Parque Nacional da Serra da Bocaina

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Parque Nacional da Serra da Bocaina
Esfera Administrativa: Federal
Estado: Rio de Janeiro
Município: Paraty, Angra dos Reis, São José do Barreiro, Ubatuba, Cunha e Areias
Categoria: Parque
Bioma: Mata Atlântica
Área: 104.000 hectares
Diploma legal de criação: Criado em 04/02/1971, Decreto 68.172; Decreto 70.694 de 08/06/1972
Coordenação regional / Vinculação: Parque nacional federal, órgão gestor ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade)
Contatos: Tel: (12) 3117-2143

Endereço sede principal: Rodovia Francisca Mendes Ribeiro ou Rodovia Estadual da Bocaina, SP 221, Km 0

São José do Barreiro - SP

CEP: 12830-000

Endereço sub-sede: Rua 08, casa 03, Portal de Paraty – RJ.

CEP: 23970-000

Tel (24) 3371-3056

Email: pnsb.rj@icmbio.gov.br

Índice

Localização

O Parque Nacional da Serra da Bocaina localiza-se na Serra do Mar, na divisa entre os estados do Rio de Janeiro e São Paulo, no sudeste do Brasil. A área engloba parte dos municípios de Paraty e Angra dos Reis no Rio de Janeiro; e São José do Barreiro, Ubatuba, Cunha e Areias em São Paulo.

Como chegar

O Parna Serra da Bocaina oferece atrativos na região serrana e no litoral. Os principais estão na serra com acesso por São José do Barreiro, no Vale do Paraíba, onde está situada a sede do parque. Mas é possível acessar o parque pelo litoral próximo de Paraty, onde existe a sub-sede do parque. Partindo de São Paulo, o acesso é feito pela Rodovia Presidente Dutra na cidade de Queluz (SP). De Queluz segue-se até Areias e a São José do Barreiro, num percurso de 35 quilômetros de estrada asfaltada. De São José do Barreiro são mais 27 km pela SP-221 até a entrada do Parque Nacional.

Do Rio de Janeiro, deve seguir pela Rodovia Presidente Dutra até o município de Barra Mansa, entrar na RJ-157 em direção a Bananal. É possível também seguir do Rio pelo percurso todo feito pela BR 101 (Rio-Santos), passando por Mangaratiba e Angra dos Reis.

Distâncias das capitais:

Rio de Janeiro: 263 km

São Paulo: 306 km

Na serra, o melhor período para visitar é entre os meses de maio e agosto em razão do baixo índice de chuvas deixando as trilhas mais secas e céu mais limpo. Porém, nessa época, as cachoeiras ficam com uma vazão menor e é a época mais fria. A temperatura média é de 10ºC e as mínimas podem chegar a 2ºC negativos nas madrugadas.

Já no litoral, os meses de alta temporada de dezembro a fevereiro e julho, assim como feriados prolongados, são os períodos de maior circulação de visitantes.

Ingressos

Não é cobrado ingresso ou tarifa para a visitação dos atrativos.

Onde ficar

O camping selvagem é permitido assim como pernoite em casa de colono. A casa é de pau a pique e sem eletricidade, o pernoite é feito em quartos coletivos, não é necessário levar roupa de cama. O banheiro é coletivo e tem serpentina para esquentar a água.

Objetivos específicos da unidade

O Parna Serra da Bocaina tem como objetivo básico a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico.

Histórico

O caminho aberto por grupos indígenas que ligavam o litoral fluminense ao Vale do Paraíba guarda ainda as pegadas de antigos bandeirantes e tropeiros nesta faixa de Mata Atlântica da Serra do Mar.

O Parque Nacional da Serra da Bocaina foi criado em 1971 pelo governo militar com o objetivo de proteger a população das principais cidades da região em caso de acidente nas usinas nucleares de Angra I e Angra II.

A história da área faz parte da colonização do Brasil. A região foi primeiramente explorada pela caça, depois pelo ouro e diamantes com trilhas para escoar a exploração para o mar rumo à Portugal. Estas mesmas trilhas foram mais tarde usadas para escoar a produção de cana-de-açúcar e café no Vale do Paraíba. Algumas das trilhas foram ampliadas e receberam calçamento feito pelos escravos. Esses caminhos hoje são um grande atrativo do parque.

