Ecoturismo_Foto Duda menegassi

Caminhar em áreas naturais é uma excelente forma de ser ecoturista. Foto: Duda Menegassi


Ontem, dia 1º de março, foi celebrado o Dia Nacional do Ecoturismo (ou turismo ecológico) e visitar áreas naturais protegidas é a melhor forma de comemorá-lo. Fazer trilhas, observar aves, visitar cavernas, ir aos mirantes, tomar banho em cachoeiras: a lista de opções para os ecoturistas brasileiros é extensa. Em 2017, mais de 10 milhões de pessoas visitaram unidades de conservação federais, um recorde que prova que cada vez mais pessoas querem conhecer de perto os biomas brasileiros.

Para ajudar você a decidir que área protegida será seu próximo destino, o WikiParques preparou uma lista com 8 parques para realizar ecoturismo. Veja nossa seleção:

Parque Estadual da Serra do Mar (SP)

PE Serra do Mar_Heris Rocha (Wkps)

O Parque Estadual da Serra do Mar. Foto: Heris Rocha/WikiParques


A descrição do Parque Estadual da Serra do Mar já começa com um superlativo: é o maior corredor biológico da Mata Atlântica no Brasil. São 332 mil hectares espalhados por mais de 20 municípios do estado de São Paulo. De uma ponta a outra, não faltam opções para agradar a todos os tipos ecoturistas. Praias, cachoeiras, trilhas, rios, mangues, montanhas e mirantes estão no roteiro de belezas cênicas. Além disso, já foram registradas no parque a presença de 373 espécies de aves, mais da metade do total existente no bioma. Em terra, a fauna também impressiona: são 111 espécies de mamíferos, 22 delas ameaçadas de extinção. O parque é dividido em oito núcleos administrativos e a visitação de cada zona obedece regras específicas.

Parque Nacional de Anavilhanas (AM)

Parna Anavilhanas_Dolvane Machado (Wkps)

Espelho d’água nas águas negras do Parque Nacional de Anavilhanas. Foto: Dolvane Machado/WikiParques


Localizado a menos de 200 km de Manaus via rodovia, o Parque Nacional de Anavilhanas é uma das opções mais acessíveis para quem quer conhecer a riqueza da Floresta Amazônica. A biodiversidade pode ser vista nos céus: mais de 200 espécies de aves já foram registradas por lá. Com 340 mil hectares, o parque abrange o arquipélago fluvial de mesmo nome o que faz com a área protegida revele cenários diferentes de acordo com a época do ano e os níveis dos rios. Entre setembro e fevereiro, durante a seca, destacam-se as praias fluviais de areias brancas. Na cheia, o destaque são os passeio de barco por dentro das florestas alagadas. Mas no ano inteiro é possível visitar o flutuante dos botos, ver o entardecer refletido nas águas do rio Negro, fazer trilhas e conhecer as comunidades tradicionais ribeirinhas. Não há cobrança de ingresso para entrada no parque.

Parque Nacional Cavernas do Peruaçu (MG)

Parna Cavernas do Peruaçu_Bruno Rega de Oliveira(Wkps)

Uma das cavernas majestosas do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu. Foto: Bruno Rega de Oliveira/WikiParques


O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, no interior de Minas Gerais, reúne uma lista extensa de atrativos para turistas de todos os gostos. Sem dúvida, porém, o maior destaque são as cavernas majestosas que existem por lá. No total são mais de 140 dentro da área do parque. Entre elas está Gruta do Janelão, com 100 metros de altura, onde está a maior estalactite do mundo, conhecida como Perna da Bailarina, com 28 metros. Outro número do parque que impressiona é a quantidade de sítios arqueológicos: são mais de 80, onde é possível ver pinturas rupestres e mergulhar no passado pré-histórico do Brasil. Existem ainda diversas trilhas e mirantes que exploram as paisagens de Cerrado e sua fauna e flora. Para visitar o parque é necessário agendamento prévio e contratação de um condutor.

