Os Mosaicos de Unidades de Conservação são uma ferramenta importante de gestão integrada para fortalecer as áreas protegidas oficialmente instituída pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) em 2000. Hoje existem 15 mosaicos reconhecidos pelo Ministério do Meio Ambiente no Brasil. Na parte 1, apresentamos 7 mosaicos e agora vamos apresentar os outros 8 que completam esse “time” unido pela conservação.

Veja quais são:

Mosaico do Espinhaço: Alto Jequitinhonha – Serra do Cabral

As sempre-vivas, flores endêmicas da região da Serra do Espinhaço. Foto: Bruno Vinícius da Silva Souza

As sempre-vivas, flores endêmicas da região da Serra do Espinhaço. Foto: Bruno Vinícius da Silva Souza

Este mosaico foi reconhecido oficialmente pelo Ministério do Meio Ambiente em 2010. Na composição deste mosaico localizado na Serra do Espinhaço, em Minas Gerais, estão nove unidades de conservação que, juntas, cobrem uma área de aproximadamente 910 mil hectares. Destacam-se no mosaico o Parque Nacional das Sempre Vivas (MG), o Parque Estadual do Rio Preto (MG) e Parque Estadual do Pico do Itambé (MG).

Mosaico do Oeste do Amapá e Norte do Pará

Um registro da micro fauna no gigante Parque Nacional Montanhas de Tumucumaque. Foto: Wirley Almeida Santos

Um registro da micro fauna no gigante Parque Nacional Montanhas de Tumucumaque. Foto: Wirley Almeida Santos

Instituído em 2013, o Mosaico do Oeste do Amapá e Norte do Pará corresponde a uma área de 12,4 milhões de hectares. O tamanho impressiona e não é para menos: dentro do mosaico está o maior parque do Brasil, o Parque Nacional Montanhas de Tumucumaque (AP). Unindo forças para preservar o bioma amazônico estão outras quatro unidades de conservação e três terras indígenas protegidas.

Mosaico Mico-Leão-Dourado

Registro do mico-leão-dourado na Reserva Biológica Poço das Antas. Foto: Bart van Dorp

Registro do mico-leão-dourado na Reserva Biológica Poço das Antas. Foto: Bart van Dorp

O Mosaico Mico-Leão-Dourado foi criado com o objetivo de unir unidades de conservação aonde este pequeno primata, endêmico da Mata Atlântica e ameaçado de extinção, é protegido. Instituído oficialmente em 2010, destacam-se no mosaico a forte presença de reservas particulares do patrimônio nacional, resultado da mobilização de ONGs e entidades privadas em preservar o habitat natural dos mico-leão-dourado. No mosaico também estão duas reservas biológicas, Reserva Biológica União (RJ) e Reserva Biológica Poço das Antas (RJ).

Mosaico do Baixo Rio Negro

Um passeio pelo Rio Negro dentro do Parque Nacional de Anavilhanas. Foto:  Erica Souza

Um passeio pelo Rio Negro dentro do Parque Nacional de Anavilhanas. Foto: Erica Souza

Localizado no Amazonas, o Mosaico do Baixo Rio Negro foi reconhecido em 2010. Com uma área superior a 7 milhões de hectares, ele interliga áreas relevantes na proteção da parte baixa do Rio Negro, próxima à Manaus. Fazem parte do mosaico o Parque Nacional de Anavilhanas (AM), o Parque Nacional do Jaú (AM), a  Reserva Extrativista do Rio Unini (AM) e outras oito unidades de conservação.

Mosaico da Foz do Rio Doce

Entardecer na restinga da Reserva Biológica de Comboios (ES). Foto: Bruno Melo

Entardecer na restinga da Reserva Biológica de Comboios (ES). Foto: Bruno Melo

O Rio Doce foi o infeliz protagonista de uma das maiores tragédias ambientais do país que aconteceu em Minas Gerais em 2015. Rio abaixo, no Espírito Santo, o Mosaico da Foz do Rio Doce une desde 2010 as unidades de conservação capixabas na preservação da foz, onde rio encontra o mar. Dentre as sete unidades que trabalham de forma integrada pela recuperação do rio estão a Reserva Biológica de Sooretama (ES) e a Reserva Biológica de Comboios (ES).

Mosaico do Extremo Sul da Bahia

Falésias no Parque Nacional do Descobrimento (BA). Foto: Izabel Reigada

Falésias no Parque Nacional do Descobrimento. Foto: Izabel Reigada

O Mosaico do Extremo Sul da Bahia foi instituído em 2010 e é composto por doze unidades de conservação. A região sul do estado baiano é uma importante zona de Mata Atlântica, que é inclusive reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Mundial Natural, e o objetivo do mosaico garantir a proteção desse bioma através do trabalho integrado das áreas protegidas. Lá se encontram, entre outros, o Parque Nacional do Pau Brasil (BA), Parque Nacional do Monte Pascoal (BA) e Parque Nacional do Descobrimento (BA).

Mosaico da Amazônia Meridional

A força da água no Parque Nacional Juruena (MT). Foto: Renato Moreira

A força da água no Parque Nacional Juruena. Foto: Renato Moreira

Composto por 40 (!) unidades de conservação, o mosaico cobre uma área total de 7,1 milhões de hectares. Seu território, que se estende por Amazonas, Rondônia e Mato Grosso, é considerado uma barreira contra o desmatamento que pressiona fortemente os limites das unidades amazônicas. Destacam-se os Parques Nacionais da Juruena (MT) e dos Campos Amazônicos (AM).

Mosaico Jalapão

Paisagem no Parque Estadual do Jalapão (TO). Foto: Ricardo Moreira

Paisagem no Parque Estadual do Jalapão. Foto: Ricardo Moreira

Caçula da lista, o Mosaico do Jalapão foi reconhecido oficialmente em setembro de 2016. Ele é formado por nove unidades de conservação do Tocantins, Piauí e Bahia, entre elas o Parque Estadual do Jalapão (TO) e o Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba (BA), o mosaico totaliza uma área de aproximadamente 3 milhões de hectares.

 

 

 

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