As trilhas exploradas por indígenas, bandeirantes e depois viajantes que merecem destaque são a das gargantas dos rios Buquira, Piracuama e Sapucaí, do Piaqui e da garganta do Embaú.

Nestas incursões, foi aberto o Caminho Velho dos Paulistas ou conhecida como Estrada Real que partia de São Paulo, passava por Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Guararema, atingindo o Vale do Paraíba, em Jacareí. Estendia-se até Taubaté de onde passava a acompanhar o trajeto do Caminho Velho de Paraty, até atingir a garganta do Embaú. Foi ao longo deste percurso que se iniciou o seu primeiro povoamento. Em 1628, foram doadas as primeiras sesmarias e, em 1645, foi fundada a Vila de São Francisco das Chagas de Taubaté. Em 1693, bandeirantes partindo de Taubaté descobriram as primeiras minas de ouro, na atual Ouro Preto. Neste contexto da mineração, numerosas trilhas do ouro foram sendo abertas. Partindo do litoral de Paraty pelo Caminho Velho ou Mambucaba, seguiam em direção à Serra da Bocaina (de onde se bifurcavam em diversas outras trilhas que alcançavam diferentes áreas do Vale do Paraíba) seguindo por atalhos na Serra da Mantiqueira até alcançar a região aurífera. A mais famosa delas recebeu o nome de Cesaréa, construída por volta de 1740, e partia de Vargem Grande (atual município de São José do Barreiro) e seguia serra acima em direção a Mambucaba. Além disso, no século XVIII foi construído o Caminho do Gado para evitar contrabando de ouro e facilitar a ligação das capitanias de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Assim, os caminhos Velho de Paraty, de Mambucaba, a Cesaréa e o Caminho do Gado formam hoje ‘Os Caminhos do Ouro’ redescobertos para uso turístico.

Atrações

Na parte alta do parque, na região serrana, o visitante poderá conhecer inúmeras cachoeiras, picos e mirantes. Em São José do Barreiro se inicia o Caminho de Mambucaba, a mais famosa das trilhas do ouro. A região serrana inclui os municípios de São José do Barreiro, Areias e Cunha. Trilha do Ouro: o caminho colonial foi construído no século XVII para escoar o ouro vindo de Minas Gerais. O visitante caminha sobre o calçamento de “pé-de-moleque”. A trilha percorre o topo da Serra da Bocaína (a 1.540 metros de altitude) e desce até a superfície próxima ao mar. A trilha era usada como um caminho alternativo para o contrabando de ouro. Em seus três dias de caminhada, é possível avistar lindas paisagens, cachoeiras, araucárias de climas mais temperados, além de um cenário com bromélias e bananeiras tropicais e vestígios históricos como as ruínas de um antigo engenho de cana-de-açúcar.

O ponto de partida para a Trilha do Ouro é no Parque Nacional da Serra da Bocaína, a 27 quilômetros de São José do Barreiro. A primeira parte da trilha é percorrida por pedras do antigo calçamento, um outro ponto de destaque é a Cachoeira dos Veados. A caminhada termina junto a uma ponte suspensa, depois do Rio Santo Antônio, a aproximadamente 15 quilômetros do bairro do Perequê, em Mambucaba (Angra dos Reis).

Ela pode ser apreciada por quem faz a Trilha do Ouro, uma caminhada de 3 dias passando por lugares históricos, ligando São José do Barreiro a Paraty. Existem muitas outras trilhas. Fora a beleza natural, construções históricas estão espalhadas pelo parque, como por exemplo, a Pharmacia Popular (1830), em Bananal, a mais antiga em funcionamento no Brasil. Uma boa vista da região é oferecida do alto do Pico do Tira o Chapéu, no Morro da Boa Vista, com 2.200 metros. O parque ainda engloba as praias de Caixa D’Aço, do Meio e a Ilha do Tesouro, na região de Trindade.

Para fazer a travessia, é preciso obter autorização através do email pnsb.rj@icmbio.gov.br com 7 a 10 dias de antecedência, exceto nos feriados que o prazo é de 15 a 20 dias. Não é obrigatório o uso de guia para fazer a trilha, mas é recomendado. O limite de visitantes por dia é de 80 pessoas, segundo o plano de manejo do parque. Não é permitido o acampamento dentro do parque para quem não faça a trilha do ouro.

