O modelo de concessões de serviços de uso público – a exemplo dos editais do ICMBio para parques nacionais – ganhou destaque no 14º Fórum Interamericano de Turismo Sustentável, que ocorreu na Adventure Sports Fair. Foto: Duda Menegassi


Mais de 60% do território brasileiro tem potencial natural para atrativos turísticos. Este dado tem unido interesses das esferas pública e privada em esforços para fortalecer as unidades de conservação. O lançamento de editais para concessão de serviços nos parques nacionais foi o tema amplamente discutido durante o 14º Fórum Interamericano de Turismo Sustentável, que ocorreu na Adventure Sports Fair, no sábado (20/10), em São Paulo.

O fortalecimento desse potencial foi destacado pelo Ministro do Turismo, Vinícius Lummertz. “O turismo brasileiro tem como diferencial seus parques. Precisamos conservar, promover o equilíbrio sustentável. Precisamos abrir mais unidades de conservação. Desenvolvimento sustentável é economia, meio ambiente e social”, pontuou.

A concessão de serviços faz parte de um projeto maior de fortalecimento do ecoturismo no Brasil, que inclui oito parques a serem concessionados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Entre os parques que já abriram licitação para concessão de serviços está o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO), que teve o edital divulgado no primeiro dia do evento.

Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros acaba de lançar um edital, que foi anunciado no 1º dia do evento. Foto: Duda Menegassi


A iniciativa segue o exemplo do Parque Nacional do Pau Brasil (BA) que fechou, em agosto, a contratação de serviços para melhorias na estrutura de visitação, turismo ecológico, recreação em contato com a natureza e à interpretação ambiental. Equipar os parques para visitação é um mecanismo para fortalecer a economia local e gerar emprego e renda. Principalmente nas cidades que são porta de entrada para essas áreas protegidas.

No cronograma das concessões a serem realizadas estão os parques nacionais dos Lençóis Maranhenses (MA), da Serra da Bodoquena (MS), do Itatiaia (RJ), do Caparaó (ES);  e a Floresta Nacional de Canela (RS), que devem ser iniciadas ainda este ano. Os parques da Chapada dos Guimarães (MT), de Aparados da Serra e Serra Geral (RS) e da Serra da Canastra (MG) já estão na lista para 2019.

Estruturação das unidades como atrativo à visitação

A chefe da Coordenação de Concessões e Negócios do ICMBio, Larissa Moura Diehl, explica que bons serviços e estruturas confortáveis de apoio à visitação atraem maior quantidade e variedade de visitantes. “Uma unidade de conservação bem estruturada e com bons serviços tem o potencial de atrair um grande número de visitantes e a capacidade de acelerar o desenvolvimento econômico das localidades onde ela está inserida. Visitantes precisam se alimentar, se hospedar, querem levar lembranças dos locais onde estiveram. Tudo isso contribui para que o dinheiro circule na região vizinha aos parques nacionais”, comenta.

Centro de Visitantes do Parque Nacional do Pau Brasil. Foto: Duda Menegassi


Para Larissa, um país rico em biodiversidade como o Brasil, tem tudo para se tornar um destino nacional e internacional de turismo de natureza. “Precisamos criar nos brasileiros a cultura de visitar, vivenciar e amar os parques nacionais. Só assim teremos aliados para contribuir com a conservação”, ressalta.

Só no Parque Nacional do Pau Brasil, onde a licitação já foi concluída, serão investidos R$ 7,2 milhões e a previsão é que Veadeiros receba investimentos de R$ 2,3 milhões, recursos vistos como estratégicos pelo Ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte. “O turismo é uma das atividades que mais cresce no mundo, e estamos fomentando esse mercado. Meio ambiente é um diferencial competitivo e importante para o país. É um momento estratégico para nós que temos defendido uma nova economia de baixo carbono, capaz de gerar novos empregos sustentáveis”, explicou.

 

 

 

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