Parque Estadual do Biribiri



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Parque Estadual do Biribiri
Esfera Administrativa: Estadual
Estado: Minas Gerais
Município: Diamantina
Categoria: Parque
Bioma: Cerrado
Área: 16.998,66 hectares
Diploma legal de criação: Decreto nº 39.909, de 22 de setembro de 1998
Coordenação regional / Vinculação: IEF - Regional Alto Jequitinhonha
Contatos: Tel:(38) 3531-7284 / (38) 3532-6698

Endereço sede: Avenida Geraldo Edson do Nascimento, nº 600 - Cidade Nova, Diamantina/MG. CEP: 39100-000 Email:antonio.carneiro@meioambiente.mg.gov.br

Índice

Localização

Localizado a 300 km de Belo Horizonte e a 13 km de Diamantina, passando por uma estrada de terra.O Parque Estadual do Biribiri está localizado no município de Diamantina, na porção meridional da cordilheira do Espinhaço.

Como chegar

Disponibilidade de ônibus de Belo Horizonte-Diamantina de segunda a domingo. Percurso de carro saindo de Belo Horizonte passando pela BR-040 até Curvelo,entrando na MG-259 até Datas e seguindo pela MG-367 até Diamantina cerca de 4H de viagem.

Ingressos

O horário de visitação de segunda a domingo é das 08:00 às 18:00 sem cobrança para a entrada.

Onde ficar

O parque não apresenta alojamentos para os visitantes, mas a cidade de Diamantina apresenta hotéis e pousadas para dormir e se alimentar.

Objetivos específicos da unidade

A unidade tem a finalidade proteger a fauna e a flora regionais, as nascentes dos rios e córregos da região, além de criar condições ao desenvolvimento de pesquisas e estudos científicos e alternativas de uso racional dos recursos naturais, como o ecoturismo.

Histórico

O Parque possui atrativos ímpares como o caminho dos escravos e a vila de Biribiri.A vila datada do inicio do século XVIII a igreja na praça central é um destaque a mais dentro da pequena vila de casinhas azuis e janelas brancas. Serviu de locação para a gravação do filme Xica da Silva.Foi nessa área que funcionou a fábrica de tecidos, criada pelo Bispo Dom João Antônio dos Santos, em 1876.

Atrações

O parque apresenta a Cachoeira dos Cristais, Cachoeira da Sentinela, muitas nascentes cristalinas, pedreiras características do cerrado, campos de flores sempre-vivas.Há também os suntuosos degraus da Cachoeira dos Cristais, cujas rochas teriam sido cortadas com talhadeiras pelos proprietários da época, à procura de diamantes.

Aspectos naturais

Apresenta paisagens de beleza cênica, com seus rios de leitos de pedras, formando cachoeiras e atravessando campos. A área abriga várias nascentes e cursos d'água.

Relevo e clima

O relevo é bastante acidentado, com grandes maciços residuais, topos rochosos, encostas íngremes, vales estreitos e profundos, grandes superfícies planas de altitude e serras altas, estreitas e compridas. O clima vai de quente a tropical, com um gradiente crescente de precipitação das menores para as maiores altitudes e chuvas médias anuais que ficam em torno de 500 mm.

Fauna e flora

A cobertura vegetal nativa é composta por Cerrado, Campos Rupestres e Matas de Galeria. Podem ser encontrados diversas espécies da fauna, muitas delas ameaçadas de extinção, como o lobo-guará e a onça-parda ou suçuarana.

Problemas e ameaças

A área sofre com o problema de incêndios nas épocas secas do ano.

