Técnicos preparam rede de elástico para captura das aves monitoradas no Parque Nacional Lagoa do Peixe. Foto: divulgação MMA

Cerca de 9 mil aves limícolas de pelo menos 12 espécies foram registradas durante os censos (contagens) realizados entre os dias 06 e 17/01 no Parque Nacional da Lagoa do Peixe (RS). A expedição foi organizada pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave), vinculado ao ICMBio.

Os pesquisadores também capturaram aves migratórias para biometria, coleta de amostras biológicas e marcação com anilhas e bandeirolas. Esses dados são importantes para obter informações sobre as condições fisiológicas e nutricionais das espécies e a existência de vírus, parasitas e agentes causadores de doenças. Dessa forma é possível compreender melhor a biologia e a ecologia das espécies, auxiliando sua conservação.

Os censos mostraram que a ave mais abundante na região da Lagoa do Peixe é o maçarico-de-sobre-branco (Calidris fuscicollis). As capturas foram feitas com rede de neblina colocadas à noite e, também, durante o dia com rede de elástico (whooshnet). Antes de serem soltas, as aves capturadas receberam uma anilha metálica com a inscrição CEMAVE e a bandeirola azul do Programa Pan-Americano de Aves Limícolas (PASP), indicando que foram marcadas no Brasil.

O trabalho é importante para o monitoramento das espécies, pois “nos próximos meses ou anos, quando as aves forem recuperadas, a visualização da bandeirola poderá gerar informações importantes sobre o deslocamento e destino delas”, como explica a analista ambiental Danielle Paludo, coordenadora do Plano de Ação Nacional (PAN) para Conservação das Aves Limícolas Migratórias.

Trabalho de biometria e coleta de amostras. Foto: Divulgação Cemave/ICMBio

O grupo das aves limícolas migratórias tem capacidade para grandes deslocamentos e apresenta acentuado declínio populacional de praticamente todas as espécies. O consequente risco de extinção tornou esse grupo prioritário para a Convenção de Espécies Migratórias (CMS), acordo que o Brasil ratifica.

Estão previstas mais duas expedições de monitoramento e pesquisa no Parque da Lagoa do Peixe até abril, mês em que o Centro também planeja realizar expedição semelhante no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba (RJ), importante ponto de parada das aves rumo ao Norte.

 

*Com informações do MMA e Cemave/ICMBio

 

 

 

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