Parque Nacional do Itatiaia

O Parque Nacional do Itatiaia faz parte da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, reconhecida pela UNESCO, e também está classificado pelo Ministério do Meio Ambiente como área de prioridade extremamente alta para a conservação da biodiversidade. Inaugurado em 1937 pelo presidente Getúlio Vargas, o Parque é o mais antigo do país e está aberto para o público todos os dias do ano, oferecendo atividades para visitantes de todas as idades.


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Parque Nacional do Itatiaia
Esfera Administrativa: Federal
Estado: Rio de Janeiro
Município: Itatiaia, Resende, Itamonte e Bocaina de Minas
Categoria: Parque
Bioma: Mata Atlântica
Área: 28.000 hectares
Diploma legal de criação: Criado em 14/06/1937. Decreto 1.713, de 14/01/1937; Decreto-Lei 1.115, de 22/02/1939; Decreto 87.586, de 20/09/1982. Decreto de criação (em anexo) http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/imgs-unidades-coservacao/itatiaia.pdf
Coordenação regional / Vinculação: Parna federal, órgão gestor ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade)
Contatos: 24 3352-1292 / 6894 / 2288

Endereço sede: Estrada Parque Nacional km8,5
Itatiaia-RJ
CEP: 27580-000

Índice

Localização

Divisa entre os Estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, na Serra da Mantiqueira. Fica ao sudoeste do Estado do Rio de Janeiro, nos municípios de Itatiaia e Resende; e a sudoeste do Estado de Minas Gerais, abrangendo os municípios de Itamonte e Bocaina de Minas.

Como chegar

Para a sede do parque: Saindo do Rio de Janeiro ou São Paulo, o visitante deve seguir pela Rodovia Presidente Dutra (BR 116) até a cidade de Itatiaia, na altura do km 318. A viagem dura aproximadamente 2h 30min vindo do Rio de Janeiro e 3 horas saindo de São Paulo.

Para a parte alta: Saindo do Rio de Janeiro ou São Paulo, o visitante deve seguir pela Rodovia Presidente Dutra (BR 116) até o povoado de Engenheiro Passos, 12 Km depois de Itatiaia. E seguir pela BR 354, na estrada Rio-Caxambú (Circuito da Águas) por 23 Km, até o local conhecido como Garganta do Registro, a 1.669 metros de altitude. A partir daí começa a subida de 14 km até o Posto Marcão e mais 3 km até o Abrigo Rebouças.

Ingressos

Veja tabela:

Tipo de Ingresso

Ingresso Público em Geral R$ 32,00

Ingresso com Desconto Brasil (válido para residentes no Brasil) R$ 16,00

Ingresso com Desconto Entorno R$ 3,00*

Desconto Mercosul R$ 24,00


Hospedagem Abrigo Rebouças e Abrigo Água Branca R$ 30,00* por pessoa/dia

Hospedagem Camping Rebouças R$ 18,00* por pessoa/dia

Menores de 12 anos de idade e maiores a partir de 60 anos são isentos de taxas.


Horário de funcionamento: 8h às 17h (parte baixa) / 7h às 17h (acesso à trilha somente até 14h)

Onde ficar

Na parte alta do parque é possível se hospedar no Abrigo Rebouças. Reservas: (24) 3352-1292 e 3352-8694.

Normas para uso do abrigo:

http://www.icmbio.gov.br/parnaitatiaia/images/guia_visitante/Normas_para_Reserva_e_Uso_do_Abrigo_Reboucas_julho_de_2012.pdf

Ao lado do abrigo, há um espaço reservado para camping com 15 vagas para barracas. Normas par auso do camping:

http://www.icmbio.gov.br/parnaitatiaia/images/guia_visitante/Normas_para_Reserva_e_Uso_camping_julho_de_2012.pdf

Hotéis e pousadas na região podem ser pesquisadas nas Secretarias de Turismo de Itatiaia pelo telefone: (24) 3352-6777 www.itatiaia.rj.gov.br) e de Itamonte (35) 3363-2241(www.prefeitura.itamonte.com.br)

Objetivos específicos da unidade

Proporcionar recreação, turismo ecológico e proteção da diversidade ambiental, assim como fornecer educação ambiental, controle de erosão e conservação dos recursos hídricos.

