Floresta Nacional de Jacundá

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Floresta Nacional de Jacundá
Esfera Administrativa: Federal
Estado: Rondonia
Município: Candeias do Jamari (RO), Porto Velho (RO)
Categoria: Floresta
Bioma: Amazônia
Área: 221.217,62 hectares
Diploma legal de criação: Decreto s/nº de 1º de dezembro de 2004
Coordenação regional / Vinculação: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade

CR1 – Porto Velho/RO

Contatos:

Gestora: GIZELE BRAGA SILVINO
Endereço: Avenida Lauro Sodré, nº 6500
CEP: 76803260
Bairro: Aeroporto
UF: RO
Cidade: Porto Velho
Site: http://ppbio.inpa.gov.br/Port/inventarios/cunia/gestaointegrada/
Telefone: (69) 32176543, (69) 32257881
E-mail: cuniajacunda@icmbio.gov.br

Índice

Localização

A área de abrangência da Gestão Integrada Cuniã-Jacundá é composta pelos municípios de Porto Velho, Candeias do Jamari, Cujubim, Itapuã do Oeste localizados em Rondônia e, Humaitá e Canutama no Amazonas. Porém, para construção do presente Plano de Manejo foram considerados como Região da FLONA os quatro municípios que se interrelacionam direta ou indiretamente com a Unidade: Porto Velho, Candeias do Jamari, Itapuã do Oeste e Cujubim.

Como chegar

A Floresta Nacional de Jacundá está inserida no bioma Amazônico, na região norte de Rondônia (RO). Faz parte da bacia do rio Madeira, a jusante da capital do Estado, Porto Velho, tendo em vista sua localização geográfica conta com poucos acessos.

Por terra, a partir de Porto Velho, utiliza-se a via BR 364 sentido sul até a Hidrelétrica de Samuel, no município de Candeias do Jamari, por aproximadamente 45km. A partir desse ponto, segue-se pela estrada vicinal municipal denominada linha 45 que atravessa o Projeto de Assentamento Florestal (PAF) Jequitibá até a Vila de Nova Samuel por 34km. A partir daí, o acesso à unidade é feito pelos ramais denominados “travessão 17,5” e “LP-50” até a base avançada (rústica) utilizada para acampamento eventual pela equipe da Floresta Nacional de Jacundá. Tal acesso é realizado no período de seca, pois nas chuvas, a estrada apresenta obstáculos difíceis de serem transpostos.

Outra forma de acesso é o rio Madeira, descendo-o até alcançar as comunidades ribeirinhas da margem direita Curicacas, Santa Catarina e Conceição da Galera. Após alcançá-las é necessário atravessá-las a pé rumando à leste até a área da Unidade. Outra opção via fluvial é se deslocar pelo rio Madeira até o Distrito de Calama, onde se inicia a navegação pelo rio Machado e em seguida pelo rio Preto onde é possível atingir o limite da UC e encontrar um ponto de apoio rústico onde é possível acampar.

Por Cujubim, é possível acessar a Floresta Nacional de Jacundá a partir dos lotes pertencentes aos soldados da borracha (limítrofes à unidade) por meio da Linha B98, seguindo pela B106 até alcançar a estrada do Chaules ou dos soldados da borracha.

Ingressos

Situação da visitação: Visitação não manejada

Observações da Visitação: Os pontos de visitação na Floresta Nacional de Jacundá dizem respeito ao Lago Mururé e aos Rios Miriti/Ajuricaba e Preto. Neste último existem duas cachoeiras de grande beleza cênica, mas que ficam em local de difícil acesso, bastante isoladas: A cachoeira da Manoa, que fica localizada fora da UC, a 1,4 km de seu limite sul, seguindo pelo Rio Preto; e, a cachoeira do Jacundá, que fica localizada no limite da UC, na foz do Rio Jacundá. Qualquer tipo de visitação está condicionada a autorização da chefia da Unidade.

Período para a visitação: Segunda a Domingo, 00:00 as 00:00

Onde ficar

Objetivos específicos da unidade

Histórico

A Floresta Nacional de Jacundá possui seu histórico vinculado a destinação da principal gleba que compõe suas áreas: Gleba Jacundá. Tal Gleba, constituída por 667.000 ha, foi arrecadada pelo INCRA, com base no artigo 28 da Lei 6.383/76, sendo matriculada em nome da União em 1978.

Em 1999, segundo documento da Kanindé (2005), por meio da Portaria 88/99, o então Ministério de Política Fundiária (atual Ministério de Desenvolvimento Agrário) instituiu a Agenda Ambiental “Terra Que Te Quero Verde” e, ancorado nela, estabeleceu um acordo com o Ministério do Meio Ambiente no sentido de determinar que o INCRA repassasse para o IBAMA terras públicas federais, ainda não destinadas, como forma de compensação dos danos ambientais causados em decorrência da ação devastadora dos colonos assentados pelo INCRA na execução dos Programas de Reforma Agrária.

Pelo elevado índice de desmatamento no estado de Rondônia, associados ao assentamento de trabalhadores rurais sem terras, parte das Glebas Jacundá e Rio Preto foram transferidas para o patrimônio fundiário do IBAMA, em cujas terras foi criada a Floresta Nacional de Jacundá, através do Decreto Presidencial de 12 de dezembro de 2004. Essas áreas foram escolhidas pela sua qualificação de não apresentar grande pressão antrópica, atrelada as condições geofísicas, seu potencial para o extrativismo vegetal (borracha, castanha, açaí, babaçu etc) e pesqueiro.

