Seminário promoveu o planejamento de ações e envolvimento na consolidação da Trilha Transespinhaço. Fotos: Divulgação


Os 700 quilômetros da trilha de longo curso que irá conectar unidades de conservação ao longo da Serra do Espinhaço, em Minas Gerias, vai ganhando forma. O 4º Seminário de Implementação da Trilha Transespinhaço realizado nos dias 22 e 23/09, avançou a iniciativa com resultados bastante promissores.

O evento aconteceu em Diamantina, município que cobre uma das “pontas” da Serra do Espinhaço – a outra fica em Belo Horizonte. No primeiro dia, os participantes discutiram o Sistema Brasileiro de Trilhas, a própria Trilha Transespinhaço e juntos definiram ações para os trechos, identificando neles as áreas prioritárias. Além disso, conheceram mais sobre o modelo utilizado no Brasil para a sinalização de trilhas. No segundo, houve uma prática de sinalização realizada no trecho da trilha que passa pelo Parque Estadual do Biribiri (MG).

No 1º dia, os participantes definiram ações prioritárias para os trechos da trilha de longo curso. Fotos: Divulgação


A participação de diversos atores foi um dos pontos de destaque do evento. Ao todo 14 municípios foram representados entre os 66 participantes, que incluíram condutores, guias, professores, estudantes de turismo e conservação, representantes de comunidades e de organizações não-governamentais. 

Na ocasião do evento também foi discutida (e aprovada) a proposta de extensão desta Trilha Transespinhaço para o norte de Minas Gerais, com a criação do Setor Botumirim. O novo trecho partirá, à princípio, do Parque Nacional das Sempre Vivas (MG), seguindo pelo Parque Estadual da Serra do Cabral (MG) e pelo Parque Estadual de Botumirim (MG), passando pelo Morro do Chapéu, Serra Nova e Caminhos Gerais, chegando nas proximidades da Bahia.

<>O seminário foi organizado e realizado com o apoio de diversas instituições e parceiros locais. Para Giselle Melo, coordenadora da trilha,  o resultado do encontro foi muito positivo, mostrando que todos os envolvidos estão alinhados em prol da conservação através do uso público. Entre as ações planejadas para o futuro estão a realização de reuniões com comunidades, o reconhecimento de trechos, a realização do planejamento para a sinalização.

Com mais alguns quilômetros sinalizados, totalizando cerca de 40 km, a Trilha Transespinhaço se consolida através das pegadas amarelas e pretas.

A pegada símbolo da Trilha Transespinahço. Foto: Divulgação

 

 

*Com informações de Bruno Vinícius, do Parque Nacional das Sempre Vivas

 

 

 

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