Estação Ecológica de Maracá

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Estação Ecológica de Maracá
Esfera Administrativa: Federal
Estado: Roraima
Município: Alto Alegre e Amajari
Categoria: Estação Ecológica
Bioma: Amazônia
Área: 103.518,66 hectares
Diploma legal de criação: Decreto Federal nº 86.061 de 2 de junho de 1981.
Coordenação regional / Vinculação: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio.
Contatos: Unidade de Conservação:

Endereço: Rua Alfredo Cruz, 283 - centro - Boa Vista/RR CEP: 69.301-140

E-mail: 1. esecmaraca@icmbio.gov.br 2. marcelo.carvalho@icmbio.gov.br 3. bruno-campos.souza@icmbio.gov.br

Telefone: 1. (95) 3623-3250

Índice

Localização

Endereço: Rua Alfredo Cruz, 283 - centro - Boa Vista/RR.

Como chegar

Para acessar a UC por via terrestre, toma-se a rodovia RR 205, ao norte de Boa Vista, e no quilômetro 70 vira-se a direita em uma estrada de terra onde se vê uma central elétrica à direita. Segue-se por mais 65 km até o acesso à Terra Indígena (TI) do Boqueirão, virando à esquerda. Na TI, vira-se a esquerda seguindo até a uma bifurcação, a partir de onde deve-se virar à direita. Logo em seguida há uma cerca. Passa-se a cerca até chegar à sede da fazenda Salvamento no topo de uma colina, onde uma estrada secundária de 2km leva à balsa da Unidade, no Rio Uraricoera. A sede da Unidade dista 2km da margem, para o interior da Ilha de Maracá.

Ingressos

A categoria desta unidade não permite visitação turística ou recreativa, sendo admitidos os casos ligados à Educação Ambiental e Pesquisa Científica. Neste sentido, as visitas devem ser agendadas previamente com a administração da unidade.

Onde ficar

Objetivos específicos da unidade

Preservar o ambiente natural da terceira maior ilha fluvial do Brasil, que integra um arquipélago em uma zona de transição lavrado e floresta, com suas particularidades da fauna e flora, estimulando o desenvolvimento de pesquisas científicas e promovendo a conscientização ambiental e a integração com a sociedade.

Histórico

A Estação Ecológica de Maracá foi criada no dia 2 de junho de 1981 pelo Decreto Federal nº 86.061. A ideia surgiu na Secretaria Especial de Meio Ambiente (Sema), órgão ligado à Presidência da República, dirigida então pelo ambientalista Paulo Nogueira Neto.

Ao ser informado no final da década de 70 do interesse de se construir um presídio na ilha de Maracá e conhecendo a importância ecológica das ilhas para conservação da biodiversidade, ele providenciou uma visita técnica e um sobrevoo ao local. Logo em seguida, propôs a criação na área Estação Ecológica de Maracá, juntamente com outras sete estações ecológicas. Até então, não existia no País nenhuma categoria de unidade de conservação voltada à pesquisa científica.

Atrações

Aspectos naturais

A unidade de conservação está inserida no bioma amazônico, em área de transição floresta-lavrado (savana). Possui ecossistemas de floresta tropical úmida, floresta estacional semidecidual (floresta monodominante de roxinho - Peltogyne) e três categorias de lavrado (savana). Conta ainda com buritizais, vegetação sobre afloramentos rochosos e vegetação aquática em lagos sazonais.

