Reserva Extrativista do Rio Cajari

Na Resex do Rio Cajari, no Amapá, a população tradicional faz a exploração sustentável do açaí e da castanha-do-brasil. Tem como objetivo promover o uso sustentável dos recursos naturais renováveis pela população extrativista residente, conservando a biodiversidade e protegendo os meios de vida e a cultura dessa população.


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Reserva Extrativista do Rio Cajari
Esfera Administrativa: Federal
Estado: Amapa
Município: Mazagão (AP), Laranjal do Jari (AP), Vitória do Jari (AP)
Categoria: Reserva Extrativista
Bioma: Amazônia
Área: 481.650 hectares
Diploma legal de criação: Decreto Federal n° 99.145, 13 de março 1990.
Coordenação regional / Vinculação: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) - CR4 – Belém
Contatos: Telefone: (96) 3214-1125 // 3214-1100

E-mail: francisco-edemburgo.almeida@icmbio.gov.br // raimundo.mendes-junior@icmbio.gov.br

Índice

Localização

A Resex está localizada no Amapá, próximo à fronteira com o Pará.

Como chegar

Ingressos

Não há cobrança de ingressos.

Onde ficar

Objetivos específicos da unidade

Promover o uso sustentável dos recursos naturais renováveis pela população extrativista residente, conservando a biodiversidade e protegendo os meios de vida e a cultura dessa população.

Histórico

Na Resex do Rio Cajari, no Amapá, a população tradicional faz a exploração sustentável do açaí e da castanha-do-brasil. Além dessas atividades, há projeto que prevê o manejo de fauna silvestre, especificamente da queixada (porco-do-mato), ainda sob análise quanto à viabilidade.

Os comunitários estão organizados por meio da Associação dos Trabalhadores do Alto Cajari – (ASTEX-CA).

A castanha-do-brasil, uma das produções dos extrativistas, está incluída na Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) como vulnerável, pelo desmatamento que ameaça a espécie. Esta semente é altamente consumida pela população in natura, torrada, ou na forma de farinhas, doces e sorvetes.

Atrações

Aspectos naturais

A RESEX é drenada pelas bacias dos rios Cajari e Ajuruxi, do igarapé Tambaqui e outros pequenos cursos d´água. Todas as suas águas se dirigem ao canal do norte do rio Amazonas. O rio Cajari, em alto e médio curso, apresenta solos com características de drenagem incipiente e a planície aluvial favorece o acúmulo de água e a formação de terraços alagados, chamados "várzeas" pelos moradores da região. No baixo curso, o rio Cajari e outros corpos d´água confundem-se com as áreas de depósito aluvionário do canal do norte, formando meandros, diques, furos, paranás e lagoas.

Relevo e clima

Segundo mapa de declividade, há intervalos de classe que variam desde <10 m a 11-30 m na região do Baixo Cajari, até as classes 61-120 m e <120 m, no Alto Cajari, principalmente, sendo que está última é praticamente restrita à região noroeste da RESEX.

Fauna e flora

Um levantamento rápido (RAPELD), efetuado em 2008, na região da comunidade Marinho, localizada na região do Alto Cajari, obteve o seguinte quantitativo de espécies: mamíferos não-voadores: 15; mamíferos voadores: 26; aves: 155; anfíbios: 13; répteis: 28. Contudo, a RESEX ainda carece de estudos mais abrangentes e de maior duração no que tange à ornitologia (aves), mastozoologia (mamíferos), ictiologia (peixes) e entomologia (insetos), de forma que pode-se indicar que ainda há grupos com riquezas subestimadas - principalmente os invertebrados. Outro estudo sobre mamíferos, também executado no Marinho, mas durante um ano completo, obteve uma riqueza de 40 espécies; em pesquisa efetuada em 2006, foi detectada a ocorrência de 118 táxons de anfíbios e répteis (herpetofauna) na RESEX.


Espécie endêmica da flora: Não há registro até o momento, mas pesquisas específicas sobre fitossociologia e diversidade botânica são escassas na RESEX Cajari. Além disto, deve-se considerar que algumas áreas da UC tem acesso difícil, ainda não tendo sido alvo de estudos botânicos.


Espécie endêmica da fauna: A despeito de não haver endemismos somente para a RESEX, a mesma se localiza na região do Escudo das Guianas, que é uma Centro de Endemismo. Há informações para avifauna e herpetofauna. AVES: Phaethornis malaris (besourão-de-bico-grande); Percnostola rufifrons (formigueiro-de-cabeça-preta); Myrmeciza ferruginea (formigueiro-ferrugem). HERPETOFAUNA: Leposoma guianense; Atelopus spumarius; Arthrosaura kockii; Iphisa elegans. Há também uma espécies de anfíbio (Pristimantis chiastonotus), que é endêmica do Amapá. A lista deve estar subestimada, pois deve-se considerar que algumas áreas da UC tem acesso difícil, ainda não tendo sido alvo de estudos faunísticos. Ressalta-se que um morador da região do lago do Ajuruxi, região do Médio Cajari, indicou já ter capturado exemplares de um poraquê (peixe-elétrico do gênero Electrophorus) branco - sendo que não há descrição, neste gênero, de espécies com esta coloração. Contudo, o tema necessita de estudo, incluindo esforço de coleta.

Problemas e ameaças

Falta de regularização fundiária.O plano de manejo ainda está em elaboração.

Fontes

http://www.icmbio.gov.br/portal/unidadesdeconservacao/biomas-brasileiros/amazonia/unidades-de-conservacao-amazonia/2038-resex-do-rio-cajari

http://sistemas.mma.gov.br/cnuc/index.php?ido=relatorioparametrizado.exibeRelatorio&relatorioPadrao=true&idUc=1518

http://www.icmbio.gov.br/portal/populacoestradicionais/producao-e-uso-sustentavel/uso-sustentavel-em-ucs/249-reserva-extrativista-rio-cajari