Floresta Nacional de Canela

A Flona de Canela recebe visitantes avulsos ou grupos agendados. O Centro de Visitantes possui um rico acervo, com diorama, atividades interativas e, como grande atração, uma araucária esquemática que permite a visitação dentro de seu tronco e ambiente radicular. Existe, atualmente, uma trilha ecológica disponibilizada aos visitantes com a identificação de mais de 60 espécies arbóreas. Além desta, existem outras 3 opções de trilha para as quais ainda é necessário o acompanhamento de um guia da Flona e agendamento prévio. As trilhas dão acesso às áreas com vegetação nativa, reflorestamentos e cursos d'água, dentre outros ambientes.


Carregando mapa...
Floresta Nacional de Canela
Esfera Administrativa: Federal
Estado: Rio Grande do Sul
Município: Canela
Categoria: Floresta
Bioma: Mata Atlântica
Área: 517 hectares
Diploma legal de criação: Portaria Federal nº 561, de 25 de outubro de 1968.
Coordenação regional / Vinculação: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) - CR9 – Florianópolis
Contatos: Telefone: (54) 3282-0037

E-mail: flonacanela.rs@icmbio.gov.br

Índice

Localização

A Floresta Nacional de Canela localiza-se no Bairro Ulisses de Abreu, anteriormente denominado Tiririca, no município de Canela, Rio Grande do Sul.

Como chegar

Em Canela, partindo do Parque do Caracol, pode-se seguir por mais 1,8km em direção ao Parque da Ferradura (trecho em processo de pavimentação asfáltica), tomando-se à direita em direção à Flona de Canela por mais 4,0km em estrada de terra. Já a partir do centro de Canela, da Catedral de Pedra, segue-se em direção ao Bairro Ulisses de Abreu/Tiririca, próximo à saída para São Francisco de Paula, por cerca de 4,1km de ruas pavimentadas, chegando, por fim à Rua Otaviano do Amaral Pires. Nesta, depois de um trecho de asfalto, segue-se por mais 2,3km em estrada de terra até a sede da Flona de Canela. E vindo de São Francisco de Paula pela RS-235, ao se chegar em Canela depois de passar pelo Bairro Saiqui e pelo Distrito Industrial, toma-se à direita rumo ao Bairro Ulisses de Abreu, seguindo o já descrito anteriormente.

Ingressos

A Floresta Nacional de Canela é uma Unidade de Conservação (UC) da Natureza de Uso Sustentável que tem por objetivos, dentre outros, promover a pesquisa científica, a educação ambiental e o uso público. A Flona de Canela recebe visitantes avulsos ou grupos agendados. Entre estes, alunos de escolas da região ou da grande Porto Alegre, alunos de graduação e pós-graduação de universidades do Estado, pesquisadores e visitantes.

A Flona conta com um Centro de Visitantes e trilhas demarcadas para visitação que possibilitam educação e interpretação ambiental, com um acervo significativo, dioramas, araucária esquemática, sala de auditório, etc. As visitas em grupo devem ser agendadas com antecedência via telefone ou e-mail. A UC está se estruturando para hospedar pesquisadores e alunos, devendo haver consulta prévia sobre tal possibilidade. No entanto, a rede hoteleira em Canela e região é bastante ampla, e pela distância relativamente curta entre o centro da cidade até a UC, o acesso pode ser considerado fácil e rápido.

Onde ficar

No município de Canela (RS) há diversas opções de hospedagem, nas mais variadas faixas de preço.

Objetivos específicos da unidade

Uso múltiplo sustentável dos recursos florestais e a pesquisa científica, com ênfase em métodos para exploração sustentável de florestas nativas.

