Rio de Janeiro - O morro Dois Irmãos visto do Parque Nacional da Tijuca, durante mutirão de plantio de mudas de espécies nativas na nascente do Rio Carioca (Fernando Frazão/Agência Brasil)

O morro Dois Irmãos visto do Parque Nacional da Tijuca, durante mutirão de plantio de mudas de espécies nativas na nascente do Rio Carioca. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil


De acordo com estimativa do instituto Euromonitor International, organização voltada para análises de mercado, o número de visitantes em parques nacionais deve aumentar 11,5% em 2017. A projeção é que, em 2018, 8,6 milhões de pessoas visitem as unidades de conservação.

Se for concretizada, a estimativa vai mostrar um movimento de ampliação da visibilidade desse destino entre os turistas. Segundo levantamento do ICMBio, o número foi de 8 milhões de visitantes em 2015, sendo 7,3 milhões em 2014, 6,4 milhões em 2013 e 5,7 milhões em 2012.

Os parques nacionais mais visitados naquele ano foram o Parque Nacional da Tijuca (RJ) (2,9 milhões), Parque Nacional do Iguaçu (PR) (1,6 milhão),  Parque Nacional de Jericoacoara (CE) (780 mil) e de  Parque Nacional de Brasília (DF) (294 mil). Hoje há 72 parques nacionais, com 22% das 324 unidades de conservação distribuídas por todo o território e que totalizam cerca de 79 milhões de hectares.

Alto Paraíso (GO) -  Amanhecer no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Amanhecer no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


Ainda de acordo com o levantamento do ICMBio, em 2015 a atividade turística nas unidades de conservação federais movimentou mais de R$ 1 bilhão nos municípios próximos e gerou cerca de 43 mil empregos. O valor agregado total, de acordo com o estudo, chegaria a R$1,5 bilhão.

Os turistas gastaram em consumo direto R$ 1,1 bilhão. Os setores mais beneficiados com as despesas foram o de hospedagem, com R$ 267 milhões, de alimentação, com R$ 241 milhões, e de combustível, com R$ 206 milhões.

Na avaliação do presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Vinicius Lummertz, a projeção indica alterações importantes no turismo doméstico. “Esse crescimento representa a mudança de um país que demonstra que pode ir muito além do turismo de sol e praia e que tem a natureza como sua maior riqueza. Trata-se de um posicionamento mundial muito importante, pois somos o país com maior potencial do mundo em atrativos naturais para o turismo”, afirmou.

 

*Com informações da Agência Brasil

 

 

 

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