Parque Distrital Salto do Tororó

Parque Distrital Salto do Tororó, é uma unidade de conservação que surgiu devido a urbanização crescente e a pressão de ocupação das áreas na região o que levou a proposta de criação do parque no sentido de promover e conservar os recursos naturais da região, como forma de assegurar o Meio Ambiente equilibrado à população local e a preservação do Bioma Cerrado no Distrito Federal.


Parque Distrital Salto do Tororó
Esfera Administrativa: Estadual
Estado: Distrito Federal
Município: Brasília
Categoria: Parque
Bioma: Cerrado
Área: 61,358 hectares
Diploma legal de criação: Decreto nº 36.472, de 30 de abril de 2015.
Coordenação regional / Vinculação:
Contatos:

Índice

Localização

Localizada na porção centro Sul do Distrito Federal, nos domínios da Região Administrativa de Santa Maria – RA VIII, a aproximadamente 12 km (em linha reta) a sudoeste da cidade de São Sebastião, entre as rodovias DF-001 e DF-140.

Como chegar

O acesso principal pode ser feito pela DF-001, sentido Lago Sul - Paranoá, até o entroncamento com a DF-140, seguindo cerca de 6 km nesta rodovia, acessando a região da cachoeira por meio de uma estrada não pavimentada à margem direita da rodovia, até chegar a um estacionamento particular, cuja a referência é um indivíduo da espécie Caryocar brasiliensis, de onde é possível avistar a trilha para pedestres que vai até a cachoeira.

Ingressos

Não existe cobrança.

Onde ficar

O turista pode se hospedar nas Regiões Administrativas do Distrito Federal.

Objetivos específicos da unidade

O Parque Distrital Salto do Tororó tem por objetivos específicos o incentivo a pesquisa científica, a educação ambiental, a prática de esportes e o turismo ecológico; a regularização do o uso admissível no interior do Parque Distrital Salto do Tororó, de modo a compatibilizá-lo com os objetivos de conservação e preservação da natureza; a garantia a preservação e a proteção da fauna, da flora e da beleza cênica; o estabelecimento de parâmetros ambientais para a proteção dos recursos naturais na Zona de Amortecimento do Parque Distrital Salto do Tororó. condicionar as formas de ocupação da zona de amortecimento da unidade à conservação e recuperação ambiental, estabelecendo Plano de manejo que assegure o uso em conformidade com a finalidade permitida, preservando integralmente a Cachoeira do Tororó e os remanescentes da vegetação do Cerrado na microbacia do córrego Pau de Caxeta; proibir as atividades incompatíveis com objetivos da Unidade de Conservação, na área da unidade e em sua zona de amortecimento; assegurar a visitação pública conforme as condições e restrições estabelecidas pelo setor responsável pelas Unidades de Conservação de Proteção Integral do ente ambiental do Distrito Federal, até a aprovação do Plano de Manejo da unidade.

Histórico

O Parque Distrital do Tororó foi instituído em 30 de Abril de 2015, através do Decreto nº 36.472, sendo o primeiro parque de proteção integral em Brasília. O nome do parque vem da Cachoeira do Tororó, onde a palavra Itororó ou Tororó significa, em tupi-guarani, enxurrada, jorro d’água, pequena cachoeira.

Atrações

As principais atrações do Parque são a Cachoeira do Tororó, que é uma queda livre de cerca de 12 metros de altura, o córrego Pau de Caxeta e uma área com mirante natural que pode ser viabilizado para a população mediante pequeno aporte de recursos. O Parque atrai praticantes de ecoturismo, que buscam caminhadas, trilhas de média dificuldade e rapel.

Aspectos naturais

A Cachoeira do Tororó é uma cachoeira de queda livre com aproximadamente doze metros de altura. A trilha que conduz até a queda d’água possui certos trechos em que o terreno é pedregoso, mas existem partes de uma velha escadaria nestes locais, facilitando a subida. O poço, que é raso, é rodeado por uma mata de galeria. Ao longo do córrego Pau de Caxeta podem ser avistadas pequenas corredeiras, em face do terreno irregular e ao longo da região são encontrados remanescentes de grande importância para a preservação do bioma Cerrado.

Relevo e clima

A geomorfologia do parque se encontra na região dissecada de Vales do Curso superior do Rio São Bartolomeu. O tipo de solo predominante é o cambissolo, que geralmente está associado a relevos mais movimentados, ondulados e forte-ondulados. Em alguns perfis, observa-se a presença de cascalhos e material concrecionário. O clima predominante da região do Parque é Tropical de Altitude, com a temperatura do mês mais frio inferior a 18ºC e do mês mais quente com média superior a 22ºC.

Fauna e flora

As fitofisionomias mais ocorrentes na região são: Matas de Galeria, Cerrado típico, dito stricto sensu e Campo Limpo.O Cerrado Típico é a fitofisionomia dominante entre as formações savânicas encontradas no local. Suas árvores não formam dossel e a altura varia entre 3 – 8 metros. A diversidade florística é enorme, tanto no estrato arbóreo quanto no rasteiro. Algumas áreas de cerrado se encontram em estado de regeneração, algumas vezes com a dinâmica prejudicada pela grande recorrência de fogo e pastoreio ocasionais de bovinos e eqüinos. Esta fitofisionomia apresenta-se bastante atingida pelo processo de ocupação urbana do solo. O parque possui um Zona Restrita que é dedicada exclusivamente para a preservação da fauna e flora nativa.

Problemas e ameaças

A urbanização crescente e a pressão de ocupação das áreas na região levou a equipes técnicas a reavaliar o cenário anteriormente proposto que previa a regulamentação no sentido de promover e conservar os recursos naturais da região, como forma de assegurar o Meio Ambiente equilibrado à população local e a preservação do Bioma Cerrado no Distrito Federal. Outra grande ameaça são os sinais de degradação, que podem ser vistos na forma de deposição de entulhos, corte seletivo de espécies, abertura de picadas e, principalmente, disseminação de espécies exóticas. Apesar de o córrego Pau de Caxeta não figurar como conector ambiental, destacamos que a fragmentação de habitat é hoje a maior ameaça a biodiversidade do Cerrado, o grau de isolamento irá determinar, em parte, a severidade das mudanças na composição da comunidade.

Fontes

http://www.ibram.df.gov.br/images/Parque%20Distrital%20do%20Toror%C3%B3.pdf