Vista dos cumes da Serra da Mocidade. Foto: Marcos Amend/Pulsar Imagens


Uma equipe formada por 42 cientistas explorou as matas pouco conhecidas do Parque Nacional Serra da Mocidade (RR) durante 25 dias em busca de novos registros para fauna e flora brasileira. O resultado: o registro de mais de 1.500 espécies entre plantas e animais e o documentário “Novas espécies – a expedição do século”, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (28/11).

O filme acompanha a expedição dos pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) em uma área isolada de Amazônia, dentro da área protegida. Dentre as espécies documentadas durante a jornada dos cientistas estão 95 novos registros de espécies para o Brasil, e ao menos 80 novas para ciência, que continuam em estudo de comprovação.

O pássaro Maria-leque, um exemplo da exuberância da natureza. Foto: Haroldo Palo Jr./Divulgação


A Serra da Mocidade, localizada na fronteira entre os estados de Roraima e Amazonas, é uma região protegida por um parque nacional desde 1998, mas ainda pouquíssimo estudada devido ao difícil acesso. O filme mostra de perto a expedição dos pesquisadores, as caminhadas desafiadoras no meio da mata fechada, a preparação de armadilhas e a rotina da equipe, bem diferente do trabalho feito nos laboratórios. O documentário mostra ainda como a catalogação de novas espécies é um ponto fundamental para que mais animais e plantas sejam conhecidos e protegidos.

De acordo com o diretor, Maurício Dias, “os resultados conquistados pela ciência tendem a se restringir ao mundo acadêmico. Acredito que nosso filme colabore para revelar o empenho desses especialistas que não medem esforços em busca do conhecimento”.

No filme, o público vai poder conferir imagens dessa rica biodiversidade amazônica, como peixes, sapos, jacarés, insetos, morcegos e também paisagens de tirar o fôlego, como o visual do topo da Serra da Mocidade, a quase 2 mil metros de altitude.

Assista ao trailer:


O documentário é voltado para toda a família e tem narração do ator Marcos Palmeira. A produção foi realizada com apoio do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), do Exército Brasileiro por meio do CMA (Comando Militar da Amazônia), do 4º BAvEx (Batalhão de Aviação do Exército), do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e do Parque Nacional Serra da Mocidade.

 

 

 

Comentários

comentários