Parque Estadual da Lagoa do Açu

O Parque Estadual da Lagoa do Açu (PELAG) está localizado no norte do Estado, entre os municípios de Campos dos Goytacazes e São João da Barra. Com uma área de 8.251 hectares, esta unidade de conservação foi criada, entre outros objetivos, para proteger os remanescentes de vegetação nativa de Mata Atlântica, como a restinga, o mangue e uma importante área alagada, que compõe seus principais atrativos: o Banhado da Boa Vista, a Lagoa do Açu, com 13 km de extensão no litoral, e parte da Lagoa Salgada.

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Parque Estadual da Lagoa do Açu
Esfera Administrativa: Estadual
Estado: Rio de Janeiro
Município: Campos dos Goytacazes e São João da Barra.
Categoria: Parque
Bioma: Mata Atlântica
Área: 8.251,45 hectares
Diploma legal de criação: Criado pelo Decreto Estadual nº 43.522, de 20 de março de 2012.
Coordenação regional / Vinculação: Inea - Instituto Estadual do Ambiente / Dibap - Diretoria de Biodiversidade e Áreas Protegidas
Contatos: Telefones: (21) 99601-6730 / (21) 2332-5515 / (21) 2332-5516;

E-mail: pelag.inea@gmail.com

Índice

Localização

O Parque Estadual da Lagoa do Açu (PELAG) possui uma área de 8.251,45 hectares, abrangendo parte dos municípios de Campos dos Goytacazes e São João da Barra, na região do litoral Norte do estado do Rio de Janeiro.

Sede administrativa: Rua Olavo Saldanha, s/nº (Orla da praia no Stand da Secretaria de Meio Ambiente), Farol de São Thomé, Campos dos Goytacazes - RJ.

Como chegar

Rodovias de acesso: Rodovia Rio-Santos (Br-101): Partindo da cidade do Rio de Janeiro, seguir pela BR-101 até chegar à cidade de Campos dos Goytacazes, seguindo a sinalização para o Farol de São Thomé.

Dica: Para economizar 1 h fique atento à entrada de Quissamã (logo que passar por Macaé). Seguir a RJ-196 até chegar ao trevo. Depois dobrar à esquerda e seguir até a Barra do Furado passando por dentro do distrito; dali seguir as placas indicativas para o Farol de São Thomé. Distância entre a rodoviária Novo Rio e o município de Campos.

Ingressos

A entrada é gratuita.

Horário de visitação: de segunda a domingo, das 8h às 17h.

Onde ficar

Na região da cidade e no entorno de onde se localiza o parque encontra-se uma variedade de hotéis.

Objetivos específicos da unidade

I - assegurar a preservação de parte de um dos mais ricos e bem preservados remanescentes de vegetação de restinga do Estado do Rio de Janeiro, bem como recuperar as áreas degradadas ali existentes; II - assegurar a preservação de áreas úmidas remanescentes no litoral norte fluminense, especialmente da Lagoa do Açu e o banhado da Boa Vista; III - manter populações de animais e plantas nativas e oferecer refúgio para espécies raras, vulneráveis, endêmicas e ameaçadas de extinção da fauna e flora nativas; IV- estimular o ecoturismo, como alternativa sustentável de geração de emprego e renda; V - assegurar a continuidade da prestação dos serviços ambientais proporcionados pela biodiversidade e pelos corpos hídricos locais; VI - oferecer oportunidades de visitação, recreação, aprendizagem, interpretação, educação, pesquisa científica e relaxamento; VII - resguardar de ocupação amostras representativas das praias do litoral norte fluminense.

Histórico

O Parque Estadual da Lagoa do Açu foi criado recentemente, em 2012. A região que o compõe é formada por extensa vegetação de restinga e áreas úmidas remanescentes, no litoral norte fluminense, em especial a Lagoa do Açu e o banhado da Boa Vista.

Sua paisagem faz com que seja único, tanto do ponto de vista biológico quanto geológico. Vários estudos foram desenvolvidos por pesquisadores nacionais e estrangeiros, tendo como proposta a criação da unidade de conservação, com o intuito de preservar uma área singular de manguezais, restingas, praias, dunas, lagunas, lagoas e áreas úmidas, ainda em bom estado de conservação. Esses estudos também concluíram que a vegetação na área costeira dos municípios de São João da Barra e Campos dos Goytacazes constitui a segunda restinga mais ameaçada do país.

Atrações

Ponte Maria da Rosa

É uma área na Lagoa do Açu bastante frequentada por banhistas e praticante de esportes de aventura e ecoturismo, para caiaque e stand up paddle, pois é de fácil acesso. Com água quente e uma beleza sem igual, o local é cercado por vegetação nativa. A ponte tem a área de mangue mais preservada do parque.

Canoa Virada

Trata-se de outra área da Lagoa do Açu bastante utilizada por praticantes de esportes náuticos, como caiaque e stand up paddle. É também muito frequentada por banhistas no período de veraneio.