A proteção de amostras de floresta pluvial atlântica montana é um dos objetivos do Parna do Itatiaia, além de proteger amostras de ecossistemas de campos de altitude, espécies raras, ameaças ou em perigo de extinção. A proteção das nascentes de duas grandes bacias do Sudeste e a possibilidade de realização de estudos científicos visando o manejo da área são também seus objetivos que visam ainda a recuperação de áreas degradadas pela ação humana, conservação da diversidade ecológica do parques e recursos genéticos e proporcionar o visitante educação ambiental.

Histórico

O Parna do Itatiaia foi o primeiro Parque Nacional do Brasil criado em junho de 1937, no governo de Getúlio Vargas. Está localizado na divisa entre os Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, na Serra da Mantiqueira.

A região já foi habitada por indígenas da família tupi da tribo conhecida como PURI que constituíram os primeiros nativos dessa região; estudiosos apontam essa tribo como colonizadora do vale do Paraíba do Sul.

Atrações

O Parque Nacional do Itatiaia se divide em dois ambientes: parte alta e baixa da unidade.

Na baixa, os atrativos são o Centro de Visitantes, cachoeiras, piscinas, trilhas na Mata Atlântica como: Lago Azul, Cachoeira Poranga, Piscina Natural do Maromba, Cachoeira Itaporanni, Cachoeira Véu de Noiva e Três Picos.

No Centro de Visitantes, é possível conhecer a exposição permanente “Descobrindo o Parque” que apresenta um acervo botânico, zoológico e petrológico, a exposição de montanhismo que resgata a história da prática no Parque e a “Calçada da Fauna”, que reproduz as pegadas de diversos animais da Mata Atlântica.

O Lago Azul é a atração mais próxima do Centro de Visitantes, a menos de 500 metros. O percurso leva à piscina natural do rio Campo Belo com área para banho.

O Complexo Maromba se localiza a 4km de subida apartir do Centro de Visitantes e reúne a piscina natural do Maromba (a 1.100 metros de altitude), a Cachoeira Itaporani (450 metros a partir da ponte no final de uma trilha que adentra a mata) e a Cachoeira Véu de Noiva (trilha se inicia no meio do caminho para a Cachoeira Itaporani que segue 200 metros.

Os Três Picos podem ser acessados por uma trilha íngreme de 6km pela Mata Atlântica, o que leva quase um dia caminhada. De cima, é possível avistar o Vale do Rio Paraíba, a Serra da Mantiqueira e a Serra do Mar. Seu acesso é mais recomendado com guia local.

Já na saída do parque, está o Mirante do Último Adeus, local com vista panorâmica e privilegiado do parque.

Na parte alta estão o Pico das Agulhas Negras, o Maciço das Prateleiras, o Vale do Aiuruóca e a Pedra do Altar.

O Pico das Agulhas Negras atinge 2.791 metros de altitude, o ponto mais alto do parque e o quinto mais alto do país. É permitido ao visitante caminhar até a base ou seguir até o cume. O acesso é feito a partir do Abrigo Rebouças. Até a base das Agulhas Negras são 1.300 m que podem ser feitos em 45 minutos. O maciço possui 17 vias de escalada em diferentes graus de dificuldade. Certos trechos de subida exigem experiência que só são possíveis com corda de segurança. A partir do topo do maciço das Agulhas Negras é possível a visualização panorâmica da região – Vale do Paraíba, maciço das Prateleiras e planalto mineiro. Possui escalada de diferentes níveis de dificuldade, atendendo a diferentes públicos.

A trilha do Maciço das Prateleiras tem seu início próximo ao final da estrada BR 485. O visitante tem a opção de caminhar apenas até a base ou seguir até o cume.

O Vale do Aiuruóca tem a cachoeira de água gelada que leva o mesmo nome e a formação rochosa Ovos da Galinhas. A caminhada é de nível moderada e se inicia a partir do Abrigo Rebouças.

Com 2.530 m de altitude, a Pedra do Altar pode ser alcançada em trilha que parte do abrigo.

