Reintrodução de jacutingas na Reserva Ecológica de Guapiaçu será realizada nesta semana. Após cerca de um mês de aclimatação, as aves serão soltas na natureza. Foto: SAVE Brasil


Nesta semana a Reserva Particular do Patrimônio Natural Reserva Ecológica de Guapiaçu (RJ), receberá 3 aves da espécie jacutinga (Aburria jacutinga). A ação na unidade de conservação repete outra realizada em julho deste ano, quando 3 antas  (Tapirus terrestris) também foram soltas na reserva. O motivo da soltura destes animais no local é a reintrodução das espécies ao seu ambiente natural o que promove a recuperação de ecossistemas.

As jacutingas Coffee, Thaty e Lily foram adquiridas especialmente para a reintrodução do Projeto Jacutinga, no Rio de Janeiro. A espécie está extinta no Estado desde que foi avistada pela última vez em Itatiaia, em 1978, e na Serra dos Órgãos, em 1980. A abertura do viveiro será nesta terça-feira (14) e, após a ação, o Projeto, uma iniciativa  da SAVE Brasil apoiada pela Fundação Boticário, irá realizar o acompanhamento dos animais, também incentivando a comunidade local por meio da prática de observação de aves. 

A unidade de conservação também é novo lar de três antas, soltas no local em julho deste ano. O
monitoramento da espécie é feito por armadilhas fotográficas e por coleiras com transmissores, colocadas nos animais. Foto: Maron Galliez


As antas Flora, Valente e Júpiter chegaram à unidade em julho deste ano após um mês de adaptação. O trio se juntou a Eva e Floquinho, outros dois animais da mesma espécie que foram reintroduzidos no local em dezembro de 2017. A expectativa do é a reintrodução, ainda neste ano, de mais 5 animais, totalizando 10 antas na unidade.

Embora as antas não estejam totalmente extintas na Mata Atlântica, estão extintas no Rio de Janeiro há pelo menos 100 anos. Os mamíferos foram reintroduzidas na unidade de conservação pelo Programa Refauna, que busca diminuir o processo de desaparecimento das espécies e restabelecer as interações ecológicas na Mata Atlântica. O sucesso da ação depende principalmente da participação ativa da sociedade, visto que a caça é a principal ameaça ao animal. Os pesquisadores tem realizado diversas ações com a comunidade local visando minimizar a prática. 

Em todos os casos, os animais, vindos do cativeiro, precisam passar por um período de reabilitação antes da soltura. Eles ainda passam por um período de aclimatação, para somente depois serem soltos na  Reserva Ecológica de Guapiaçu (RJ).

 

*Com informações da Fundação Boticário

 

Comentários

comentários