Pato-mergulhão é uma das espécies mais ameaçadas da América. Sua presença no Parque Nacional indica equilíbrio do ecossistema Foto: Bruno Freire


Uma expedição realizada entre os dias 02 a 04/04 no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO) flagrou 8 indivíduos de pato-mergulhão (Mergus octosetaceus). Espécie considerada uma das mais ameaçadas das Américas, a sua descoberta foi comemorada pela gestão do parque: o pato-mergulhão é um bio-indicador, a sua presença indica que o ecossistema está em equilíbrio.

A espécie vive somente em ambientes muito conservados. O pato-mergulhão depende de águas limpas e transparentes para viver, alimentando-se somente de peixes. Por isso, eles precisam ter boa visibilidade debaixo d’água para conseguir mergulhar e caçar, daí o nome pato-mergulhão ou pato-mergulhador. Encontrados somente nas regiões da Serra da Canastra (MG), Patrocínio (MG), Chapada dos Veadeiros (GO) e no Jalapão (TO), em áreas com unidades de conservação, os patos-mergulhão gostam de rios com corredeiras e vegetação nas margens e são extremamente afetados pela degradação das águas.

A equipe do projeto Evitando a Extinção do Pato-Mergulhão no Corredor Veadeiros Pouso Alto- Kalunga percorreu 40 Km pelas margens do Rio Preto, em busca de indivíduos da espécie. O projeto é coordenado pelo Instituto Amada Terra de Inclusão Social (IAT), e financiado pelo CEPF Cerrado. Segundo o Parque, eles têm realizado uma série de descidas de rios embarcado na busca da melhoria da informação sobre a presença do pato-mergulhão na região.

O pato-mergulhão é encontrado somente nas regiões da Serra da Canastra (MG), Patrocínio (MG), Chapada dos Veadeiros (GO) e no Jalapão (TO), em áreas com unidades de conservação. 

 

*Com informações da Comunicação do ICMBio

 

 

 

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