Histórico

A Floresta Nacional de Canela foi criada inicialmente como "Estação Florestal Eurico Gaspar Dutra", pelo extinto Instituto Nacional do Pinho, com a primeira aquisição de terras ocorrida em 06/11/1946, totalizando 405,0 hectares. A implantação dessa área estava ligada à criação de outras áreas semelhantes na região de ocorrência original da araucária, principal recurso madeireiro de exportação naquela época, cuja exploração desordenada resultava em crises e sinais de esgotamento do modelo. Tal estratégia tinha por objetivo a pesquisa, produção e o fomento florestal na região, com foco nessa espécie símbolo da Região Sul do Brasil e que caracteriza a Floresta Ombrófila Mista. Desde 1968, logo depois de passar a ser administrada pelo IBDF, passou a ser denominada de Floresta Nacional de Canela. Localiza-se a cerca de 6,4km (ao Norte) do centro do município de mesmo nome (no nordeste do Rio Grande do Sul), caracterizado principalmente pelas matas com araucária e transição com os Campos de Cima da Serra. A Flona de Canela tem uma área de aproximadamente 557ha, com altitudes que variam de 740 a 840 metros. Esta Unidade é parte da área abrangida pela Reserva da Biosfera da Mata Atlântica como Área Núcleo, sendo considerada uma região de "alta prioridade" para a conservação pelo Workshop de Áreas Prioritárias para a Conservação da Mata Atlântica (MMA, 2001).

Atrações

O Centro de Visitantes possui um rico acervo, com diorama, atividades interativas e, como grande atração, uma araucária esquemática que permite a visitação dentro de seu tronco e ambiente radicular. Existe, atualmente, uma trilha ecológica disponibilizada aos visitantes com a identificação de mais de 60 espécies arbóreas, sendo que há um projeto para estruturação e interpretação ambiental de mais 3 opções de trilha. Por ora, o acesso a qualquer uma delas ainda é feito com acompanhamento de um guia da Flona e agendamento prévio. As trilhas dão acesso às áreas com vegetação nativa, reflorestamentos e cursos d'água, dentre outros ambientes.

Aspectos naturais

A Flona de Canela se insere num conjunto de várias UCs estabelecidas ou em processo de implantação na região da encosta nordeste da serra no RS , formando um grande e importantíssimo "arco" e corredor de biodiversidade ao longo das escarpas do planalto.

Relevo e clima

A Floresta Nacional de Canela caracteriza-se por apresentar regiões abruptas, originando um relevo relativamente movimentado. Predominam grandes afloramentos rochosos, formando, frequentemente, plataformas que impedem o desenvolvimento de determinadas espécies, principalmente Araucaria angustifolia. Alguns talhões apresentam-se com solos mais profundos ou com faixas destes, alternando a idéia de constância de solos rasos que os caracterizam numa primeira visualização. O solo da região enquadra-se na Unidade de Mapeamento Bom Jesus, sendo pouco desenvolvido e classificado como Cambissolo Húmico. Suas principais características são: álicos, textura argilosa, relevo ondulado a forte ondulado, substrato basalto. Predominam solos profundos, moderadamente drenados, de coloração escura a bruno avermelhada, friáveis, ácidos e com saturação de bases baixas, apresentando teores elevados de alumínio trocável e teores altos de matéria orgânica, com 5% no horizonte A. A fertilidade natural do solo é elevada. A variação mais freqüente nestes solos diz respeito a ocorrência de perfis mais rasos com horizonte B menos profundo, os Neossolos, com perfis litólicos, perfis hidromórficos de altitude e afloramento de rochas. O solo, devido ao relevo, aliado a uma precipitação média elevada, é susceptível a erosão.

A Flona apresenta um relevo acidentado, mesclando áreas de grandes desníveis com áreas de baixadas, sujeitas a deposição de água, devido a plataforma rochosa que dificulta a infiltração nestes pontos. Este fato resultou inúmeros banhados, em sua grande maioria de pequenas dimensões de aproximadamente 1000 m² de área. Toda a área é recortada por pequenas sangas, que contribuem para formação da represa localizada na sede da Flona. A rede de drenagem não permite um bom escoamento das águas, uma vez que chuvas mais fortes ocasionam o alagamento das estradas em alguns pontos e a depreciação d´agua em alguns talhões com áreas planas de solo raso ou em baixadas.

Fauna e flora

Constam entre as espécies ameaçadas de extinção com ocorrência na Flona: Papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea), Papagaio-charão (Amazona pretrei) e o Gato-do-mato (Leopardus tigrinus).

Problemas e ameaças

Fontes

CNUC

Ficha ICMBio

http://www.icmbio.gov.br/portal/visitacao1/unidades-abertas-a-visitacao/4060-floresta-nacional-de-canela