A região Mosaico do Boqueirão da Onça. Foto: Claudia Bueno


Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto para Conservação dos Carnívoros Neotropicais (Pró-carnivoros) publicaram artigo que identificou 26 espécies diferentes de mamíferos de médio e grande porte que vivem na região do Mosaico do Boqueirão da Onça (BA), no sertão da Bahia. A pesquisa revela uma elevada riqueza de espécies para o bioma Caatinga e consolida o mosaico como um refúgio para espécies ameaçadas nacionalmente, como a onça-pintada (Panthera onca).

Mamíferos de médio e grande porte são considerados indicadores de conservação do habitat: a presença de predadores um bom indício de que o ambiente está em equilíbrio. Isto é uma boa notícia para o Mosaico, já que lá foram encontrados animais como o tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla); a tatupeba (Euphractus sexcintus); o veado-catingueiro (Mazama gouazoubira); o gato-do-mato (Leopardus tigrinus); a jaguatirica (Leopardus pardalis) e a onça-parda (Puma concolor).

Entre abril de 2016 e julho de 2017, os pesquisadores coletaram dados através de armadilhas fotográficas (camera traps) que monitoravam os animais 24 horas por dia, com fotos tiradas a intervalos de 30 segundos. Os estudos identificaram a presença de 32 espécies de mamíferos, sendo 26 selvagens e 6 domésticas. Das que correm perigo de extinção, 9 estão ameaçadas localmente; 7 nacionalmente e 5 mundialmente. Os dados serão essenciais para guiar a elaboração do plano de manejo e zoneamento das unidades de conservação que compõem o Mosaico – Parque Nacional do Boqueirão da Onça (BA) e a Área de Proteção Ambiental do Boqueirão da Onça (BA) – de 850 mil hectares com os últimos remanescentes de área contínua de Caatinga.

O artigo pode ser acessado aqui.

A onça parda é uma das espécies de mamíferos de grande porte que encontram refúgio nas unidades do Mosaico. Foto: Adriano Gambarini

 

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*Com informações da Comunicação ICMBio

 

 

 

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