Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba

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Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba
Esfera Administrativa: Federal
Estado: "Piaui, Maranhão e Tocantins" não está na lista de valores possíveis (Acre, Alagoas, Amapa, Amazonas, Bahia, Ceara, Distrito Federal, Espirito Santo, Goias, Maranhao, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Para, Paraiba, Parana, Pernambuco, Piaui, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondonia, Roraima, Santa Catarina, Sao Paulo, Sergipe, Tocantins) para esta propriedade.
Município: Alto Parnaíba, Barreiras do Piauí, Corrente, Gilbués e São Gonçalo do Gurguéia, Formosa do Rio Preto, São Félix do Tocantins, Mateiros e Lizarda
Categoria: Parque
Bioma: Cerrado
Área: 724.324 mil hectares
Diploma legal de criação: Decreto s/n° de 16 de julho de 2002.
Coordenação regional / Vinculação: Parna federal, órgão gestor ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade)
Contatos: Tel: (89) 3573-1479 / 2755

Endereço sede: Av Getúlio Vargas, 11.
Corrente, Piauí.
CEP: 64.980-000

Índice

Localização

O Parna localiza-se entre as Serras da Tabatinga e a Chapada das Mangabeiras, divisa dos estados do Piauí, Bahia, Tocantins e Maranhão. A UC abrange os municípios de Alto Parnaíba (MA), Barreiras do Piauí, Corrente, Gilbués e São Gonçalo do Gurguéia (PI), Formosa do Rio Preto (BA), São Félix do Tocantins, Mateiros e Lizarda (TO).

Como chegar

A partir de Corrente (PI), na sede administrativa do parque, distante 910 km de Teresina, o acesso é feito pela BR-135 até São Gonçalo, onde se pega uma estrada sem pavimentação em bom estado de conservação até chegar no município de Barreiras do Piauí. Segue-se por 15 Km por uma estrada sem pavimentação de difícil acesso até chegar no Parque.

Pelo Maranhão, o acesso é feito pela MA-006 até Alto Parnaíba, seguindo 120 km por uma estrada sem pavimentação, de difícil acesso. Já pelo estado de Tocantins, o acesso é feito por São Félix do Tocantins.

Ingressos

O Parque ainda não está aberto a visitações.

Onde ficar

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Objetivos específicos da unidade

O Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba tem o objetivo de assegurar a preservação dos recursos naturais e da diversidade biológica, além de proporcionar a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação, recreação e turismo ecológico.

Como objetivo específico a UC pretende proteger as nascentes do Rio Parnaíba, assegurando a qualidade das águas e as vazões de mananciais da região.

Histórico

Este é o quarto parque nacional do Piauí. O Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba tem seu nome no plural porque o Rio Parnaíba tem várias nascentes. O parque ocupa 730 mil hectares de terras entre o Piauí, Maranhão, Bahia e Tocantins, mas a tradicional nascente é a que fica em Barreiras do Piauí, na Chapada das Mangabeiras.

Sua criação atendeu às demandas de diversos segmentos da sociedade piauiense e maranhense, principais interessados na preservação do rio.

Atrações

Cinco quedas d´ água foram identificadas, as cachoeiras do Murici, Pintado, Sussuapara, Urubu e Várzea Grande que são originadas de vários rios.

A cachoeira do Pintado é formada pela queda das águas do Rio Pintado. Ele tem 6 metros de altura e fica no alto das chapadas das Mangabeiras. A queda d’água escorre por um leito entre a mata e a água cristalina.

Aspectos naturais

As nascentes do Rio Parnaíba conformam a segunda maior bacia hidrográfica do nordeste, ameaçada pelo processo de ocupação da área e da utilização desordenada dos seus recursos naturais. Este rio banha 50 cidades nordestinas e sua extensão de 1.750 km.

A nascente tradicional é preservada por um emaranhado de árvores frondosas e altas, palmeiras e pequenas plantas, onde vivem borboletas de diferentes tons, as que mais se destacam são as vermelhas com negro.

A nascente tem uma cor avermelhada por causa de uma capa rosa formada pela cor do terreno e das folhas e flores das árvores. O Rio Parnaíba desce em pequenas corredeiras, que são protegidas por uma densa vegetação. Em torno da nascente existe uma grande biodiversidade de animais e plantas do cerrado.

Relevo e clima

A região é caracterizada por um clima tropical semi-úmido, com duas estações climáticas bem definidas: período seco (de maio a novembro) e o chuvoso (de dezembro a abril). Os meses de agosto a outubro os mais críticos em relação à seca e aos focos de incêndio. A temperatura média anual é de 26° C.

A região se enquadra nos domínios dos Chapadões Tropicais compostos por vastas superfícies de aplainamento. A parte alta é formada por superfícies de platôs, localizada na Chapada das Mangabeiras, com altitudes médias de 800 metros.

Já a parte baixa, formada pelo processo erosivo da Chapada das Mangabeiras, origina a Serra da Tabatinga. A altitude média é de 400 metros e corresponde à maior porção do Parque. Nesta área localizam-se as nascentes (formadas a partir de ressurgências na Chapada das Mangabeiras) e veredas, marcadas pela grande presença de brejos, tributários dos principais rios protegidos pelo Parque.

