Soltura de  quelônios na Reserva Extrativista do Rio Unini. Foto: Elen Anjos/institut IPÊ

Soltura de quelônios na Reserva Extrativista do Rio Unini. Foto: Elen Anjos/Instituto IPÊ


O Parque Nacional do Jaú (AM) e a Reserva Extrativista do rio Unini (AM) tiveram uma temporada recorde de soltura de filhotes de quelônios no mês de fevereiro. Ao todo foram soltos na natureza 6.000 filhotes de quatro espécies típicas da Amazônia: tartaruga-da-amazônia, tracajá, irapuca e cabeçudo. Os eventos de soltura contaram com a participação do Instituto IPÊ e dos monitores formados pelo projeto Monitoramento Participativo de Biodiversidade, em parceria com o ICMBio. Além disso, voluntários e colaboradores do parque nacional na estiveram presentes, apoiando as solturas.

Parque Nacional do Jaú (AM) libertou, de uma só vez, filhotes de 42 ninhos de tartarugas-da-amazônia, eclodidos nas praias da foz do Rio Jaú. Filhotes eclodidos no Rio Unini, também foram soltos em mais oito eventos, realizados nas áreas do parque nacional, da reserva extrativista e da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã (AM).

“Esta foi a primeira vez que conseguimos proteger tantos ninhos. Sinal que as fêmeas de tartaruga-da-amazônia estão aumentando ou se sentindo à vontade para desovar nas nossas praias protegidas”, comentou o monitor base Carabinani Parna Jaú, Ademilson Cabral.

Voluntários na soltura. Foto: Virginia Bernardes/Instituto IPÊ

Voluntários na soltura. Foto: Virginia Bernardes/Instituto IPÊ


O sucesso das solturas está ligado ao trabalho realizado durante mais de cinco meses por monitores voluntários, que protegeram as praias e ninhos desde a desova à eclosão dos filhotes de quelônios. O monitoramento dos quelônios segue o protocolo de coleta de dados do ICMBio, aplicado de forma participativa: comunitários, especialistas e gestores desenham a melhor forma de coletar informações sobre a biodiversidade local, com o objetivo de proteger os quelônios amazônicos mais comuns e que sofrem pressão para consumo na Amazônia.

“A participação da comunidade é de grande importância nesse processo. Além de apoiarem conservação e sensibilização ambiental, os monitores estão coletando informações populacionais importantes para um monitoramento a longo prazo dos quelônios da região”, afirma Virgínia Bernardes, pesquisadora do projeto do IPÊ.

 

 

*Com informações do Instituo IPÊ

 

 

 

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