Relevo e clima

O relevo varia de 200m a 400m de altitude. De um ponto de vista mais detalhado, é possível observar a geomorfologia da estação ecológica em uma escala menor. Em um estudo realizado por McGregor & Eden, 1998, cinco classificações de formações rochosas foram identificadas para a ilha: Classe 1 Planalto (topos de morro): essa classificação abrange as mais altas formações na Ilha de Maracá e está principalmente concentrada na sua porção oeste. Topos chegam a medir mais de 250m de altura, chegando o máximo de 331m, de acordo com o mapa topográfico do IBGE. Essa formação cobre aproximadamente 9,2% da ilha. Classe 2 Planalto (encostas): essa classificação inclui terrenos de 170 a até 250 metros de altura. É caracterizada por ser rodeada por cumes, mas parece ser menos dissecada e tem menor freqüência de dissecação comparado com a classe 1. Essa unidade cobre aproximadamente 5,3% da ilha. Classe 3 Planície (moderadamente dissecada): essa formação ocorre por toda parte na ilha, mas compreende todo o terço leste. É caracterizada por relativos amplos interflúvios, a alturas de 110 a 150 metros. O grau de dissecação é menor que o das classes anteriores. Essa unidade cobre 39,3% da ilha, aproximadamente. Classe 4 Planície (levemente dissecada): essa formação existe principalmente na faixa norte-sul, no centro da ilha e se eleva de 100 metros no norte, a 180 metros ao sul. É caracterizada por possuir um baixo grau de dissecação, dando uma aparência quase uniforme quando analisadas em fotografias. É a maior formação em área da ilha, com o total de aproximadamente 40%. Classe 5 Áreas alagadas: esta classe ocorre em múltiplas elevações, mas é presumivelmente consistente com níveis do rio adjacentes. Essas áreas estão principalmente presentes na margem direita do furo Santa Rosa e bem menos presentes na margem esquerda do furo Maracá. Isso é coerente com o declive regional nessa área de Roraima, com rios que favorecem a margem ao norte de suas áreas alagadas. Essa classe cobre aproximadamente 6% da área da ilha de Maracá.

O clima é equatorial quente e úmido.

Fauna e flora

Em relação à fauna, avefauna está atualmente compondo uma lista de 446 espécies e estas estão distribuídas em floresta e savanas. A riqueza de espécies de aves em Maracá apóia a hipótese de que a riqueza de aves na Amazônia é maior nas margens do que no centro desta região. A comunidade de mamíferos em Maracá tem sido estudada pontualmente e os resultados dos trabalhos apontam que os roedores e carnívoros são os que mais contribuem para a riqueza local. Os registros mostram 47 espécies de morcegos, 28 espécies de pequenos mamíferos, sendo que 25 são roedores (Rodentia), 2 marsupiais (Marsupialis) e um coelho (Lagomorpha). Para os primatas são 05 espécies, dentre elas, o macaco-aranha (Ateles belzebuth belzebuth). Quanto aos carnívoros são 15 espécies, incluindo onça pintada e outros gatos menores. Há ainda citação de ocorrência de 02 espécies de boto (Cetatacea), de 11 espécies de Xenartha sendo, três tamanduás, três preguiças e cinco tatus. A fauna presente em Maracá se encontra relativamente bem protegida pela dificuldade de acesso e pelo isolamento natural do sistema de ilhas.

Problemas e ameaças

Caça, pesca e incêndios florestais no entorno da unidade, que afeta a área do interior da unidade de conservação.

Desmatamento no entorno promovendo a perda de conectividade da da comunidade biológica, provocando a diminuição do fluxo gênico e podendo inviabilizar a manutenção dessas populações a longo prazo, prejudicando, desta forma, a diversidade biológica e a qualidade ambiental na região.

A atividade de extração ilegal de ouro na região acima da Estação Ecológica de Maracá, nos rios Uraricoera e Uraricaá, também tem preocupado a equipe gestora. Além do uso de mercúrio, os garimpeiros atravessam a unidade para acessar as áreas de garimpo, transportando gasolina, diesel, graxas e lubrificantes, perturbando e prejudicando fauna e flora.

Fontes

http://sistemas.mma.gov.br/cnuc/index.php?ido=relatorioparametrizado.exibeRelatorio&relatorioPadrao=true&idUc=57

Plano de Manejo: http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/docs-planos-de-manejo/esec_maraca_pm_completo.pdf