Fontes

http://www.ief.mg.gov.br/areas-protegidas/200?task=view
http://www.siam.mg.gov.br/sla/download.pdf?idNorma=1558
https://www.facebook.com/Parque-Estadual-do-Biribiri-Diamantina-MG-125204757552908/timeline
http://www.chapadadiamantina.com.br/mapas.html

O Parque Estadual do Biribiri localizado no município Mineiro de Diamantina se constitui em beleza rica e rara do Bioma Cerrado, com inúmeros exemplares da flora e da fauna, bem como um conjunto paisagístico de beleza cênica impecável e inenarrável. Porém, seu rico potencial, talvez por ausência de pequenas coisas que passam despercebidas pela intensidade da necessidade premente que se faz atualmente em se criar os parques visando a conservação e preservação do ambiente natural, ainda permanece latente como um poder de DNA ativo que, se explorado de forma correta traz inúmeros benefícios à todos. O Parque possui encantos que com a devida busca, sustentável e equilibrada podem ser aproveitados com vistas à pesquisa científica, ao turismo ecológico e de aventura e principalmente no que tange à Educação Ambiental. Alguns pontos que consideramos em desacordo seguem neste contexto e pedimos sim, para que os leitores também apresentem suas críticas e sugestões, pois só assim, essa incrível enciclopédia, única sobre os Parques se torna cada vez mais apreciada e incrível. Seguem os apontamentos:

 Existe uma grande quantidade de poços e pequenas cachoeiras com água potável, convivendo no mesmo ambiente em que existem poços de água contaminada por esgoto provinda do Bairro Cidade Nova, conforme informações pesquisadas e ratificadas. Do ponto de vista ambiental e da própria ética humana é incoerente que tal esgoto possa desaguar em um ambiente cujo principal objetivo é a preservação natural, nisto incluído o recurso hídrico;  Na Cachoeira da Sentinela há pinturas rupestres provavelmente pré-históricas ou pelo menos pré-colombianas, conforme mostram as fotos aqui veiculadas, cuja existência é pouco ou quase nada divulgada e que seria um excelente ponto de visitação de estudantes de todas as áreas do conhecimento;  As placas informativas, apesar do excelente trabalho em madeira, são em sua totalidade na língua portuguesa, o que torna inacessível ao visitante estrangeiro uma melhor compreensão do Parque, inclusive de suas normas;  As placas indicativas na estrada sobre pontes, desvios, locais perigosos e etc. foram formatadas apenas para uso durante o dia, já que são pintadas com tinta comum;  As trilhas não são acessíveis às pessoas com menor capacidade de locomoção como idosos, crianças pequenas e cadeirantes;  O Parque não possui estrutura de recepção ao visitante.

Nossas sugestões:

 Em relação ao esgoto, que seja realizado um trabalho conjunto dos órgãos competentes, comunidade em geral e outros interessados, de desvio de tal esgoto para uma área mais adequada, educação ambiental no sentido do entendimento das medidas mitigadoras para melhorar tal processo poluente/contaminante e também de fiscalização permanente para que fatos semelhantes não mais ocorram;  Que o patrimônio histórico das pinturas rupestres seja protegido, preservado e que as pessoas tenham acesso ao seu conhecimento;  Em relação às placas informativas, que sejam acrescidos os idiomas ingleses e espanhóis, para aumentar a acessibilidade lingüística de visitantes, estudantes e pesquisadores;  Que sejam instaladas placas reflexivas para uso noturno em relação às placas indicativas da estrada;  Em relação às trilhas, que sejam melhoradas no que tange à acessibilidade ou que sejam criadas alternativas de trilhas às pessoas citadas;  A recepção pode melhorar, por exemplo, com instalação de mesas confeccionadas com madeira legalizada, de modo que os visitantes pudessem descansar e realizar refeições após as caminhadas e trilhas.

Enfim, que o Parque continue a ser respeitado com toda sua beleza e que seu potencial seja aproveitado de forma sustentável e equilibrada permitindo a convivência pacífica entre a humanidade (que também é natural) com a natureza que tanto desejamos que permaneça bela e queremos preservar.


Alunos do IFNMG Curso Técnico em Meio Ambiente: HENRIQUE DE ALMEIDA HUGO, IZAÍAS SANTOS, GLADSTON LEANDRO CORDEIRO, FABRÍCIO COIMBRA E GABRIEL LEITE.

CREDITOS DAS FOTOS: HENRIQUE DE ALMEIDA HUGO E FABRÍCIO COIMBRA (Alunos do IFNMG Curso Técnico em Meio Ambiente).