Reserva Particular do Patrimônio Natural SESC Pantanal

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Reserva Particular do Patrimônio Natural SESC Pantanal
Esfera Administrativa: Particular
Estado: Mato Grosso
Município: Barão de Melgaço
Categoria: Reserva Particular do Patrimônio Natural
Bioma: Pantanal
Área: 107.966 hectares
Diploma legal de criação: Portaria n° 71/97N do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA.
Coordenação regional / Vinculação:
Contatos: SESC Pantanal Endereço: Rodovia Poconé - Porto Cercado, Km 43, S/N - Zona Rural, Poconé - MT, 78175-000

Telefone: (65) 3688-2001

Índice

Localização

A RPPN está localizada entre 16° 28’ e 16° 50’ de latitude Sul e 56° e 56° 30’ de longitude Oeste no município de Barão de Melgaço, no limite sul do estado de Mato Grosso, Brasil.

Como chegar

Na estação, seca via terrestre a partir de Cuiabá, o deslocamento é pela rodovia MT-040 até o município de Santo Antônio de Leverger, em seguida pela MT-070 até o Distrito de Mimoso (município de Barão de Melgaço) (Estrada Parque Santo Antônio de Leverger – Porto de Fora) e pela MT-455 até o Distrito de São Pedro de Joselândia (percurso terrestre total de aproximadamente 170 quilômetros).

Durante a cheia, o deslocamento a partir de Cuiabá é pela rodovia BR-070, até Poconé pela MT-060, em seguida até Porto Cercado pela MT-370 (Estrada Parque Porto Cercado) (percurso terrestre de aproximadamente 143 quilômetros). De Porto Cercado até a RPPN o deslocamento é realizado via fluvial (rio Cuiabá, Riozinho, canais, corixos), e a parte terrestre é realizada com veículos 4x4, cavalo, quadriciclo, charrete ou carro de boi. Este percurso também pode ser feito na estação seca, partindo de Porto Cercado via fluvial pelo rio Cuiabá até o Porto Biguazal. Em situações emergenciais e para o monitoramento ambiental para prevenção e combate aos incêndios, o deslocamento é aéreo.

Ingressos

Onde ficar

Objetivos específicos da unidade

Proteção da biodiversidade ecológica, promovendo a regulação ambiental, a preservação de recursos genéticos, a manutenção dos ciclos sazonais das águas e a proteção da beleza cênica de uma extensão em 1.060 km² de Pantanal.

Histórico

Aumentou em cerca de um terço a área total conservada do Pantanal mato-grossense. É a primeira reserva particular do país a ser denominada como Sítio de RAMSAR – da Convenção de RAMSAR de proteção das zonas úmidas de importância mundial, designada em 2002.

Está inserida na Reserva da Biosfera do Pantanal como uma de suas zonas núcleo.

Um eficiente projeto de prevenção e combate a incêndios foi implantado a partir da contratação de uma brigada de 19 mateiros florestais e 6 operadores de máquinas e da criação de uma patrulha mecanizada.

Atrações

Aspectos naturais

No Pantanal a fauna é dominada por espécies dos cerrados do Brasil Central e por espécies do Chaco, sendo os animais deste último bioma mais restritos aos limites ocidentais do Pantanal, embora alguns penetrem pela planície. Existem espécies amazônicas em parcelas da região setentrional limítrofe ao Pantanal, como em Nobres, ou espécies da Mata Atlântica que chegam até a Serra da Bodoquena, ao Sul. Na planície, a mescla dos biomas principais forma o conjunto maior da fauna, da mesma forma que na flora. Pela importância dos sistemas aquáticos, os peixes merecem destaque na planície e entorno. Foram listadas 262 espécies desse grupo na bacia do alto Rio Paraguai.

Relevo e clima

Fauna e flora

Na classe dos insetos foram identificadas 28 espécies de borboletas, indicadas para compor a exposição do borboletário. Os insetos coletados até 2003 já haviam sido triados em oito ordens e 103 famílias.