Atrações

Aspectos naturais

Relevo e clima

Relevo

A geomorfologia da região da FLONA é composta prioritariamente por planícies aluviais dos rios principais e secundários, circundadas por seus terraços fluviais, cujas altitudes não ultrapassam os 100 m. A maior parte das terras tem altitude entre 100 e 200 m (superfície de aplainamento), cujo relevo apresenta-se em colinas suave arredondadas com ou sem matacões. Morros e colinas com e sem matacões acima de 200 m se destacam na porção centro/sul (Massangana) e nordeste da área de estudo, na área da Serra da Providência. Uma prquena área acima de 300 m aparece no alto estrutural do Rio Madeira, na serra Três Irmãos. As estruturas circulares são comuns na área, bem como morros com forte controle estrutural, como a Serra dos Três Irmãos. Dentre as principais feições geomorfológicas, destacam-se: Planície inundável e vales, terraços fluviais, superfícies tabulares dissecação baixa/média, superfície de aplainamento e areais brancos de escoamento impedido.

Solo

Na FLONA de Jacundá são identificados cinco tipos de solos, dentre os quais predominam os latossolos. A distribuição destas cinco tipologias se dá da seguinte forma: - Gleissolo (solo glei) distrófico: 43.639,53 ha = 19,68% da área; - Latossolo amarelo distrófico: 21.962,34 ha = 9,9% da área; - Latossolo vermelho-amarelo distrófico: 82.045,32 ha = 37% da área; - Neossolo flúvico (solos aluviais): 65.153,22 ha = 29,38% da área; e, - Solos concrecionários: 8.951,82 ha = 4,04% da área. Todos os solos que ocorrem na UC apresentam distrofia referente à saturação em bases inferior a 50%, o que indica baixa fertilidade dos solos assim classificados.

Geologia

As formações geológicas que compõe a FLONA de Jacundá e as demais unidades da GI Cuniã-Jacundá são relacionadas a seguir: Solos arenosos, lateritas imaturas, suíte intrusiva Teotônio (1.540,1.450 Ma), supergrupo gnaisse Jamari PMPjm, granitos jovens de Rondônia ou suíte intrusiva Rondônia (younger granitos Rondonianos), terraços fluviais pleistocênicos, depósitos pantanosos holocênicos, suíte intrusiva rapakivi Serra da Providência, coberturas quaternárias, sedimentos aluvionares e coluvionares holocênicos e sedimentos aluvionares e coluvionares pleistocênicos.

Hidrologia

O entorno da FLONA de Jacundá é banhado pelo Rio Madeira e alguns de seus afluentes diretos, destacando-se os principais afluentes da margem direita: Rio Jamari e Rio Ji-Paraná ou Machado. Os principais cursos dágua de menor porte cujas nascentes deles ou seus afluentes estão no interior da UC são os Rios Jacundá, Miriti, Preto, Verde e os Igarapés das Abelhas, Mururé, Maracanã, Tucunaré, Areia Branca, Juruá, Nazaré, Taboca, Repartimento, da Lancha, das Sardinhas, do Esse e Jitirana. O Rio Jacundá, que dá nome à FLONA, por sua vez, se situa no Centro-Sul da Gleba Jacundá, tendo sua foz na margem esquerda do Rio Preto. A cachoeira de Jacundá representa um entrave à navegação. As principais áreas alagáveis são os igapós e bamburrais dos Igarapés Tucunaré, Esquerdo, Abelhas, Caranã e os Lagos do Mururé e Grande.

Clima

A região onde está inserida a Floresta Nacional de Jacundá e entorno, apresenta pluviosidade entre 2200 mm e 2700 mm (Figura 5.02) associada uma umidade relativa média anual com variação pequena em torno de 85%, oscilando entre 60 e 90% no inverno, quando os índices de precipitações são menores e entre 80 e 90% no verão, quando ocorrem os maiores índices de precipitação.

A umidade relativa média anual apresenta uma variação muito pequena em torno de 85%, oscilando entre 60 e 90% no inverno, quando os índices de precipitações são menores e entre 80 e 90% no verão, quando ocorrem os maiores índices de precipitação.

Fauna e flora

Flora

Foram identificadas três tipologias vegetacionais dominantes na Floresta Nacional de Jacundá: a Floresta Ombrófila Aberta, abrangendo uma área de 142.817 ha, sendo a principal tipologia ocorrente em termos de área; as Florestas Ombrófilas Densas, com 15.443 ha, sendo caracterizada por grandes árvores, por vezes com mais de 50 m de altura; e, as formações de Savana, com 18.094 ha, árvores e arbustos retorcidos de casca espessa, que sob o ponto de vista exploratório não apresentam atrativos, pois são de baixa rentabilidade e volumetria e pobre em espécies comercializáveis. O levantamento florístico indicou 285 espécies arbóreas e cipós lenhosos, distribuídos em 55 famílias botânicas diferentes. O volume de madeira existente na área inventariada é de 181,93 m³/ha, dos quais 6,4% pertencem ao Grupo de Valor de Importância 1, 18,37% ao GVI 2 e 22,62% a GVI 3. As espécies mais freqüentes na unidade são jutaí-pororoca (Dialium guianense), matamatá-amarelo (Escheweilera bracteosa), muiratinga-folha-grande (Naucleopsis caloneura), louro-preto (Ocotea cinérea), abiurana-vermelha (Pouteria caimito), breu vermelho (Protium apiculatum), açaí (Euterpe precatoria), envira-preta (Guatteria discolor), chupeta-de-macaco (Heisteria duckei) e inharé (Helicostylis scabra).

Problemas e ameaças

Fontes

CNUC

ICMBio

Plano de Manejo: Vol I, Vol II, Anexos