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São Paulo regulamenta o “monkey watching” nas unidades de conservação estaduais

A observação de primatas é uma atividade que gera recursos para as comunidades e contribui para a conservação da espécie no estado.

Em 22 de outubro, a Fundação Florestal publicou a Portaria Normativa FF/DE nº 324/2020 que regulamenta a prática de observação de primatas (monkey watching) em áreas protegidas. Assim como o ecoturismo, a atividade é de grande relevância para a estratégia de conservação da biodiversidade e para o desenvolvimento regional, ao se tornar uma oportunidade para as comunidades locais de participar e de receber benefícios advindos dessas práticas.

No estado de São Paulo, ocorrem dez espécies de primatas, sendo o muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides) uma das mais procuradas por primatologistas e interessados na prática da observação. Ele é endêmico da Mata Atlântica e está criticamente ameaçado de extinção, segundo dados da International Union for Conservation of Nature 2019 (IUCN). Além dele, também podem ser avistadas nas diversas unidades de conservação paulistas primatas como o bugio, o macaco-prego e o mico-leão-preto.

“A portaria traz segurança para o desenvolvimento da atividade, gerando oportunidade de renda para a população, mas, principalmente para garantir a integridade comportamental e ecológica dos primatas do estado de São Paulo”, destacou o gerente da Fundação Florestal, Edson Montilha.

Os interessados devem consultar, pela internet, o Guia de Observação de Primatas de São Paulo, um manual prático e conciso no qual é possível identificar espécies e a ocorrência em alguns parques paulistas, como o Parque Estadual Carlos Botelho.

*Com informações da Fundação Florestal

 

 

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