Com a ajuda de voluntários, Floresta nacional de Brasília lançou esse ano uma trilha de longo percurso, 36 Km, totalmente sinalizada. Foto: Carla Oliveira


Com o objetivo tornar as trilhas mais acessíveis, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) acaba de lançar a publicação Manual de Sinalização de Trilhas para Unidades de Conservação Federais.

A publicação lança as bases para a criação de trilhas de longo curso a fim de que, a exemplo do National Trail System dos Estados Unidos, esses caminhos ecológicos também sirvam como conectores de paisagens entre as unidades de conservação e outras áreas. “O propósito do manual é oferecer uma base comum para que a sinalização de trilhas seja realizada segundo um referencial técnico unificado”, destaca Pedro Menezes, coordenador-geral de Uso Público e Negócios do ICMBio.

Ainda segundo o coordenador-geral, uma boa sinalização é importante por 2 razões principais: a segurança, ao evitar que os visitantes se percam; e a conservação, uma vez que a sinalização é também uma ferramenta de manejo. “Às vezes, o caminho mais simples passa por uma área frágil, que deve ser poupada, e isso se resolve com os instrumentos de sinalização”, explica.

O manual pretende estabelecer uma padronização nacional, mas que também permita uma identidade local, respeitando e valorizando as particularidades de cada unidade. Assim, todos os trajetos estão sendo sinalizados com a marca da pegada em amarelo e preto, mas o desenho da pegada muda de acordo com o local da trilha, personalizado com suas próprias características. Essa sinalização já é, inclusive, utilizadas nas trilhas de longo curso que o Instituto implementa ou atua como parceiro, como, por exemplo a Reserva Extrativista Chico Mendes (AC), a Floresta Nacional de Canela (RS) e Parque Nacional da Tijuca (RJ).

A proposta é que a sinalização seja realizada de forma simples e com baixo custo, sendo acessível a qualquer unidade. “O manual será a base para as UCs federais, mas poderá ser utilizado por unidades estaduais e municipais que tiverem interesse e também em trilhas que não estejam localizadas em áreas protegidas”, conclui Pedro Menezes.

O Manual de Sinalização de Trilhas está disponível aqui.

*Com informações da Comunicação ICMBio

 

 

 

 

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