A 1ª RPPN criada em 2019 interliga corredor de biodiversidade nas margens do Rio Paraná. Foto: Ana Luiza Batista Abrão

Com pouco menos de 15 hectares, a recém-criada Reserva Particular do Patrimônio Natural Ernesto Vargas Batista (PR) tem papel de extrema importância para a conservação da biodiversidade: ela  está inserida em um mosaico de áreas de conservação estabelecidas nos dois lados do Rio Paraná, formando um corredor de biodiversidade que se liga ao Parque Nacional do Iguaçu (PR). A primeira reserva de 2019 teve a sua criação publicada no Diário Oficial de terça-feira, dia 15/01.

A reserva foi classificada pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) como  uma wetland (área úmida): áreas muito frágeis e de grande importância para a preservação, por ser um local de reprodução, abrigo, fonte de alimentos para a fauna local e migratória (aves). O potencial da área inspirou Ana Luiza Batista de Abrão, proprietária, a planejar a implementação de um Centro de Estudos e Pesquisas voltado à Educação Ambiental, em parceria com a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul.

Estabelecida em remanescentes de Mata Atlântica e por abrigar regiões úmidas nas margens do Rio Paraná, a reserva é berçário de inúmeras espécies nativas, o que eleva a importância de sua conservação. A proprietária da área tem um prazo de 60 dias a partir de agora para realizar o registro da unidade na matrícula do imóvel junto ao Cartório de Registro de Imóveis. Isso tornará a área patrimônio perpétuo da natureza destinada à conservação da biodiversidade, educação ambiental, pesquisa científica, turismo ecológico e recreação. Qualquer dessas atividades precisa ser embasada com estudo científico, analisado e validado por técnicos do Imasul.

 

*Com informações do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul

 

 

 

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