No Parque Nacional do Itatiaia, é possível realizar as seguintes travessias:

• Travessia Ruy Braga: 2 dias de duração e se inicia no Abrigo Rebouças, que tem capacidade máxima de 20 pessoas por dia. O pernoite é permitido no abrigo Massena ou Água Branca a partir de agendamento. O início deverá ocorrer até às 10:00. Consulte regras para uso do abrigo Água Branca: http://www.icmbio.gov.br/parnaitatiaia/images/guia_visitante/Normas__Reserva_e_Uso_do_Abrigo_%C3%81gua_Branca.pdf

• Travessia da Serra Negra: se inicia no Posto Marcão, passa pelo Abrigo Rebouças e segue sentido Mauá com chegada na área de Santa Clara. Segue o mesmo caminho da Caichoeira Aiuruoca. Capacidade máxima de 40 pessoas por dia. O local permitido para pernoite é na área particular conhecida como Matão. Contato: posto.marcao@hotmail.com. O início deverá ocorrer até às 10:00.

• Travessia Rebouças – Mauá (via Rancho Caído): 2 dias de duração e se inicia no Posto Marcão, passa pelo Abrigo Rebouças e segue sentido Mauá com chegada na área de Santa Clara. Segue o mesmo caminho da Caichoeira Aiuruoca e prosseguindo em direção ao vale dos Dinossauros (nascente do rio Preto), seguindo pelo Rancho Caído, descendo pelo Mata Cavalo e chegando no vale das Cruzes. Capacidade máxima de 20 pessoas por dia. O local permitido para pernoite é apenas na área do Rancho Caído.

Seguem as diretrizes para as trilhas e travessias:

http://www.icmbio.gov.br/parnaitatiaia/images/Boletins_de_Pesquisa/Regras_Travessias_2012.pdf

Aspectos naturais

A importância geológica da região é devida às elevações do planalto do Itatiaia, onde o Pico das Agulhas Negras, com 2.787m de altitude, é o sétimo ponto mais alto do Brasil. Outros picos, como a Pedra do Couto, com 2.682m, e as Prateleiras, com 2.515m, também destacam-se no planalto.

O Parque Nacional do Itatiaia é caracterizado por relevos de montanhas e elevações rochosas, com altitudes de 650 a 2.780 m, que se destacam sobre o planalto do Alto Rio Grande, nivelado a 1.900 - 2.100m; ao sul, formam as escarpas da Serra da Mantiqueira.

O maciço do Itatiaia é divisor de águas de duas bacias: a do rio Paraíba e a do rio Grande. O rio Preto drena a área nordeste do maciço e deságua no rio Paraíba. Para o sudeste, o rio Campo Belo, considerado o rio mais importante da região, acompanha o vale dos Lírios e desce até a cidade de Itatiaia que é abastecida com suas águas. A bacia do rio do Salto, no setor sudoeste, tem drenagem que abrange desde as Prateleiras e a Pedra do Couto até a Garganta do Registro e partes do maciço de Passa Quatro. A fronteira Rio de Janeiro - São Paulo é demarcada pelo rio do Salto. Na região noroeste, o rio Capivari drena grande parte do “esporão” da Capelinha e dirige-se para o rio Verde, formador do rio Grande. O rio Aiuruoca nasce na várzea do mesmo nome e dirige-se para o rio Turvo, outro afluente do rio Grande.

Relevo e clima

O Parque Nacional de Itatiaia é constituído por rochas intrusivas alcalinas dos maciços de Itatiaia, do Cretáceo Superior e por encaixantes do embasamento cristalino de idade pré-cambriana. Essas rochas sustentam relevo de montanhas e morros da serra da Mantiqueira e do planalto do alto rio Grande. Ocorrem, ainda, na área depósitos detríticos coluvionares e aluvionares quaternários que caracterizam grandes corpos de talus e planícies fluviais.

O Parque está implantado no maciço do Itatiaia, que é um compartimento de relevo que ocupa a borda do planalto do Alto Rio Grande, no contato com a serra da Mantiqueira. O Parna Itatiaia é caracterizado por relevos de montanhas e montanhas rochosas, com altitudes de 2.000 a 2.780m, que se destacam sobre o planalto do Alto Rio Grande, nivelado a 1.900 a 2.100m, e que ao sul formam as escarpas da serra da Mantiqueira. Ocorrem ainda, na área grandes Corpos de talus, desenvolvidos ao longo dos vales e no sopé das escarpas da serra da Mantiqueira, e pequenas Planícies fluviais.

Seu relevo é constituído por Planície fluvial, Corpo de talus, Montanhas e Montanhas rochosas de rochas como Gnaisses, Nefelinas-sienitos-foiaitos, Quartzo sienitos e Sedimentos coluvionares.