Cachoeira de Santo Izidro: Situada a 1,5 km da entrada principal do Parque (45 minutos de caminhada), é a cachoeira mais próxima da sede na região serrana. Após cruzar o primeiro rio, caminha-se mais 10 minutos até chegar a uma entrada à esquerda, que leva até a cachoeira. A queda tem cerca de 70 metros e possui um poço para banho. É possível praticar o canyoning.

Cachoeira das Posses: Fica a 8 Km da entrada principal do Parque e tem uma queda de 40 metros. O caminho pode ser feito a pé, de moto ou veículo 4x4 (com permissão). A pé, depois da cachoeira de Santo Isidro, é preciso pegar um atalho à esquerda, marcado por totens.

Cachoeira dos Veados: Fica a 20 km da portaria principal do Parque e é a mais famosa sendo parada obrigatória para visitantes que fazem a Trilha do Ouro. Consiste em duas quedas de mais de 100 metros e fica a dois dias de caminhada, pela Trilha do Ouro, num dos locais mais preservados do Parque. O caminho também pode ser feito de moto, mountain mike ou 4X4.

Outras cachoeiras recomendadas são Cachoeira da Mata, Poço da Água Santa, Cachoeira dos Mochileiros.

Cachoeira do Espelho – Está localizada numa das trilhas do Sertão da Caputera, bairro situado entre a Vila da Petrobrás e o Estaleiro Verolme. Na maior parte do tempo, o percurso é feito em mata fechada.

Mirante do Sobrado: Próximo à portaria principal do parque e tem 1.850 metros de altitude. A caminhada leva duas horas para subir até o ponto mais alto.

Pedra do Macela: Tem cerca de 1.500 metros de altitude e oferece uma linda vista para a baía de Paraty e da Ilha Grande. Fica situada no município de Cunha (SP).

Estrada do Contorno: É uma estrada pavimentada em que se pode caminhar em um dos locais mais atraentes de Angra dos Reis. Ela leva a algumas trilhas pequenas ao longo do percurso que dá acesso a praias ainda virgens de águas cristalinas e uma gruta de pedras com saída para o mar.

Pedra do Caxambu: Localizada na cidade de Arapeí - SP, na parte baixa da Serra da Bocaina. Fica a 6 km do Centro da Cidade.

Pedra do Frade: Com 1.550 metros de altura, pode ser atingida por Angra dos Reis, através da Vila do Frade (dois dias de caminhada), ou por Brejal, distrito de Bananal, situado acima na Serra.

Pico do Gavião: É um dos pontos de altitude do Parque e oferece a vista do mar e de uma rampa de voo livre.

Pico do Tira o Chapéu: Localizado no Morro da Boa Vista a 2.088 metros de altitude. Está entre os 10 pontos mais altos do Estado de SP. Para se chagar até lá, as caminhadas variam de duas a quatro horas. É possível avistar grande parte da Bocaina, a Serra da Mantiqueira, o Pico dos Marins, passando pelo Pico das Agulhas Negras e das Prateleiras, até a Pedra Selada de Visconde de Mauá. É possível inclusive avistar a Baía de Ilha Grande.

Pico da Pedra Redonda: Situada a 8 km de São José do Barreiro. O passeio até o pico pode ser realizado a pé em uma caminhada moderada morro acima ou a cavalo. Para alcançar o topo são 7 km de trilha. No alto, encontram-se um Mosteiro Budista e um Parque Ecológico.

Rafting no rio Mambucaba: Este é o segundo melhor rio do Estado do RJ para a prática do rafting, só perdendo para o rio Paraibuna, em Três Rios.

Trilha Banqueta – Jussaral: A trilha se inicia no bairro da Banqueta, na Rodovia Rio–Santos (BR-101), a 4 km do trevo de entrada da cidade de Angra em direção a Paraty. A melhor maneira de encontrá-la é seguindo pela Estrada da Banqueta e passando pelo reservatório de água, depois mantendo-se à esquerda, até encontrar uma bifurcação. Neste ponto, existe uma trilha à direita e uma descida à esquerda. A trilha que leva ao Jussaral é a da direita. Jussaral é o nome de uma antiga estação de trem abandonada.

