O Instituto Ambiental do Paraná (IAP), em parceria com o Corpo de Bombeiros, a brigada de incêndio do Parque Estadual de Vila Velha e a Universidade Positivo promoveram nessa terça-feira (6) uma queima controlada na vegetação da unidade de conservação. Foram 20 hectares de queima. Foto: Divulgação/IAP


O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) promoveu nessa terça-feira (06/08) a queimada controlada de 20 hectares da vegetação do Parque Estadual de Vila Velha (PR). Realizada em parceira com o Corpo de Bombeiros, a brigada de incêndio do Parque e a Universidade Positivo, a ação faz parte de um projeto de pesquisa da universidade cujo objetivo é avaliar o uso do fogo natural como instrumento de manejo, se ele pode restaurar a biodiversidade ou os ecossistemas que estão altamente alterados e descaracterizados.

A prática do fogo controlado consiste na aplicação de fogo em fragmentos selecionados de campos naturais para desmatar as espécies invasoras e restaurar os ecossistemas. O objetivo é restaurar o ecossistema da forma mais próxima possível à época de criação do parque, na década de 1960. 

Foto: Divulgação/IAP

Da área total da unidade de conservação apenas 20% podem ser queimados por época, que vai de junho até o início de setembro. O manejo com fogo controlado é feito apenas por técnicos capacitados e consiste em mapear as áreas fragmentadas, que são trabalhadas gradativamente. Após avaliarem as condições climáticas e as melhores datas para o manejo com fogo controlado, são retiradas as árvores que não são nativas do ecossistema e aceiros – espaços devastados para controle do fogo – são construídos de maneira a dar segurança ao ambiente.

O gerente do parque, Juarez Baskoski, explica o motivo para que esses meses sejam eleitos a melhor época para a queima. “É feita no período em que espécies de aves e mamíferos não estejam em reprodução, para que não haja danos ambientais”, disse.

A bióloga, professora e coordenadora do projeto de pesquisa da Universidade Positivo, Leila Maranho, diz que o ecossistema da vegetação do parque é propenso ao fogo natural, porque apresenta caracterização de regeneração e resistência. “Essas características garantem a manutenção da biodiversidade”, afirma Maranho.

 

*Com informações da Agência de Notícias do Paraná

 

 

 

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