Categorias
Blog

Duas espécies raras de aves têm novos registros em reservas particulares do Paraná

Foram avistados um gavião-pombo-pequeno, ameaçado de extinção, e um pica-pau-rei, considerado o maior da espécie no Brasil. Os registros foram feitos por um técnico da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem (SPVS).

Gavião-pombo-pequeno, registrado recentemente pela SPVS. Foto: Romulo Cícero da Silva

Um gavião-pombo-pequeno (Amadonastur Iacernulatus), ameaçado de extinção, e o pica-pau-rei (Campephilus robustus) foram registrados por um técnico da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) durante atividades de campo nas reservas naturais mantidas pela SPVS em Antonina, no Paraná: a Reserva Natural das Águas, a Reserva Natural Guaricica e a Reserva Natural Papagaio-de-cara-roxa.

De acordo com o técnico Romulo Cícero Silva, o gavião-pombo-pequeno é uma ave de porte médio e habita regiões da Floresta Atlântica, do sul da Bahia à Santa Catarina. Para ele, o registro da ave foi uma surpresa. ‘‘É uma ave difícil de ser avistada em pouso’’, diz. De acordo com ele, a ave está ameaçada de extinção a nível mundial. Apesar disso, as áreas de conservação podem ajudar a diminuir esse processo. ‘‘Áreas naturais conservadas propiciam a sobrevivência de espécies raras e ameaçadas de extinção. Mas também é necessário eliminar outros fatores de pressão que atingem as áreas conservadas, como a caça’’, afirma o técnico.

Fêmea da espécie pica-pau-rei, registrada pela SPVS | Foto: Romulo Cícero da Silva

Além do gavião, o pica-pau-rei também foi registrado. Segundo Romulo, a ave chega a medir 36 centímetros de comprimento. Seu habitat natural, geograficamente, são as áreas de Goiás e Bahia, ao Rio Grande do Sul, áreas do bioma Mata Atlântica. Essa espécie é considerada como o maior pica-pau brasileiro.

De acordo com ele, o pica-pau-rei registrado é uma fêmea. No momento do registro, a ave estava realizando o comportamento conhecido como “tamborilar”. Segundo o técnico, essa é uma forma de comunicação que consiste em realizar batidas curtas com o bico no tronco da árvore. O tamborilar pode ser usado como comunicação com outros indivíduos da mesma espécie e também para a marcação de território.

 

*Com informações da SPVS

 

 

 

Comentários

comentários