Alcatrazes já faz o manejo de espécies exóticas invasoras marinhas, como o coral-sol, há mais de 5 anos. Foto: Daniele Bragança

Na última semana de 2018, as equipes da Estação Ecológica Tupinambás (SP) e do Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago dos Alcatrazes (SP), unidades de conservação que protegem o Arquipélago de Alcatrazes, iniciaram o manejo e retirada de espécies invasoras terrestres com o apoio de voluntários. O manejo de espécies invasoras marinhas, como o coral-sol, já é realizado há mais de cinco anos.

Diversos focos de mamona (Ricinus comunnis) foram retirados da ilha principal do arquipélago. A mamona é originária da África e possui reconhecido potencial de bioinvasão e toxicidade, competindo com espécies nativas e podendo levar a alterações dos ecossistemas onde se instala. Por isso sua erradicação é fundamental logo no início da invasão, para evitar que fuja ao controle.

Ação contou com o apoio de voluntários. Foto:Acervo/ICMBio

É provável que a espécie tenha se estabelecido na ilha por meio da ocupação humana no passado. Apesar de ser uma espécie que rebrota, ela não é capaz de realizar propagação vegetativa. Dessa forma, extirpando-a pela raiz e coletando todas as sementes, não há necessidade de retirar o restante da planta local. Foram coletados 13 sacos de 50 litros apenas de sementes e 30 pés.

Um cronograma de monitoramento vem sendo realizado para identificação de possíveis novos focos. Outra espécie exótica já foi registrada na ilha, um bambu, cuja remoção ainda está em fase de planejamento para escolha da época e do método mais apropriados.

 

*Com informações do ICMBio

 

 

 

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