Parque Nacional das Emas (GO)

Parna das Emas_Emanuel de Jesus Caldeira (wkps)

Um lobo-guará é flagrado no Parque Nacional das Emas. Foto: Emanuel de Jesus Caldeira/WikiParques


Próximo de um vizinho famoso como a Chapada dos Veadeiros, o Parque Nacional das Emas nem sempre ganha a atenção que merece nos roteiros de turismo ecológico na região. O parque, entretanto, é uma excelente opção para os observadores de aves. Além das emas (Rhea americana) que, como o próprio nome indica, são protagonistas por lá, ocorrem na área protegida diversas espécies ameaçadas como o galito (Alectrurus tricolor) e a águia-cinzenta (Urubitinga coronata). Um passeio para observação de animais típicos do Cerrado como o veado-campeiro, o tamanduá-bandeira e o lobo-guará também é uma boa opção para conhecer o parque.

Parque Estadual do Jalapão (TO)

PE do Jalapão_Daniel Andrade (Wkps)

Águas cristalinas no Parque Estadual do Jalapão. Foto: Daniel Andrade/WikiParques


O Parque Estadual do Jalapão é uma grande colcha de retalhos de biomas onde o Cerrado encontra com a Amazônia e com a Caatinga. O resultado é uma riqueza de ambientes e ecossistemas que fazem do Jalapão uma verdadeira jóia de biodiversidade. Já foram registradas mais de 50 espécies de mamíferos, entre elas a raposinha (Lycalopex vetulus), endêmica da região. No quesito de atrativos a lista também é extensa: existem cachoeiras, praias e ilhas fluviais, nascentes, lagoas e dunas de cor alaranjada. O parque está aberto de segunda a domingo e não há cobrança de ingressos.

Parque Nacional de Aparados da Serra (RS)

Parna Aparados da Serra_Carla Cassi (Wkps)

Cânion no Parque Nacional de Aparados da Serra. Foto: Carla Cassi/WikiParques


Localizado na divisa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, no sul do país, o Parque Nacional de Aparados da Serra é o lar de impressionantes cânions emoldurados por araucárias. O destino mais famoso da área protegida é o Cânion Itaimbezinho, com profundidade de 700 metros que teve origem durante o processo de formação dos continentes. Existem ainda três trilhas abertas ao público nas quais é possível ver fendas, cachoeiras e desfiladeiros, todos de tirar o fôlego. Se der sorte, é possível ver também um dos “roxinhos”, apelido do papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea), espécie de ave ameaçada de extinção que ocorre no parque. É cobrado ingresso no valor de R$8 (brasileiros) e R$17 (estrangeiros) para entrar na área protegida.

Parque Nacional Marinho de Abrolhos (BA)

Parna Marinho Abrolhos_Izabel Reigada (wkps)

Uma baleia jubarte flagrada nas águas do Parque Nacional Marinho de Abrolhos. Foto: Izabel Reigada/WikiParques


O Parque Nacional Marinho de Abrolhos equivale a uma área de mais de 90 mil hectares em alto mar. Para visitar as cinco ilhas do arquipélago que compõem a área protegida é preciso pegar um barco em Caravelas, cidade no litoral sul baiano. O desembarque é possível apenas em uma ilha, Siriba, mas isso é o de menos porque o destaque, de fato, está embaixo d’água. Abrolhos é um dos refúgios mais importantes de proteção ao bioma marinho e abriga grandes recifes e bancos de corais. Além disso, protege berçários de baleias jubarte, que podem ser vistas na região entre julho e novembro. O arquipélago também é um ponto de apoio para diversas aves migratórias, então não esqueça de levar os binóculos na mochila. Quem souber mergulhar não pode perder a chance de conferir de perto a rica biodiversidade submersa de Abrolhos.

Parque Nacional do Catimbau (PE)

Parna Catimbau_Juliano Ricardo (Wkps)

Formações rochosas no Parque Nacional do Catimbau. Foto: Juliano Ricardo/WikiParques


Um dos melhores lugares para descobrir – e se apaixonar – pela Caatinga é o Parque Nacional do Catimbau, em Pernambuco. A cerca de 300 km de Recife, o parque abriga um rico patrimônio natural e histórico. Isso porque um dos destaques por lá são os sítios arqueológicos e as pinturas rupestres que datam de até 6 mil anos atrás. O passado pré-histórico aparece emoldurada por belas paisagens naturais. São cânions, cavernas, curiosas formações rochosas e espécies de fauna e flora típicas da Caatinga, como a raposa, o tatu-peba e diversos cactos. Não há cobrança de ingressos, mas a contratação de condutores locais é recomendada.

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