Onça-pintada registrada por armadilha fotográfica. Foto Ilustrativa

Onça-pintada registrada por armadilha fotográfica. Foto Ilustrativa

Ao longo do segundo semestre de 2015, uma equipe do Projeto Carnívoros tem avaliado a percepção da população rural dos municípios de Marliéria, Dionísio e Timóteo, no sudoeste de Minas Gerais, acerca da presença de carnívoros e da predação de animais domésticos na região do entorno do Parque Estadual do Rio Doce (MG). Após uma fase de entrevistas,  câmeras foram instaladas na área da unidade de conservação para monitorar e estudar a presença desses animais.

O grupo realizou uma pesquisa que envolveu 102 propriedades, percorrendo quatro mil quilômetros de estradas. Constatou-se que 95,1% dos entrevistados considera o Parque Estadual do Rio Doce importante tanto para eles e quanto para região, e que a área natural precisa de proteção (96,1%).

Instalação de câmeras-trap na região centro-norte do Parque Estadual do Rio Doce em 2016. Foto: Projeto Carnívoros do Rio Doce

Instalação de câmeras-trap na região centro-norte do Parque Estadual do Rio Doce em 2016. Foto: Projeto Carnívoros do Rio Doce

Muitos (71,6%) afirmaram a necessidade de maior envolvimento por parte dos funcionários e administradores da unidade de conservação com a população do entorno nas decisões de como a floresta deve ser usada. Em relação às espécies silvestres, em especial as onças-pintadas, 83,3% das pessoas consultadas não as  considera como ameaça aos humanos, mas um número considerável (63,7%) ainda vê este animais como ameaça ao gado.

O professor Fernando Azevedo, do Departamento de Ciências Naturais da Universidade Federal de São João Del Rei, coordenador do projeto, afirma que os resultados finais do monitoramento estão em análise e, em breve, serão disponibilizados.

Interessados em mais informações sobre o projeto podem entrar em contato através do e-mail carnivorosdoriodoce@gmail.com.

 

*Com informações do IEF

 

 

Comentários

comentários