Fotografia tirada de dentro da caverna Tememina, no Núcleo de Caboclos do PETAR. Foto: Antonio Bordignon

Fotografia tirada de dentro da caverna Tememina, no Núcleo de Caboclos do PETAR. Foto: Antonio Bordignon

São Paulo já virou sinônimo de conglomerado urbano: vida agitada, correria, trânsito e um horizonte de prédios a perder de vista. Mas o estado tem mais para oferecer, pois existe sim “natureza em SP”, e ela resiste nas suas unidades de conservação. Para surpresa de muitos, São Paulo é o estado com o segundo maior número de parques estaduais do Brasil, são 34, atrás apenas de Minas Gerais. De acordo  a Fundação Florestal, órgão responsável pela gestão das UCs da esfera estadual, parques correspondem a 806.478,9 hectares do território paulista.

Para quem vive imerso em um cotidiano de arranha-céus e gigantes de concreto da região metropolitana, uma trilha em meio à natureza, um banho de cachoeira, um passeio por dentro de cavernas ou mesmo um mergulho em uma praia deserta pode parecer um sonho distante. O Wikiparques fez uma lista com seis dos parques estaduais de São Paulo que provam que este não é necessariamente um destino tão distante assim. Confira:

Parque Estadual Turístico do Alto do Ribeira

Espeleotema chuveiro, na caverna Tememina, Núcleo de Caboclos do PETAR. Foto: Antonio Bordignon

Espeleotema chuveiro, na caverna Tememina, Núcleo de Caboclos do PETAR. Foto: Antonio Bordignon

Criado em 1958, o Parque Estadual Turístico do Alto do Ribeira (PETAR) é o segundo parque estadual mais antigo de São Paulo. Com 335.772 hectares de extensão,  ele corresponde a uma das áreas principais de preservação a Mata Atlântica no Brasil.

Além do patrimônio florestal, o parque abriga mais de 350 cavernas, 12 das quais estão abertas aos visitantes. As cavernas encantam com seus salões gigantes, mas outras atrações — dunas, cachoeiras e abismos — também impressionam. Há ainda as trilhas, cachoeiras e sítios arqueológicos do parque. Um destaque do PETAR é a Caverna de Santana, a maior do estado, com aproximadamente 8 km de extensão.

Localizado a 330 km da capital paulista, o parque está aberto à visitação de terça a domingo, das 8h às 17h e os ingressos custam R$12 por pessoa.

Parque Estadual da Serra do Mar

Uma vista quase completa de toda a Praia Brava de Boiçucanga, parte do Núcleo São Sebastião do Parque Estadual Serra do Mar. Foto: Lucas Harder Gonsalves

Uma vista quase completa de toda a Praia Brava de Boiçucanga, parte do Núcleo São Sebastião do Parque Estadual Serra do Mar. Foto: Lucas Harder Gonsalves

O Parque Estadual da Serra do Mar ocupa uma faixa de 332.000 hectares que vai do norte ao sul do litoral paulista, e que representa o maior corredor biológico da Mata Atlântica no país. O parque ajuda a entender a dimensão da biodiversidade do bioma: lá já foram registrados mais de 1.300 espécies de animais e 20 mil espécies de plantas.

São 25 municípios abraçados pelo território do parque, que é dividido em onze núcleos: Bertioga, Caminhos do Mar, Caraguatatuba, Cunha, Curucutu, Itariru, Itutinga-Pilões, Padre Dória, Pincinguaba, Santa Virgínia e São Sebastião. Cada um deles com suas respectivas normas e horários de visitação, e em alguns núcleos há cobrança de ingresso. Em todos eles, entretanto, o que não falta são bons motivos para visitar. Praias, trilhas em meio à floresta, cachoeiras, rios, sítios históricos, mirantes e até mountain bike estão entre as atividades e os atrativos do Parque Estadual da Serra do Mar.

Parque Estadual do Morro do Diabo

Cerrado e Mata Atlântica se chocam no Parque Estadual Morro do Diabo. Foto: Andréa Soares Pires

Cerrado e Mata Atlântica se chocam no Parque Estadual Morro do Diabo. Foto: Andréa Soares Pires

Localizada no extremo sudoeste de São Paulo, próximo à fronteira com o Paraná, a região do Morro do Diabo é preservada por lei desde 1941, quando foi criada a Reserva Estadual do Morro do Diabo e, em 1986, transformada no atual  Parque Estadual.