Trilha da Praia Grande: Apropriada para pessoas experientes em caminhadas pela mata, pois existem vários trechos de mata fechada e bifurcações. A trilha começa no bairro do Bonfim, na Estrada do Contorno. Trilha da Torre de Televisão: A trilha tem subida íngreme no início, uma parte plana no meio, e ao final uma ladeira íngreme. O início da trilha fica aproximadamente a um quilômetro do trevo de acesso a Angra indo em direção ao Rio de Janeiro.

Trilha dos Índios: Situada no bairro do Bracuí na BR 101, no sentido Santos. Ela leva até a aldeia indígena dos Guaranis e é preciso verificar no Centro de Informações Turísticas se o acesso está liberado. O trecho é longo e ainda hoje é usado pelos indígenas para transporte de alimentos e artesanato que são vendidos na beira da estrada. Pelo caminho, há cachoeiras e rios de águas claras.

Trilha Paraty-Mirim - Saco do Mamanguá: Com 3 horas de duração a trilha começa no povoado de Paraty-Mirim e tem como atrações o encontro do mangue com a floresta, uma aldeia indígena Guarani, ruínas de fazendas coloniais e a paisagem da Baía da Ilha Grande.

Trilha Perequê – Mambucabinha: A trilha é curta, mas possui um trecho de subida que leva ao topo do Morro da Boa Vista. O início da trilha fica no bairro do Perequê, (km 527 da Rio-Santos), passando pelas margens do Rio Perequê. O final da trilha é na Rodovia Rio-Santos a cerca de 500 metros do trevo da Vila Histórica de Mambucaba.

Trilha Pontal – Jussaral: Leva até a estação de trem do Jussaral partindo do bairro do Pontal, pela BR-101, distante aproximadamente 9 km do centro para Paraty. Não é aconselhável atravessá-la sem a orientação de um guia. O trecho de subida é íngreme e a sol aberto. Durante a trilha, é preciso fazer a travessia de um dos túneis da estrada de ferro que liga Angra à Barra Mansa.

Aspectos naturais

A Serra da Bocaina representa um importante fragmento do domínio da Mata Atlântica com ampla diversidade de tipos de vegetação, grandes extensões contínuas de áreas de floresta sob diversos domínios geomorfológicos.

Entre os maciços da Serra do Mar e da Serra da Mantiqueira, a paisagem varia de altas montanhas até praia. O relevo acidentado favorece a formação de cachoeiras nos cursos que formam a bacia do Rio Mambucaba.

Grande parte das nascentes de água potável para as populações de Angra dos Reis, Mambucaba, Paratay, Ubatuba, Cunha, Areias, São José do Barreiro e Bananal estão no interior do parque, como os rios Mambucaba, Bracuí, Barra Grande, Perequê-Açu, Iriri e Paraitinga (o principal afluente do rio Paraíba do Sul).

O termo Bocaina é de origem Tupi-Guarani, cujo provável significado é ‘caminhos para o alto’, devido à grande variação de altitude desde as planícies costeiras baixas até os campos de altitude acima de 2.000 metros.

A Serra da Bocaina é um reduto de turismo ecológico. A variação de cenários é um de seus principais atrativos: desde uma enseada com praias arenosas e uma ilha oceânica – as praias do Caixa D’Aço e do Meio e a Ilha do Tesouro, na região de Trindade – como também vales profundos e cachoeiras de águas frias e cristalinas.

Relevo e clima

O parque abrange áreas costeiras e vertentes íngremes no alto do planalto da Bocaina, do nível do mar a 2.088 metros de altitude. É considerado um dos principais redutos de floresta atlântica, coberto pela floresta ombrófila densa (Submontana, Montana e Alto Montana), floresta ombrófila mista alto montana e campos de altitude, ainda em bom estado de conservação, apesar de inúmeros pontos de interferência humana. É um território com endemismos, refúgios ecológicos e espécies ameaçadas de extinção.

O clima da região é tropical superúmido, com média anual de 23°C (nas regiões mais altas, essa temperatura cai a cerca de 5ºC). O período de menos chuvas vai de maio a agosto quando as temperaturas ficam mais baixas.

Fauna e flora

Estima-se que 60% da vegetação seja composta por mata nativa do bioma Mata Atlântica.