Fauna e flora

É possível avistar o veado-campeiro, o tamanduá-bandeira, a onça pintada, o porco-do-mato, o gavião-rei, araras de várias espécies, lagartos e uma infinidade de pássaros. A fauna é muito diversificada com um grande número de animais como emas, araras vermelhas, pretas, amarelas, papagaios, veados, seriemas, bicudos, curiós, pombas verdadeiras, mais conhecidas como asas brancas, perdizes, gralhas, onças pintadas, suçuaranas, gatos como jaguatiricas, veados mateiros, catingueiros e cervos do Pantanal.

A vegetação do parque forma grandes jardins com as serras da Chapada das Mangabeiras. Próximo as nascentes existe um emaranhado de capim, que forma um imenso novelo. Quanto à flora há também uma grande variedade como buritis, pequis, cajus, faveiras, jatobás, mangabas, e plantas com flores muito belas como a sempre viva.

Problemas e ameaças

A falta de recursos financeiros e humanos tem dificultado a consecução das medidas necessárias para a efetiva proteção do Parque. A UC não possui Plano de Manejo nem Conselho Consultivo, que fazem parte das prioridades de ação.

A UC está com a situação fundiária totalmente irregular, não havendo nenhuma terra indenizada. Os levantamentos fundiários ainda não foram realizados, portanto os trâmites da regularização fundiária estão longe de uma solução.

Até o presente momento, não há informações sobre características das propriedades, ocupantes e infra-estruturas físicas da região. Em levantamentos de campo realizados pela equipe da Unidade, estima-se que a maior parte dos proprietários da região utiliza as terras somente no período da estiagem, sendo que a atividade predominante é a criação extensiva de gado nas veredas.

A presença humana no interior da UC é mínima, concentrando-se nos povoados: Brejinho, Macacos, Taboca e Curupá, este último com uma pequena área no interior da UC.

Na parte baixa, a principal atividade é a pecuária extensiva nas veredas. O fogo é utilizado clandestinamente e de forma indiscriminada, o que tem sido o grande responsável pelos incêndios que vem ocorrendo.

Por ser uma região de expansão da fronteira agrícola, anteriormente à criação da Unidade, houve a ocupação da região da Chapada das Mangabeiras por grandes produtores oriundos do Sul do País, principalmente para a implementação da cultura da soja.

As áreas das ocupações constituem-se em litígio entre o Piauí, a Bahia e o Tocantins, são terras resultantes de ocupação irregular, sem origem comprovada, pertencentes ao estado do Piauí e escrituradas nos estados do Tocantins ou Bahia.

Outros conflitos observados são: a extração de madeira, a caça e extração da folhagem das palmeiras buritirana pelos moradores do entorno e tráfico constante de animais silvestres, em especial Araras Azuis.

Em 2012, houve um debate no governo federal que alterava os limites do Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba.

O tráfico desses animais na região é corriqueiro. O escoamento é feito pelo município de Corrente. Os traficantes despacham os animais para o sul do país embalados de forma inadequada para burlar a fiscalização.

As queimadas, o desmatamento e a caça predatória também são evidentes naquela região. Em muitos trechos é visível o uso inadequado dos recursos naturais e a expansão desse processo pode comprometer a qualidade e a disponibilidade até dos recursos hídricos. Os projetos agrícolas de grande extensão também comprometem as nascentes.

Fontes

http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/unidades-de-conservacao/biomas-brasileiros/cerrado/unidades-de-conservacao-cerrado/2100

Decreto criação: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/DNN/2002/Dnn9609.htm

http://www.brasil.gov.br/localizacao/parques-nacionais-e-reservas-ambientais/parque-nacional-das-nascentes-do-rio-parnaiba-2013-pi

https://www.facebook.com/pages/Parque-Nacional-Da-Nascente-do-Rio-Parna%C3%ADba/194608937269916?ref=stream&hc_location=timeline

http://observatorio.wwf.org.br/unidades/cadastro/306/

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/MEIO-AMBIENTE/424589-ALTERACAO-DE-LIMITES-DO-PARQUE-DAS-NASCENTES-DO-RIO-PARNAIBA-PREOCUPA-DEBATEDORES.html

http://www.facesdopiaui.com.br/parque-nacional-das-nascentes-do-rio-parnaiba/

PLANO OPERATIVO DE PREVENÇÃO E COMBATE AOS INCÊNDIOS FLORESTAIS DO PARQUE NACIONAL DAS NASCENTES DO RIO PARNAÍBA, Setembro de 2007: https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=25&cad=rja&ved=0COMBEBYwGA&url=http%3A%2F%2Fwww.ibama.gov.br%2Fphocadownload%2Fcategory%2F44-p%3Fdownload%3D2345&ei=GVD1UcqdA5Hg8wSP7IDIBw&usg=AFQjCNHr-eK4eBYUEy378XwN0VpA7fiFbg&sig2=PRsYuT8vJFcHFlx8HrkpKQ

http://www.piaui2.pi.gov.br/noticias/index/id/9679

http://www.piauihp.com.br/Piaui_ganha_mais_um_parque_nacional.html