Parque Estadual do Forno Grande

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Parque Estadual do Forno Grande
Esfera Administrativa: Estadual
Estado: Espirito Santo
Município: Castelo
Categoria: Parque
Bioma: Mata Atlântica
Área: 730 hectares
Diploma legal de criação:
Coordenação regional / Vinculação: Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IEMA)
Contatos: Telefone: (28) 9966-7550.

E-mail: gap@iema.es.gov.br

Localização

Como chegar

Ingressos

Onde ficar

Objetivos específicos da unidade

Histórico

Atrações

Aspectos naturais

Relevo e clima

  • Clima : O clima do Parque é tropical megatérmico, quase mesotérmico e sub úmido. A pluviosidade média anual está em torno de 1.200 mm, com verões chuvosos e invernos secos. A temperatura média anual está em torno de 23ºC, com máximas podendo atingir 36ºC e as mínimas diárias chegando a valores entre 5 e 7ºC. Está localizado na região serrana do Estado e possui uma variação altimétrica de 1.128 a 2.039 m.
  • Relevo :

Fauna e flora

  • Flora : A área do Parque e seu entorno atualmente encontram-se ocupadas pelas seguintes fito fisionomias: agricultura, estágios inicial, médio e avançado de regeneração da floresta Ombrófila Densa Montana e Floresta Ombrófila Densa Altimontana, Pastagem, Pomar e da vegetação Rupestre. Na área do parque encontra-se inserida a Floresta Ombrófila Densa Montana que constitui uma variação da floresta Ombrófila Densa que ocorre em altitudes de 500 a 1500 m, sobre litologia pré-cambriana, em relevo dissecado de caráter montanhoso, onde as florestas mantêm a mesma estrutura até próximo ao cume dos relevos dissecados, quando as árvores se tornam menores por ocuparem solos delgados ou litólicos, cuja vegetação se caracteriza por apresentar um estrato dominante com altura de aproximadamente 20-25 m, com representantes arbóreos como Vochysia sp., Talauma sp., Cariniana sp., Ocotea sp., Nectandra sp. e arbustivas pertencentes às famílias Rubiaceae, Myrtaceae e Melastomataceae, entre outras. E a Floresta Ombrófila Densa Montana que ocorre em ambiente acima de 1200 m de altitude, em solos delgados litólicos e cambissolos do cume das montanhas, com vegetação apresentando altura entre 5 a 10 m, constituída por representantes arbóreos dos gêneros Drymis, Clethra, Ilex, Rapanea, Roupala, Miconia, entre outros.

Ruschi (1950) denomina a vegetação situada entre 1000 e 2200 m de altitude como Floresta Altimontana ou Subalpina, bastante semelhante à floresta de encosta, com presença dos gêneros Podocarpos, Tibouchina, Inga, Cecropia, Virola, Clusia, entre outros.

  • Fauna :
    • Mastofauna: Presença de vinte e quatro espécies de mamíferos pertencentes às ordens Didelphimorphia, Xenarthra, Primates, Carnivora e Rodentia. Destas, oito são espécies endêmicas da Mata Atlântica, o que corresponde a 33,3% das espécies registradas.
    • Aves: Presença de 130 espécies de aves, pertencentes a 16 ordens e 38 famílias. A área que apresentou maior riqueza específica foi à área que vai até 1.300 metros de altitude, com 95 espécies, seguida da área de entorno com 90 espécies, a área de 1.300 a 1.800 metros, com 50 espécies, e área acima de 1.800 metros, com 10 espécies. A ordem mais representativa foi a Passeriformes com 73 espécies, seguido pela ordem Apodiformes com 12, Columbiformes com 9, Falconiiformes com 7, Piciformes com 6, Gruiformes e Cuculiformes com 4, Ciconiiformes com 3, Charadriiformes, Strigiformes e Trogoniformes com 2 e Anseriformes, Galliformes, Psitaciformes e Caprimulgiformes com 1.
    • Anfíbios: Presença de um total de 20 espécies de anfíbios anuros pertencentes a três famílias: Bufonidae, Hylidae e Leptodactylidae. A família Hylidae foi numericamente a mais representativa, com 13 espécies, seguida pelas famílias Leptodactylidae e Bufonidae, com 5 e 2 espécies, respectivamente.
    • Repteis: Presença de um total de 22 espécies de répteis pertencentes a 10 famílias. Sendo a família Colubridae numericamente mais representativa, com 08 espécies, seguida pelas famílias Anguidae, Teiidae, Polychrotidae e Viperidae, com 02 espécies cada; as outras famílias com 01 espécie cada.
    • Entomologia: Presença de um total de 3.140 exemplares de himenópteros parasitoides pertencentes a 28 famílias das 61 existentes no mundo.
      • Vespas parasitoides: Pertencem a 8 superfamílias com as seguintes abundâncias relativas: 28,02% para Platygasteroidea (2 famílias/880 indivíduos); 25,16% para Ichneumonoidea (2/790); 18,18% para Chalcidoidea (13/571); 10,32% para Proctotrupoidea (3/324); 9,36% para Cynipoidea (1/294); 3,73% para Evanioidea (1/117); 3,06% para Chrysidoidea (4/96); e 2,16% para Ceraphronoidea (2/64). As famílias Braconidae, Scelionidae e Platygastridae apresentaram a maior abundância relativa, com 520 indivíduos (16,56% do total), 456 (14,52%) e 424 (13,50%), respectivamente.
      • Insetos: Estima-se que a entomofauna total na área seja de pelo menos de 30.000 espécies de insetos.
      • Borboletas: Presença de quatro famílias, onze subfamílias e 31 espécies.

Problemas e ameaças

Como atividades conflitantes destacam-se principalmente a caça e a extração de recursos vegetais (palmito, orquídeas e bromélias). Existem informações de uma apreensão de, aproximadamente, 1.500 mudas de orquídeas extraídas do Pico. Contrariando proibição existente, ainda são realizados acampamentos no topo do Pico com utilização de fogueiras e desmatamento de pequenas áreas. Foi constatada também a presença de animais domésticos e rebanhos na área do Parque, bovinos na região de camping e entorno e caprinos no topo do Pico. Estes merecem especial atenção em virtude dos indícios de que estejam se alimentando da vegetação do Pico, além do risco de introdução de espécies exóticas através de sementes presentes nas fezes dos animais.

Fontes

URL: http://www.meioambiente.es.gov.br/default.asp?pagina=16704