Entre as espécies da flora destacam-se os araucárias, cedros, palmitos, bromélias e palmeiras. A vegetação está representada ainda por árvores de grande porte como o murici, diversas palmeiras, embaúbas, canelas e baguaçus. Acima de 1.500 metros é possível encontrar especialmente o cedro, o pinheiro-bravo e araucárias.

Na parte mais baixa, até 500 metros de altitude, a vegetação de floresta atlântica densa apresenta árvores de médio porte que não ultrapassam a 20 metros de altura. As espécies encontradas nesses locais incluem o murici ou pau-de-tucano, o baguaçu e canelas.

Acima de 500 metros, onde ocorre a floresta atlântica densa montana, predominam o pinheiro-bravo, o óleo-vermelho, o cedro, o açoita-cavalo e o óleo-pardo. Acima de 900 metros de altitude predominam os campos e gramíneas, com espécies características dessas áreas como a vassourinha-do-campo e a sempre-viva-da-serra.

A flora vai desde as formações costeiras e estuarinas até a floresta tropical pluvial atlântica. Várias epífitas raras ocorrem na área, em especial nas margens dos rios, tais como as micro-orquídeas dos gêneros Barbosella e Capanemia. Existe muita madeira-de-lei, como as Canelas-parda, o Guatambú, o Louro, a Sucupira, a Imbuia, o Cedro, o Araribá e o Jequitibá.

Entre os animais, encontram-se pássaros em extinção como a harpia, gavião pega-macaco, a jacutinga, o cuiu-cuiu, o macuco, o tucano-de-bico-preto e o gavião-de-penacho. Existem ainda antas, cotias, saguis, macacos-prego, bichos-preguiça, cobras, onça-pintada, suçuarana, preguiça-de-coleira, sagui-da-serra-escuro e inúmeras espécies de aves. Encontram-se ainda animais como o ouriço-cacheiro e a preguiça, além do veado e a cutia.

Problemas e ameaças

Em razão da proximidade dos grandes centros urbanos, o Parque Nacional da Serra da Bocaina sofre com a interferência humana, como o desmatamento, a coleta ilegal de palmito, até a caça e pesca predatória, assim como invasões. Em função destes problemas o Parque necessita de cuidados redobrados de fiscalização o que não ocorre por falta de recursos humanos.

A caça, a extração de madeira, o pasto têm aumentado de forma drástica e deve gerar um impacto severo nos próximos 20 anos. Só a ameaça da pastagem tem uma abrangência generalizada entre 15 a 50% da área do parque.

Os incêndios de origem antrópica ocorrem de forma constante e tem um alto impacto no parque. Já a extração de madeira permanece constante e é concentrada em 15% da área.

O Parque Nacional da Serra da Bocaina é um exemplo de Unidade de Conservação habitada, com inúmeros impactos decorrentes deste fato. O complexo problema de ocupação se inicia em função dos limites geográficos do parque: apesar de descritos pelo decreto que cria a UC, estes limites são imprecisos, desconhecidos ou ignorados pela população da região, fato agravado pela ausência de uma demarcação física.

Fontes

SITE OFICIAL DA UNIDADE DE CONSERVAÇÃO (informações confiáveis e atualizadas): http://www.icmbio.gov.br/parnaserradabocaina/

FACEBOOK OFICIAL DA UNIDADE DE CONSERVAÇÃO: http:www.facebook.com/parnabocaina

ICMBio: http://www.icmbio.gov.br/portal/o-que-fazemos/visitacao/ucs-abertas-a-visitacao/197-parque-nacional-serra-da-bocaina.html

http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/unidades-de-conservacao/biomas-brasileiros/mata-atlantica/unidades-de-conservacao-mata-atlantica/2212-parna-da-serra-da-bocaina

Portal Ecoviagem: http://ecoviagem.uol.com.br/brasil/sao-paulo/parque-nacional/serra-da-bocaina/

Clube dos Aventureiros: http://www.clubedosaventureiros.com/guia-de-trilhas/guia-de-trilhas-do-parna-serra-da-bocaina-rj-sp/661-parque-nacional-da-serra-da-bocaina

Portal de Cunha: http://www.portaldecunha.com.br/cunha/serrabocainacunha.html

Mapa interativo: http://mapas.icmbio.gov.br/i3geo/icmbio/mapa/externo/home.html?l601prm15nvm64l7e126k3ddi7