A Serra de Santo Antonio, no Piauí, agora é protegida por parque estadual. Foto: Josias Bona/Wikimedia Commons


No dia 08/07, o Governo do Piauí assinou os decretos nºs 18.345, 18.346, 18.347, que criam 3 novas unidades de conservação no estado: a Área de Proteção Ambiental da Lagoa de Nazaré (PI), a Área de Relevante Interesse Ecológico da Lagoa do Portinho (PI) e o Parque Estadual da Serra do Santo Antônio (PI)

O Parque Estadual da Serra do Santo Antônio ocupa uma área de 3.664,03 hectares. Localizado no município de Campo Maior, a região é marcada por grande diversidade de ecossistemas resultante dos contatos entre diferentes tipologias vegetais, destacando-se a presença de muitas áreas de encrave e de tensão ecológica de elevada relevância biológica e paisagística, apresentando-se ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica.

A Área de Relevante Interesse Ecológico da Lagoa do Portinho, localizada nos municípios de Parnaíba e Luís Correia, abriga exemplares raros da biota regional. A área de pequena extensão, tem pouca ou nenhuma ocupação humana, totalizando uma área aproximada de 3.731,7916 hectares. A Lagoa do Portinho, cartão postal no litoral, agora passa a receber uma atenção ainda maior quanto à conservação e proteção da fauna, da flora, preservação das margens, da biodiversidade, além da garantia dos recursos hídricos.

A Área de Proteção Ambiental da Lagoa de Nazaré, localizado entre os municípios de Nazaré do Piauí e São Francisco do Piauí, tem uma área aproximada de 9.279,8288 hectares. A importância ecológica desta área se dá por ter domínio vegetacional singular, apresentando ampla variação geomorfológicas e de flora, sendo ainda, local de reprodução de muitas espécies. 

O próximo passo é a criação do Plano de Manejo destas unidades, onde ficarão estabelecidas as diretrizes para aproveitamento econômico e turístico dessas áreas de preservação. “Há um regramento para que elas possam ser exploradas, tanto do ponto de vista do empreendimento (econômico), quanto do ponto de vista turístico e do entretenimento. São áreas que podem ser exploradas, mas não degradadas” explicou a secretária Sádia Castro.

A criação dessas Unidades de Conservação foi precedida de estudos e audiências públicas contando com a participação de comunidades e representantes de instituições públicas e organizações não governamentais, realizadas ao longo do ano de 2018. 

Atualmente, o Piauí possui 12,41%, do seu território protegido por unidades de conservação, das quais 13 são unidades estaduais e 16 são unidades de conservação federais.

 

*Com informações do Governo do Piauí e da Secretaria de Meio Ambiente

 

 

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