Entre os peixes, o grupo de anuais (cujo ciclo de vida livre está restrito à temporada de cheias), apresentou oito espécies da família Rivulidae, constituindo o único local no mundo onde tal número de peixes anuais convive em simpatria. Uma das espécies é nova para a ciência, sendo descrita como Moema heterostigma. Para o gênero, é a primeira com ocorrência conhecida em área fora da Amazônia. No inventário dos peixes não anuais, foram coletados exemplares de 11 espécies de ciclídeos, 25 characiformes, 8 siluriformes e 8 gymnotiformes. Nessa última ordem estão os peixes utilizados na pesca comercial como iscas, sendo procurados pelos chamados isqueiros, no Pantanal, que os capturam e vendem aos pescadores. Ao todo, foram encontradas 157 espécies de peixes nos cursos-d’água da Reserva, ou 60% do total da bacia do alto Rio Paraguai.

O levantamento de anfíbios da Reserva foi parcialmente executado durante a realização do primeiro Plano de Manejo (1997), quando foram listadas 23 espécies, algumas ainda em busca de confirmação do nível específico. Esse valor corresponde a 73% do total dos anfíbios conhecidos para a porção norte da planície pantaneira ou 55% da classe já registrada na bacia do alto Rio Paraguai. Essa listagem ainda é parcial, não cobrindo todos os ambientes e estações do ano, indicando que o somatório de espécies desse grupo na Reserva pode ser maior.

Ainda não foi efetuado um inventário completo dos répteis na RPPN. O primeiro Plano de Manejo lista 27 espécies.

Entre as aves, a RPPN possui uma lista de 340 espécies identificadas, das quais 321 foram representadas na primeira edição do guia de campo (2005); as demais estão na segunda edição do mesmo guia. A listagem corresponde a 52% do total conhecido na bacia do alto Rio Paraguai e 73% das aves da planície pantaneira. São valores altos, considerando-se a extensão da Reserva em relação à planície, e extremamente representativos da riqueza desse grupo no Pantanal. Destacam-se, na listagem, espécies consideradas ameaçadas de extinção e presentes na RPPN. Dentre todas elas, o jacu-goela (Penelope ochrogaster) é uma das mais notáveis. Endêmico da região central do país, o melhor grupamento populacional está no Pantanal. O número de indivíduos dessa espécie na Reserva supera as demais áreas cuja população foi avaliada. Outra das espécies ameaçadas presentes na RPPN é a arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus). No grupo das espécies naturalmente raras, uma das que mais chamam a atenção é o gavião-de-penacho (Spyzaetus ornatus). Um dos maiores gaviões brasileiros, essa ave é notável também pelo colorido. Já o caboclinho (Sporophila cina milímetrosomea) está entre as menores aves encontradas na Reserva. A RPPN é a única localidade com registro dessa espécie migratória em Mato Grosso.

Entre os mamíferos, foram listadas 83 espécies para a RPPN. Esse total é correspondente a 62,9 % da fauna de mamíferos da planície, considerando-se o valor citado pelo Ministério do Meio Ambiente (2003). Na listagem constam dez espécies ameaçadas de extinção no Brasil. São elas: cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus), lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), cachorro-do-mato-vinagre (Speothos venaticus), jaguatirica (Leopardus pardalis), gato-do-mato-pequeno (Leopardus tigrinus), gato-maracajá (Leopardus wiedii), onça-pintada (Panthera onca), ariranha (Pteronura brasiliensis), tatu-canastra (Priodontes maximus) e tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla).

Problemas e ameaças

Fontes

http://www.sescpantanal.com.br/view.php?l=br&idc=28

Plano de Manejo da RPPN Sesc Pantanal

https://www.sescpantanal.com.br/hotel.aspx?s=12


Ficha Ramsar https://rsis.ramsar.org/ris/1270