A flora do Parque Estadual reúne mais de 350 espécies nativas. Foto: Patrícia Oliveira Araújo

A flora do Parque Estadual reúne mais de 350 espécies nativas. Foto: Patrícia Oliveira Araújo

Com o objetivo de fazer um levantamento das espécies de flora existentes em seu território, o Parque Estadual Dunas de Natal “Jornalista Luiz Maria Alves” (RN) tem realizado um extenso trabalho de coleta florística. Neste ano, com o apoio do Exército, técnicos da unidade de conservação coletaram cerca de 90 plantas. Entre as espécies levantadas, estão o pau-brasil, maçaranduba, guabiraba de pau, sucupira, até plantas mais delicadas como orquídeas e bromélias.

A equipe percorre a área do parque estadual para coletar espécies também com o intuito de atualizar o acervo do seu herbário. As primeiras coletas botânicas foram feitas no início da década de 80, e o atual grupo busca restaurar desse material histórico. “O levantamento florístico é importante para revelar novas ocorrências de plantas que acontecem em uma área, além de descobrir novas espécies e fazer o acompanhamento das ameaçadas de extinção, raras ou endêmicas (só ocorrem em uma determinada região). Se não soubermos o que existe, não saberemos como cuidar”, disse o biólogo Alan Roque, um dos membros da equipe.

“A importância de todas as pesquisas na área do Parque das Dunas se dá em virtude de que ele é uma unidade de conservação de proteção integral. Nesse contexto, o acesso à informação e às descobertas contribuem para a valorização do espaço, justificando a sua preservação e indicando medidas a serem adotadas de acordo com o que for levantado ao longo do tempo”, afirmou a gestora da unidade, Mary Sorage.

A equipe de levantamento em ação: o biólogo Alan Roque, a ecóloga Brenda Suellen e a engenheira agrônoma Auxiliadora Sertão. Foto: IDEMA

A equipe de levantamento em ação: o biólogo Alan Roque, a ecóloga Brenda Suellen e a engenheira agrônoma Auxiliadora Sertão. Foto: IDEMA

A cobertura vegetal do Parque Estadual é predominantemente mata de duna litorânea, caracterizada por espécies herbáceas, arbustivas e arbóreas. As praias e sopés de dunas da área registram também a ocorrência de formações vegetais de tabuleiro litorâneo. Nela predominam espécies peculiares da Mata Atlântica, com destaque para a mescla-de-cheiro, o antúrio selvagem e o ameaçado pau-brasil (Paubrasilia echinata). A flora reúne mais de 270 espécies arbóreas distintas e 78 famílias, representada por mais de 350 espécies nativas.

Outras espécies ameaçadas de extinção encontradas no Parque são: garapa (Apuleia leiocarpa), orquídea-catleya (Cattleya granulosa), xinxózinho (Cryptanthus zonatus) e a coroa-de-frade (Melocactus violaceus). Também estão no Parque, duas espécies são recém-descobertas para a Ciência: a ubaia-azeda (Eugênia azeda Sobral), descoberta em 2009, e a burra-leiteira (Pradosia restingae Terra-Araújo), em 2014.

Herbário

O herbário, localizado no Centro de Pesquisa do Parque Estadual, é uma coleção de plantas secas que, atualmente, guarda cerca de 300 amostras botânicas (exsicatas). Uma das metas da equipe, é que, em até dois anos, esse número aumente para cinco mil plantas, quando abrigará material botânico de todas as unidades de conservação do Estado.

 

*Com informações da Ascom/Idema

 

 

 

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