A 680 km da capital paulista, o parque é uma zona de tensão entre a Mata Atlântica e o Cerrado, o que proporciona aos visitantes desbravar paisagens diversificadas, que mesclam elementos de ambos os biomas. A grande diversidade de fauna é outro dos atrativos do parque. O destaque é o mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus), endêmico da Mata Atlântica do interior de São Paulo e sob alto risco de extinção.

Entre as trilhas disponíveis para conhecer a Unidade de Conservação está a que leva os visitantes ao topo do Morro do Diabo. De lá é possível ter uma visão de  toda a região do Pontal Paranapanema, onde o parque está inserido. A visitação acontece de terças a domingos, das 08h00 às 17h00. Não há cobrança de ingresso.

Parque Estadual da Cantareira

Um imponente pinheiro no Parque Estadual da Cantareira. Foto: Rubens Monteiro Luciano

Um dos maiores parques urbanos do Brasil, o Parque Estadual da Cantareira está inserido dentro do perímetro da região metropolitana da capital paulista, o que facilita o acesso e a visitação. Com 7.916 hectares, o parque protege uma grande quantidade de nascentes e córregos. Essa, aliás, é a razão do nome “cantareira”, uma alusão à palavra “cântaro”, como eram chamados os jarros de barros onde os tropeiros armazenavam água. O parque ajuda a preservar o passado da região, e os visitantes podem conhecer parte desse patrimônio histórico. Além dos atrativos históricos, a Unidade de Conservação abriga um mirante, a 1.010 metros de altitude, de onde é possível ver toda a cidade de cima. Os ingressos para entrada no parque custam R$13 e a visitação acontece nos finais de semana e feriados, das 08h00 às 17h00.

Parque Estadual de Ilhabela

Nascer do sol visto do Parque Estadual de Ilhabela. Foto: Rafael Albo

Nascer do sol visto do Parque Estadual de Ilhabela. Foto: Rafael Albo

A uma distância de 210 km de São Paulo, os visitantes do Parque Estadual de Ilhabela devem enfrentar uma travessia de balsa de cerca de 20 minutos. Isso porque o parque é um arquipélago que engloba 12 ilhas e dois ilhotes, que somam 27.025 hectares de Mata Atlântica, restingas e manguezais preservados. A Unidade de Conservação oferece trilhas para picos e mirantes; banhos em cachoeiras ou poços; observação de  fauna e flora nativa; e, claro, praias para todos os gostos.

O parque, criado em 1977, também é uma oportunidade de entrar em contato com o estilo de vida caiçara de comunidades tradicionais da ilha. A visitação é gratuita e acontece de segunda a sexta, das 08h00 às 17h00. Para saber os horários em finais de semana, feriados ou durante a alta temporada é preciso consultar a administração do parque.

Parque Estadual das Fontes do Ipiranga

As cores do Parque Estadual Fontes do Ipiranga. Foto: Thaina Gell

As cores do Parque Estadual Fontes do Ipiranga. Foto: Thaina Gell

O Parque Estadual das Fontes do Ipiranga foi criado em 1969 e corresponde a uma área de 526,38 hectares de verde em pleno coração da capital paulista, às margens da Rodovia dos Imigrantes. Dentro do parque, como o nome sugere, estão as nascentes do famoso Riacho do Ipiranga. Também conhecido como Parque do Estado, tem uma configuração particular, em parte pela sua localização metropolitana: dentro do território da Unidade de Conservação estão o Zoológico e o Jardim Botânico de São Paulo.

A entrada no parque é gratuita. Os portões estão abertos de terça a domingo e feriados, das 09h00 às 17h00. O ingresso no zoológico ou no jardim botânico varia de acordo com a atração.

 

E aí, já sabe qual vai ser o seu destino para a próxima escapada da rotina em São Paulo? Ou sentiu falta de algum parque na lista? Deixe nos comentários qual o seu parque favorito em São Paulo!

 

 

 

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