Criação da Reserva foi motivada pela necessidade de preservar os biomas locais. Foto: Samuel Portela

Criação da Reserva foi motivada pela necessidade de preservar os biomas locais. Foto: Samuel Portela


Localizada à 110 km de Fortaleza, a recém-criada Reserva Particular do Patrimônio Natural Sítio Lagoa (CE) foi um passo importante para a conservação da biodiversidade cearense. Com uma área que abrange 70 hectares, a unidade foi criada por meio do projeto RPPN: conservação voluntária gerando serviços ambientais, desenvolvido pela Associação Caatinga, com apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

Enquanto que uma área de 92% do território estadual é coberta pelo bioma Caatinga, o restante é preenchido por uma mancha de Mata Atlântica.  “O local escolhido para a implantação da RPPN engloba uma mancha da Mata Atlântica em meio à Caatinga, em um local de transição entre a área úmida e o semiárido, o que a torna fundamental para a conservação de espécies endêmicas ameaçadas de extinção, como o periquito-cara-suja (Pyrrhura griseipectus) e o tucaninho-da-serra (Selenidera gouldii baturitensis)”, afirma o responsável técnico do projeto, Samuel Portela.

A área pertence à família de Antônio Eugênio Gadelha, que também é o representante legal da propriedade.  Segundo Antônio, a ideia de manter parte da área com floresta preservada sempre foi uma prática da família e a decisão de criar uma reserva particular surgiu a partir da vontade de evitar possíveis degradações no futuro. “Conhecemos essa área e percebemos o quanto ela é importante para as condições climáticas de nossa serra. Como proprietários, precisávamos cuidar da preservação daquele bioma”, aponta.

RPPN Sítio Lagoa engloba uma mancha da Mata Atlântica em meio à Caatinga. Foto: Samuel Portela

RPPN Sítio Lagoa engloba uma mancha da Mata Atlântica em meio à Caatinga. Foto: Samuel Portela

 

*Com informações da Fundação Boticário

 

 

Comentários

comentários