O Parque Estadual da Serra do Rola Moça é uma das UCs do mosaico proposto. Foto: Vanessa Nazareth/WikiParques


A região da Serra do Espinhaço do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais, está a um passo de concretizar a criação de um mosaico de áreas protegidas. O documento, aprovado em reunião na última terça-feira (14/11) inclui mais de 30 unidades de conservação, das esferas pública e particular, e seguirá para o Ministério do Meio Ambiente, última etapa antes da formalização do mosaico.

A construção de um mosaico entre as unidades de conservação, que juntas cobrem uma área de 3,7 milhões de hectares entre os municípios de Ouro Branco e Diamantina, será uma ferramenta para consolidar a conservação ambiental da região. Reconhecido pela UNESCO como parte da Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço, o Quadrilátero Ferrífero é uma zona de grande importância hídrica e ajuda a abastecer os maiores municípios de Minas Gerais, como a capital Belo Horizonte.

A proposta de mosaico inclui 4 parques estaduais: da Serra do Rola Moça, da Baleia, da Serra de Ouro Branco e do Itacolomi; e o Parque Nacional da Serra da Gandarela, além de parques municipais, estações ecológicas, monumentos naturais, florestas e áreas de proteção ambiental (APA). Também integram o mosaico diversas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) da região.

O futuro mosaico vai somar aos outros dois mosaicos já estabelecidos no estado de Minas Gerais, o de Alto Jequitinhonha à Serra do Cabral, e o da Serra do Cipó. Os três cobrem completamente a Serra do Espinhaço, considerada Reserva da Biosfera desde 2005.

O coordenador do Comitê da Reserva Biosfera da Serra do Espinhaço, Miguel Ângelo Andrade, explica que a proposta deve ser encaminhada ao Ministério do Meio Ambiente ainda em novembro. “É um processo político, de envolvimento das partes, e também processual, de levantamento da documentação, como o cadastro e as leis de criação de cada unidade de conservação”, afirma. Um dos benefícios diretos da formação do mosaico é a possibilidade de a região assumir sua vocação para conservação, uma forma mais coordenada de cooperação entre as unidades e a institucionalização de um instrumento de governança comum. “Essa gestão conjunta, em um conselho, permite o apoio e o planejamento da prevenção e combate a incêndios florestais. Permite, também a identificação e a implementação de corredores ecológicos que possibilita a ligação de uma área natural a outra, dentro do mosaico de áreas protegidas, permitindo mobilidade entre as espécies”, explica o coordenador.


*Com informações do Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais

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