Parque Estadual do Ibitiriá

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Parque Estadual do Ibitiriá
Esfera Administrativa: Estadual
Estado: Rio Grande do Sul
Município: Bom Jesus, Vacaria
Categoria: Parque
Bioma: Mata Atlântica
Área: 415 hectares
Diploma legal de criação: Decreto Estadual n° 23.798, de 12 de março de 1975.
Coordenação regional / Vinculação: Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Rio Grande do Sul
Contatos: Unidade de Conservação do Parque Estadual do Ibitiriá

E-mail: duc-defap@sema.rs.gov.br Telefone: (51) 3288-8109

Localização

O Parque Estadual do Ibitiriá encontra-se localizado nos municípios de Vacaria e Bom Jesus, no Estado do Rio Grande do Sul.

Como chegar

Seu acesso se dá a cerca de 7.735, 00 metros do pedágio que por sua vez encontra-se a 14.058,22 metros do portal de entrada da cidade de Vacaria – RS, na BR 116 sentido norte. A partir deste ponto, o acesso se dá por estrada sem asfalto por 2.369,92 metros sentido leste e mais 3.364,21 metros.

Ingressos

O parque ainda não possui infraestrutura de apoio ao visitante.

Onde ficar

Objetivos específicos da unidade

O Parque abrange campos e matas com araucária, ecossistemas característicos da região dos Campos de Cima da Serra. Foi criado com o objetivo de proteger esses ecossistemas, incluindo parte da mata ciliar do rio Ibitiriá, destacando-se como uma área de ocorrência da palmeira Trithrinax brasiliensis (ibitiriá) nessa região.

Histórico

O Parque Estadual do Ibitiriá foi criado através do Decreto N° 23.798, de 12 de março de 1975, juntamente com outras sete UCs.

Por ser uma UC da categoria de manejo Parque Estadual, consistindo na única unidade de conservação da região, o Parque Estadual do Ibitiriá tem o importante papel de funcionar como uma ferramenta de sensibilização da sociedade sobre a importância da conservação da biodiversidade e da manutenção dos processos ecológicos, incrementando a economia e promovendo a geração de emprego e renda para as populações locais.

Atrações

Existem quatro trilhas possíveis no Parque Estadual do Ibitiriá:

  • Trilha da Bica - trata-se de uma declividade suave e um trecho de fácil acesso, sendo que a bica remete a uma série de hipóteses, dentre elas a de que devotos de santos católicos pediam proteção aos motoristas e também acolhimento àqueles que faziam uso ostensivo de substâncias alcoólicas, bem como aos familiares destes que se direcionavam ao local para solicitar prece e proteção.
  • Trilha das Lantanas e Borboletas - ideal para ampliar a intimidade e sensibilidade com a natureza, pois remete-nos a perceber a beleza da florada da espécie arbustiva Lantana camara, popularmente conhecida como camará ou camaradinha. Nesse percurso ressalta-se e observa-se a capacidade desta espécie em atrair diversos tipos de borboletas, principalmente da família Nymphalidae, o que evidencia e indica ambiente de grande qualidade ambiental. Esta trilha é de fácil acesso, com pouca declividade e ao percorrê-la, estamos visualizando também a Floresta Ombrófila Mista, com sua espécie representativa do Pinheiro- Brasileiro (Araucaria angustifolia).
  • Trilha dos Buritis - O trajeto inicia no Centro de Visitantes, percorrendo o caminho contíguo a área de reflorestamento e ao término a plantação de Pinus, inicia-se o percurso com a presença do buriti. Para o final da caminha sugere-se a margem do Rio Santana, local com gramíneas baixas, uma eventual área de descanso, contemplando as águas do rio.
  • Trilha do Mirante - com início no Centro de Visitantes e direciona seu caminho a nordeste da área do parque, em direção ao rio Santana. Essa tem por objetivo vislumbrar uma parte do Rio Santana, em sua curvatura máxima em forma de ferradura. Desse mirante, nosso olhar percorre as encostas e margens do rio e da Floresta Ombrófila Mista com seus diferentes estágios sucessionais. O percurso dessa trilha pode ser considerado longo.

Aspectos naturais

Relevo e clima

O clima subtropical ou temperado, com chuvas bem distribuídas durante o ano e verões quentes registra temperaturas médias anuais de 18°C e uma pluviosidade de 1.500 milímetros. No verão, a temperatura máxima média é de 25°C e mínima média 15°C. No inverno, mais frio pela altitude, a temperatura máxima média está em torno de 16°C e a mínima média em torno de 7°C. Durante o inverno, são comuns as geadas e a queda de neve é ocasional.

Fauna e flora

O Parque Estadual do Ibitiriá protege um fragmento do bioma Mata Atlântica, conservando áreas remanescentes de Floresta Ombrófila Mista (mata com araucária) e Savana Gramíneo-Lenhosa, na região dos Campos de Cima da Serra, da região nordeste do Estado, que abrange parte do vale do Rio Santana, na divisa entre os municípios de Vacaria e Bom Jesus. Além disso, a presença do buriti (Trithrinax brasiliensis), espécie de palmeira endêmica da região sul do Brasil, cuja distribuição ocorre de forma descontínua, com populações restritas e que se encontra ameaçada de extinção no Estado (Decreto 42.099/02) em associação com Araucaria angustifolia apresenta relevante interesse ecológico.

Cerca de 33% das espécies de aves ameaçadas ocorrentes do Bioma Mata Atlântica são encontradas na região dos Campos de Cima da Serra, sendo este um lugar de prioridade para a conservação. Muitas espécies de aves são migratórias e ocorrem nesta região em determinada época do ano, quando aparecem em busca de alimento, lugar para nidificação e reprodução. Especificamente no Parque Estadual do Ibitiriá já foram registradas 75 espécies de aves. Duas delas listadas como ameaçadas de extinção para o estado do Rio Grande do Sul, são elas: o urubu-rei (Sarcoramphus papa), na categoria Criticamente em Perigo (CR) e a borralhara-preta (Mackenziaena severa), na categoria Em Perigo (EN).

Comparando com as 85 espécies de mamíferos registrados no levantamento de fauna da UHE de Barra Grande, 16 espécies foram registradas no Parque Estadual do Ibitiriá, sendo elas: tatu-galinha (Dasypus novemcinctus), bugio-ruivo (Alouatta guariba clamitans), cachorro-do-mato (Cerdocyon thous), quati-de-cauda-anelada (Nasua nasua), mão-pelada (Procyon cancrivorus), gato-do-mato (Leopardus tigrinus), jaquatirica (Leopardus pardalis), onça-parda (Puma concolor), queixada (Tayassu pecari), caititu (Pecari tajacu), javali (Sus scrofa), veado-mateiro (Mazama americana), veado-catingueiro (Mazama gouazoubira), preá (Cavia aperea), capivara (Hydrochaeris hydrochaeris) e ratão-do-banhado (Myocastor coypus).

Problemas e ameaças

Falta de sinalização, fiscalização e da regularização fundiária.

Fontes

Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (Ministério do Meio Ambiente) [1]


Decreto de Criação do Parque Estadual do Ibitiriá [2]


Plano de Manejo do Parque Estadual do Ibitiriá (2012) [3]