da Fazenda Extrema por Créditos de Reposição Florestal, nos entendimentos da Instrução Normativa 01/96, que previa este procedimento como forma de recolher os Créditos citados: “compensação, através de alienação ao patrimônio público, de área técnica e cientificamente considerada de relevante interesse ecológico, e conforme normas específicas a serem baixadas pelo IBAMA” (art.2º, inciso III).

A Floresta Nacional Contendas do Sincorá foi criada por decreto presidencial de 21 de setembro de 1999. Entre a criação da floresta nacional e o início de 2003, a administração da Unidade acompanhou a execução de importantes obras de estruturação. Tais obras foram objeto de Termo de Compromisso firmado entre a Itaminas S.A., antiga proprietária da área e o IBAMA e incluíram a reforma da Casa Sede, a construção de uma casa de funcionários e de um portal, além da perfuração de um poço artesiano para abastecimento.

Iniciaram-se então esforços para a gestão participativa da Unidade. No início de 2004, após longo processo de mobilização da comunidade local para criação do Conselho Consultivo da Floresta Nacional Contendas do Sincorá, começaram a surgir, devido mesmo a esta mobilização, demandas dos segmentos envolvidos para a realização de atividades com a Unidade.

Atrações

Aspectos naturais

Relevo e clima

Relevo

A FLONA apresenta-se num vale formado a leste pela Serra das Grotas e a oeste por um conjunto de serras, denominadas Serra da Cabeça Inchada, mais localmente Serra do Cipó. Dessa forma, tal depressão apresenta-se bem pouco ondulada, com altitudes que variam de pouco menos de 300 m a pouco mais de 400 m. Apenas uma pequena parte (270 ha) da FLONA encontra-se sobre a Serra das Grotas. A porção noroeste da zona de amortecimento, logo após os limites da FLONA, faz parte da unidade de relevo Chapada Diamantina. Isto evidencia a proximidade com estas unidades morfológicas e a importância da constituição do corredor noroeste, FLONA – PARNA Chapada Diamantina, conforme estabelecido nos programas deste Plano de Manejo. O clima de altas temperaturas e baixo índice pluviométrico, com prolongada estação seca, associado às baixas altitudes, condiciona a vegetação de caatinga da Unidade.

Clima

A classificação climática, da região, segundo Koppen, é de clima semiárido, “BSwh”, e segundo Thorntwaite & Matther, “DdA’”. Pode-se traduzir tais classificações como clima quente e com chuvas escassas e irregulares, concentradas no verão.

Nesta região o sistema de circulação atmosférica é ditado pela atuação intensa dos ventos alísios de sudeste, levando a uma tendência de aridez na área. Os alísios dissipam as correntes perturbadas, fontes das instabilidades que levam às chuvas. Além disso, as barreiras orográficas – a leste, a Serra das Grotas, mais próxima, e o Planalto de Maracás-Jaguaquara e de Vitória da Conquista, a oeste, as serras da Cabeça Inchada – bloqueiam a entrada de ventos úmidos que, forçados a elevarem-se, despejam suas águas nas encostas, tornando a FLONA uma região de “sombra de chuva”. A situação apresenta-se então como uma tipologia climática das mais severas da Bahia, com baixo índice de umidade, de precipitações e ausência de excedente hídrico.

Fauna e flora

Fauna

Da fauna encontrada na FLONA, constam da lista de espécies ameaçadas da CITES: - Herpsilochmus pileatus: chororozinho da Bahia – vulnerável - Dinoponera lucida: formiga – vulnerável - Leopardus sp. : gato-do-mato – vulnerável - Puma concolor greeni: onça suçuarana - vulnerável

Problemas e ameaças

Fontes

CNUC

ICMBio

Plano de Manejo: Parte I, Parte II