Monumento Natural Pedra do Baú

Por seu significado como marco cultural e histórico e sua relevância geológica, o MONA Pedra do Baú foi criado pelo Decreto Estadual n° 56.613, em 28 de dezembro de 2010. Localizado no município de São Bento do Sapucaí, é constituído por uma área aproximada de 3.154 ha e seu objetivo é proteger a biodiversidade, os recursos hídricos e a paisagem local, bem como organizar a visitação turística e o uso esportivo do complexo rochoso, além de garantir a segurança do ambiente natural e dos usuários.


Monumento Natural Pedra do Baú
Esfera Administrativa: Estadual
Estado: Sao Paulo
Município: São Bento do Sapucaí
Categoria: Monumento Natural
Bioma: Mata Atlântica
Área: 3.154 hectares
Diploma legal de criação: Decreto n° 56.613, em 28 de dezembro de 2010.
Coordenação regional / Vinculação: Fundação Florestal do Estado de São Paulo - Secretaria de Estadado do Meio Ambiente.
Contatos: Telefones para informação: (12) 3971-2496, (12) 3663-1977 e (12) 3663-3762

E-mail:mona.pedradobau@fflorestal.sp.gov.br

Índice

Localização

O Monumento está situado no município de São Bento do Sapucaí, localizada a 192 Km da capital do Estado de São Paulo, na Serra da Mantiqueira, divisa dos estados de São Paulo e Minas Gerais.

Como chegar

Estrada da Campista, km 21, Estrada de acesso ao Baú – Bairro Campista – São Bento do Sapucaí. A Estrada da Campista liga São Bento do Sapucaí a Campos do Jordão (acesso secundário), havendo sinalização indicativa. Do trevo de acesso ao Complexo Pedra do Baú até o estacionamento o percurso é de 4,5 quilômetros, sendo o trecho final não pavimentado.

Ingressos

Dias e horário de funcionamento: todos os dias, das 8h às 18h Endereço do atrativo: Estrada da Campista, km 21, Estrada de acesso ao Baú - Bairro Campista - São Bento do Sapucaí Ingresso: R$ 10,00 por pessoa Isentos: Moradores de São Bento do Sapucaí, menores de 12 anos e maiores de 60 anos.

Onde ficar

Pousadas em São Bento do Sapucaí.

Objetivos específicos da unidade

Proteger a biodiversidade, os recursos hídricos e a paisagem local, bem como organizar a visitação turística e o uso esportivo do complexo rochoso, além de garantir a segurança do ambiente natural e dos usuários.

Histórico

Atrações

Trilha do Bauzinho Extensão: 100 m Duração: 30 minutos Altitude: 1829 m A trilha conduz a uma bela vista da cidade de São Bento do Sapucaí e de parte da Pedra do Baú. O local é ideal para contemplação e relaxamento. Durante a caminhada, bons observadores têm a chance de avistar pequenos animais.

Trilha Ana Chata Extensão: 3,8 k m Duração: 2 horas Altitude: 1770 m O acesso ao cume da formação Ana Chata é feito por pequenas escadas instaladas sobre a rocha. O acesso é relativamente simples e o caminho é composto por guarda-corpos nos pontos íngremes.

Trilha do Baú Via Ferrata (Face Norte) Extensão: 5 km Duração: 4 horas Altitude: 1950 m


Para os montanhistas que dominam as técnicas apropriadas, há mais de 30 rotas para a prática da escalada em rocha, fato que coloca o Complexo do Baú entre os mais importantes locais para a prática deste esporte no Brasil. Estas vias apresentam os mais diversos graus de dificuldade técnica, e variam também na sua extensão (de 10 a 300 metros). Todas as semanas, praticantes deste esporte vindos das mais diversas partes do país aventuram-se nessas paredes rochosas. Algumas dessas escaladas podem levar dias para serem concluídas, o que obriga os alpinistas a dormirem em pequenos platôs ou pendurados em redes.