Última Opção Surf Point

Para os amantes da prática de surfe, a Última Opção Surf Point é uma área bastante procurada. Um local com ondas constantes e ideais para a prática de esportes como surf e bodyboarding. Este ponto também costuma ser bastante frequentado por banhistas.

Lagoa Salgada

É considerada a única na América do Sul que possui estromatólitos carbonáticos, que datam do período pré-cambriano, apresentando colônias de bactérias fossilizadas e formações calcárias. A importância geológica e paleontológica faz da Lagoa Salgada um atrativo histórico e diferencial, hoje protegido pelo parque.

Recanto dos Coqueiros

Uma boa opção de lazer dentro do parque é o Recanto, no Xexé, em que é possível passear de pedalinho nas águas calmas da Lagoa do Açu, fazer um piquenique em família ou simplesmente tomar um banho de lagoa. A área é muito utilizada também por praticantes de slackline, stand up paddle e caiaque. Há possibilidade de alimentação oferecida por comerciantes locais.

Projeto Tamar

Na área do parque ocorre todos os anos de setembro a março o período de desova de tartarugas marinhas. A base do Projeto Tamar (de conservação marinha), na Bacia de Campos, monitora 99 km de praias, nos municípios de Campos dos Goytacazes, São João da Barra e São Francisco de Itabapoana. Durante a temporada, os visitantes podem participar da soltura de filhotes com a equipe do Tamar no Farol de São Thomé, município de Campos dos Goytacazes.

Trilha do Tamanduá

A grande quantidade de registros de tamanduás nessa região fez com que a trilha ganhasse o nome do mamífero. Nesta trilha é possível observar diferentes fisionomias vegetais, como a vegetação herbácea, vegetação arbustiva e a floresta baixa de restinga. O percurso possui 2,5 km de extensão, com duração estimada de 2 horas e considerada de grau leve.

Trilha da Pitanga

O nome é devido à quantidade de pitangueiras encontradas ao longo do percurso. É uma trilha de interpretação ambiental na qual é possível observar todas as fases da restinga, avistar o Banhado da Boa Vista, experimentar o fruto da pitangueira, conhecer a fauna e flora locais e utilizar a área destinada para piquenique. O percurso possui 2,6 km de extensão, com duração aproximada de 2 horas e é considerada de grau moderado.

Aspectos naturais

O PELAG é uma unidade de conservação de proteção integral. Ele assegura a preservação de remanescentes de vegetação nativa de mata atlântica como restinga, mangue e uma importante área alagada (o banhado de Boa Vista, além da Lagoa do Açu, com 13km de extensão no litoral); a integração de seus ecossistemas com a diversidade sociocultural da região; as espécies raras, endêmicas e ameaçadas de extinção, da fl ora e da fauna.

Relevo e clima

Clima

O clima é tropical, classificado como quente, com temperaturas acima de 18°C, semiúmido (de 4 a 6 meses) e seco (de 7 a 10 meses).

A precipitação anual varia entre 800 e 1.200 mm, sendo que a tendência é de quantidades maiores próximo ao litoral, e com concentrações maiores no período entre outubro e abril, com cerca de 80% do total anual.


Relevo

O relevo é formado por planícies e áreas um pouco mais elevadas formando os cordões arenosos/restinga.

Fauna e flora

Flora

A vegetação nativa de Mata Atlântica está presente com todas as tipologias de restinga, mangue e uma importante área alagada. São encontradas espécies como clúsia, quixabeira, pitangueira, araçá, aroeira, taboa, bromélias e orquídeas, cactos, entre outras.

A restinga tem o importante papel de fixar areia e dunas, impedindo a erosão das praias. Seu solo é arenoso e poroso, o que facilita a infiltração da água da chuva. Esta vegetação é de grande importância para a região, pois reduz os riscos de enchente e evita a formação de dunas móveis.


Fauna

O parque abriga aves migratórias como vira-pedras, maçarico-acanelado e maguari e uma grande variedade de espécies ameaçadas de extinção, além de várias outras espécies nativas de aves, tais como: socoí-vermelho, arapapá, bate-bico, gaturamo-rei, narceja-de-bico-torto e saíra-beija-flor.

Outras espécies da fauna também são encontradas, tais como: ouriço-cacheiro, tamanduá-mirim, cachorro-do-mato, entre os mamíferos.

Problemas e ameaças

Algumas espécies da fauna que são abrigadas pelo PELAG estão ameaçadas de extinção.

Fontes

http://www.inea.rj.gov.br/Portal/Agendas/BIODIVERSIDADEEAREASPROTEGIDAS/UnidadesdeConservacao/INEA_008601#

http://www.mma.gov.br/areas-protegidas/cadastro-nacional-de-ucs/consulta-por-uc

http://www.inea.rj.gov.br/cs/groups/public/documents/document/zwew/mdi2/~edisp/inea0026169.pdf

http://www.dapweb.org/inea/pelag.php

Parque Estadual da Lagoa do Açu (PELAG)