Reserva Natural Serra do Tombador



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Reserva Natural Serra do Tombador
Esfera Administrativa: Federal
Estado: Goias
Município: Cavalcante
Categoria: Reserva Particular do Patrimônio Natural
Bioma: Cerrado
Área: 8.730 hectares
Diploma legal de criação: Portaria ICMBio Nº 26, de 8 de maio de 2009.
Coordenação regional / Vinculação: Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza

R. Gonçalves Dias, 225 – Batel Curitiba - PR

Contatos: E-mail: tombador@fundacaogrupoboticario.org.br

Telefone: (41) 3375-9670 Site: www.fundacaogrupoboticario.org.br

Índice

Localização

está localizada na região Centro-Oeste, ao nordeste de Goiás, no município de Cavalcante, limítrofe ao estado do Tocantins. Os municípios que fazem limite à Cavalcante são: Monte Alegre de Goiás e Teresina de Goiás a leste, Alto Paraíso de Goiás ao sul e Colinas do Sul e Minaçu a oeste.

Está localizada a cerca de 90 km do centro de Cavalcante, no sentido para Minaçu. Distância de Brasília: 417 km (cerca de 6 horas, sendo duas em estrada de chão); Brasília – Alto Paraíso: 240 km; Alto Paraíso – Teresina: 64 km; Teresina – Cavalcante: 23 km; Cavalcante – Reserva: 90 km.

Como chegar

O acesso à Reserva por via terrestre, partindo de Brasília, é feito pela BR-020, seguindo em direção a Planaltina até o cruzamento desta rodovia com a GO-118, no trevo do Pipiripau, próximo aos limites do Distrito Federal. Seguindo esta rodovia, no topo da Serra Geral do Paranã, percorre-se o distrito de São Gabriel e a cidade de São João D´Aliança até alcançar a cidade de Alto Paraíso de Goiás.

Atravessando o perímetro urbano de Alto Paraíso de Goiás, segue-se pela GO-118 até o município de Teresina de Goiás. De Teresina de Goiás segue-se pela rodovia estadual GO-241, pavimentada, até o município de Cavalcante. Após Cavalcante, percorrendo a mesma rodovia GO-241, termina o trecho pavimentado seguindo-se por terra os 82,5 km restantes até a Reserva.

Ingressos

Não está aberta à visitação.

Onde ficar

Não está aberta à visitação.

Objetivos específicos da unidade

A Reserva Natural Serra do Tombador possui seu Plano de Manejo e, embora seja uma RPPN, sua gestão segue a concepção de parque nacional como categoria de manejo.Seus principais objetivos são conservar a biodiversidade e os processos ecológicos, incentivar a pesquisa científica, propiciar o uso público e incentivar educação para a conservação.

Histórico

A Reserva Natural Serra do Tombador é a segunda RPPN criada pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza – a primeira foi a Reserva Natural Salto Morato, criada em 1994 e localizada em Guaraqueçaba (PR), na Mata Atlântica.

O interesse na preservação de outras áreas em biomas ameaçados pela pressão antrópica levaram a Fundação Grupo Boticário a buscar parcerias para a aquisição de terras no Cerrado brasileiro.

Foi firmada então parceria com a ONG The Nature Conservancy (TNC) – que já havia sido parceira na aquisição da Reserva Natural Salto Morato – para o co-financiamento da compra da nova reserva, bem como para auxiliar tecnicamente na busca de áreas para esse fim.

Ambas as instituições começaram em 2002 a procura por áreas ainda conservadas do Cerrado. A busca teve como alvos as cinco macrorregiões distribuídas nas áreas mais relevantes para a conservação do bioma Cerrado, conforme definido pelo Ministério do Meio Ambiente em 1999 através de seu Projeto de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica (PROBIO) (MMA/PROBIO 1999).

Em 2005, foi localizada uma área promissora em Cavalcante e iniciou-se o processo de aquisição da área. O local, embora tivesse abrigado por algum tempo uma fazenda de criação de gado e contivesse algumas áreas alteradas pelas pastagens e extração de madeira, apresentava-se relativamente intacto, resguardando ainda áreas importantes e representativas das diversas formações que integram o Cerrado brasileiro. Chamou atenção também sua proximidade com o Parque Nacional Chapada dos Veadeiros, cujos limites estão situados a 24 km em linha reta da área, e com outras unidades de conservação.

No dia 16 de abril de 2007, a Fundação Grupo Boticário concretizou a compra das áreas que viriam a formar a Reserva Natural Serra do Tombador. Iniciou-se, em seguida, o processo de unificação e reconhecimento da área como Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) junto ao ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). Esse reconhecimento ocorreu em maio de 2009.

O primeiro plano de manejo da Reserva foi elaborado em 2011 e aprovado em 2012. Mais informações podem ser encontradas no documento completo do plano de manejo, disponível no site da Fundação Grupo Boticário (www.fundacaogrupoboticario.org.br), na seção O que fazemos > Reservas Naturais > Reserva Natural Serra do Tombador > Downloads.

Atrações

Não está aberta à visitação

Aspectos naturais

A localização da Reserva Natural Serra do Tombador foi cuidadosamente escolhida, considerando a beleza e a integridade da área e sua relevância e importância ecológica para conservação do Cerrado. Além de estar localiza na porção central do Bioma Cerrado e próxima ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, a Reserva Natural Serra do Tombado assume vital importância ao ser criada em área considerada pelo PROBIO (2003) como prioritária para a conservação. Especificamente a área selecionada para implantação da Reserva encontra-se identificada sob o código CP – 493, como área de prioridade “Extremamente Alta” para a conservação. Ainda, a Reserva está inserida no contexto do Corredor Ecológico Paranã-Pireneus, o qual tem sido declarado como estratégico para a conservação do Cerrado.