As condições climáticas: mesotérmico com verão brando e estação chuvosa no verão) nas partes elevadas da montanha, acima dos 1.600 m de altitude, e mesotérmico com verão brando sem estação seca nas partes baixas das encostas da montanha. No planalto, a temperatura média anual é de 11,4º C, sendo janeiro o mês mais quente com 13,6º C; julho é o mês mais frio com 8,2º C. A máxima absoluta apurada foi de 21,4º C, em fevereiro, e a mínima foi de 15,4º C, em julho. As geadas intensas são comuns nos meses de inverno, verificando-se com frequência granizo e, raras vezes, breves nevadas.

Fauna e flora

O Parque Nacional do Itatiaia se distribui em: Floresta Ombrófila Densa Montana, nas áreas onde a altitude varia de 650 a 1.500 m; Floresta Ombrófila Densa Alto Montana, acima de 1.500 m de altitude; Floresta Ombrófila Mista Montana em altitudes de cerca de 1.200 m com a presença de Araucaria angustifolia e Floresta Estacional Semidecidual Montana na vertente continental do parque, acima dos 500 m de altitude. Na parte mais acidentada e elevada do planalto, acima de 1.600 m de altitude, começam a surgir os Campos de Altitude.

Foram registradas 51 espécies de répteis, sendo nove espécies de lagartos e 42 espécies de serpentes. A fauna de lagartos deve ter, pelo menos, o dobro da riqueza apresentada e as serpentes poderão ser mais numerosas, alcançando 60 espécies. O Parna contém um número significativo de espécies que constam da lista brasileira de espécies ameaçadas de extinção.

Problemas e ameaças

As atividades ilegais na UC são difíceis de monitorar, assim como a aplicação dos instrumentos legais é baixa na região. O valor de mercado de recursos desta unidade de conservação é alto sendo de fácil acesso para atividades ilegais, além de existir uma grande demanda por recursos naturais.

A carência de recursos humanos também é uma das dificuldades para a preservação do parque, pois a contratação de funcionários é difícil.

A construção de infraestruturas no Parque tende a crescer, mas está espalhada em cerca de 15% do território, assim como o turismo e a recreação que também tendem a aumentar de forma ligeira.

A coleta de produtos não madeireiros permanece constante e se encontra espalhada entre 5 e15% do parque, assim como a caça, a extração mineral, a pastagem e a agricultura.

Os incêndios de origem antrópica permanecem constantes gerando um alto impacto e ocorre de forma espalhada no parque.

A questão fundiária é considerada o principal e mais grave problema do Parque. É preciso que desapropriar 20.000 dos 30.000 hectares que constituem sua área. A ação estratégica recomendada neste caso é a compra progressiva e programada das terras para a regularização. Dois mecanismos foram especialmente mencionados: o do banco de terras ociosas ou públicas que possam ser trocadas, a constituição de um Fundo Intermunicipal e Interinstitucional para a desapropriação, depredação de instalações e equipamentos por visitantes. Recentemente, o Parque recebeu recursos para melhorar sua infraestrutura em termos de instalações (elétrica, hidráulica, sanitários, abrigos), mas os problemas de manutenção continuam.

Ainda não se mencionou a necessidade de se colocar em operação um plano de gerenciamento do lixo com participação da comunidade (servi4Áo voluntário e remunerado).

A poluição industrial causada por Volta Redonda tem tido impactos sobre a fauna e flora do parque provocando no desaparecimento de alguns animais como o sapo (bio-indicador); presença de animais domésticos como cães e gatos que predam os pequenos animais do parque; gado que invade terras e degrada os mananciais. Outra ameaça é a extração predatória do palmito e de madeiras para lenha, móveis, construção . Outro ponto é que não há a aplicação de Critérios rígidos para a instalação de pousadas e hotéis na região. As pousadas que estão no interior do parque lesam o fisco e degradam, sobretudo, os recursos hídricos.

Fontes

http://www.icmbio.gov.br/parnaitatiaia/guia-do-visitante.html http://www.icmbio.gov.br/portal/o-que-fazemos/visitacao/ucs-abertas-a-visitacao/188-parque-nacional-do-itatiaia.html http://www.icmbio.gov.br/parnaitatiaia/#conteudo http://observatorio.wwf.org.br/unidades/cadastro/387/ http://observatorio.wwf.org.br/site_media/upload/gestao/documentos/doc-15.pdf