Aspectos naturais

Localizada a cerca de 12 km da sede do município, a Pedra do Baú, chamada pelos primeiros habitantes de Embahú (“ponto de vigia” em tupi-guarani), recebeu ainda o nome de Canastra (baú grande de guardar pertences), nome dado pelos tropeiros e caboclos da região . Este marco na paisagem natural pode ser avistado de diversos municípios da região. Protegida por matas nativas, a massa granítica mede 340 m de altura, 540 m de comprimento com larguras variáveis, do atinge 1950 de altitude.

Relevo e clima

A Serra da Mantiqueira e a Serra do Mar constituem o sistema montanhoso com mais destacada feição orográfica da borda atlântica do continente sul-americano. Ambas são caracterizadas por revestirem-se da chamada Floresta ou Mata Atlântica e por constituirem o chamado Corredor de Biodiversidade da Serra do Mar, cuja prioridade para conservação é exposta em vários estudos e científicos e documentos de governo.

Fauna e flora

No entorno e na base da formação rochosa do Complexo do Baú ocorrem remanescentes secundários da Floresta Ombrófila Mista e Floresta Ombrófila Densa e na parte superior e nas laterais delas existe a vegetação de campo rupestre, com árvores e arbustos de pequeno porte sobre rocha distribuídas em “ilhas”. A rocha aflorada restringe a ocorrência de várias espécies, mas é habitat típico de várias outras, apresentando um alto grau de endemismo.

Além da exuberância da Pedra do Baú e de todo ambiente rupestre que a cerca, a região em foco apresenta outras diversidades de ambientes naturais, como campos de altitude, florestas de diferentes altitudes, bosques de araucárias e inúmeras outras condições intermediárias. Esta situação proporciona a ocorreância de uma fauna extremamente rica e variada.

Merecem destaque os mamíferos, com presença confirmada em campo pelos consultores da equipe que produziu esta proposta, como o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), o macaco-sauá (Calicebus nigrifrons), o sagüi (Callithryx aurita) e o tapiti (Sylvilagus brasilienses). A provável ocorrência do muriqui (Brachyteles arachnoides), o maior primata do continente americano, é outro motivo de maior proteção para o local. Ainda que não se confirme sua presença permanente, essa região certamente atua como um corredor para intercâmbio genético entre populações conhecida deste primata entre São Francisco Xavier e outras florestas em Pindamonhangaba e adjacências.

Entre as aves, inventariadas pelos consultores já há longa data em todo alto da Mantiqueira, incluindo a região aqui considerada, a presença confirmada de algumas espécies de grandes aves de rapina como a águia-cinzenta (Harpyhaliaetus coronatus) e o gavião pegamacaco (Spizaetus tyrannus), já justifica a preocupação com uma intensa proteção para toda a região. Ainda nestas matas existe uma população de considerável do caneleirinhode-chápeu-preto (Piprites pilatus) e do cuiú-cuiú (Pionopsita pileata), aves que necessitam de proteção urgente. De outra ave, o papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea), com ocorrência tida como restrita ao Parque de Campos do Jordão e também bastante ameaçada, foram observados alguns casais em vôo, possivelmente em busca de locais de reprodução.

Os mamíferos, répteis e anfíbios, ainda não foram inventariados na região. Apresentamos apenas espécies já confirmadas em localidades próximas, como Campos do Jordão e São Bento do Sapucaí. A inexistência de um inventário específico desta região não diminui, contudo, sua relevância para a conservação. Isto por que os estudos para a Mantiqueira como um todo, e para os tipos de florestas presentes ali presentes (ombrófila densa e ombrófila mista) em particular, indicam grande diversidade de fauna, endemismos e a descoberta de espécies novas espécies em escala significativa para o número de pesquisas realizadas.

Problemas e ameaças

Turismo desordenado, caça e extrativismo ilegal.

Fontes

http://www3.ambiente.sp.gov.br/mona-pedradobau

http://www.saobentodosapucai.sp.gov.br/mona-pedra-do-bau/

Decreto de criação

http://www.saobentodosapucai.sp.gov.br/wp-content/uploads/2013/12/proposta-monumento-natural-estadual-pedra-do-bau.pdf