A Reserva Natural Serra do Tombador engloba formações vegetacionais, relevo e componentes da fauna e flora diferentes daquela presente na Chapada dos Veadeiros. É um tipo de Cerrado semelhante ao que existia na região da Serra da Mesa antes da formação do reservatório, e que não está presente em nenhuma das unidades de conservação de proteção integral do Cerrado.

Relevo e clima

Aspectos físicos - Como primeiro elemento significativo para atestar a importância da Reserva, surge a própria Serra do Tombador e sua complexidade geológica, que empresta o nome e tem boa parte de sua extensão protegida pela RPPN. A área da Reserva Natural da Serra do Tombador está situada imediatamente ao norte do núcleo antigo que abriga o rifte dos Veadeiros. A Reserva está inserida em contexto geoambiental relativamente homogêneo, constituído por substrato geológico e feições de relevo característicos do bloco norte do Complexo Montanhoso Veadeiros-Araí. Distingue-se em muitos aspectos de outras áreas protegidas na região.

Aspectos climáticos - O clima predominante para a região da Reserva segundo a Classificação Climática de Köppen-Geiger é do tipo Aw (Tropical de savana com estação seca de inverno). Prevalece o clima quente semiúmido, característico das savanas tropicais. O relevo é responsável pelo decréscimo de temperaturas: o período mais quente, de setembro a outubro, assinala médias de 24 a 26°C nas porções mais baixas, contra médias inferiores a 24°C nas mais elevadas (acima de 1.000 m). A média das máximas varia entre 32 e 36ºC. A média das mínimas pode atingir 8 a 10ºC nas porções elevadas. Nas mais baixas, situa-se entre 12 e 14°C.

A precipitação na região oscila em torno de 1.500 a 1.750 mm anuais, sendo os meses de junho, julho e agosto considerados secos, e os meses chuvosos entre novembro e março. Os meses de abril e maio são considerados de transição para a época seca e o mês de setembro para a época úmida.

Fauna e flora

Flora - Com relação à paisagem, a Reserva Natural Serra do Tombador apresenta todas as fisionomias vegetais que ocorrem no Cerrado, em bom estado de conservação. Essa diferença de ambientes proporciona abrigo para uma biodiversidade variada, em termos de flora e fauna.

Levantamentos preliminares indicaram 435 espécies vegetais, dentre elas espécies ameaçadas, raras e endêmicas, como é o caso da peroba-rosa, jequitibá, angico-verde, pau-santo, canela-rosa, podocarpus, coração-de-bugre, pau-terra e canelas-de-ema.

Fauna - Os estudos realizados na Reserva identificaram até agora 56 espécies de anfíbios e répteis.

Também foram registradas 228 espécies de aves, sendo que 15 delas são caracterizadas endêmicas do Cerrado; duas são endêmicas de buritizais (maracanã-do-buriti e taperá-do-buriti) e três endêmicas de matas ciliares da região central do país. A proporção de espécies endêmicas do Cerrado encontradas na reserva é relativamente alta (41,6%) comparada a outros inventários da região.

De acordo com a lista de espécies da fauna ameaçada no Brasil, há 14 espécies de aves com distribuição na região da Chapada dos Veadeiros que se encontram em alguma categoria de ameaça. Considerando apenas as aves inventariadas para a RNST, seis espécies são consideradas sob algum grau de ameaça de extinção, sendo elas: pato-mergulhão (Mergus octosetaceus), papagaio-galego (Alipiopsitta xanthops), campainha-azul (Porphyrospiza caerulescens), cigarra-do-campo (Neothraupis fasciata), capacetinho-do-oco-do-pau (Poospiza cinerea) e mineirinho (Charitospiza eucosma).

Até o presente, nos ambientes da área estudada foram registradas 35 espécies de mamíferos, equivalente a 46,9% das espécies de mamíferos de médio e grande porte descritas para o bioma Cerrado. Contempla, ainda, 41,7% das espécies ameaçadas desse grupo registradas para o território goiano. Foram avistados ou encontrados vestígios de animais como tamanduá-bandeira, tatu-canastra, irara, lontra, lobo-guará, anta, raposinha, onça-pintada e veados.

Problemas e ameaças

Um ameaça ao Cerrado como um todo, incluindo a região da Reserva Natural Serra do Tombador, é o fogo por origem humana (chamado “fogo botado”), que pode ser criminoso ou também resultado da queima de áreas de pastagem e cultivo. Por isso, a Fundação Grupo Boticário realiza constantemente trabalho de prevenção e combate a incêndios com o apoio de uma brigada voluntária comunitária, pioneira na região de Cavalcante.

A preocupação em relação a espécies invasoras na Reserva são as áreas de invasão por gramíneas exóticas. A principal espécie invasora é a braquiária (Urochloa decumbens), seguida pelo capim-gordura (Melinis minutiflora), colonião (Panicum maximum) e capim-andropogon (Andropogon gayanus).

Outra ameaça é a caça de animais silvestres na região.

Fontes

Site - http://www.fundacaogrupoboticario.org.br

Fotos, vídeos e notícias sobre o cotidiano das reservas naturais da Fundação Grupo Boticário podem ser acompanhados no blog "Direto da Reserva" - http://diretodareserva.tumblr.com.