Parque Estadual da Costa do Sol



Parque Estadual da Costa do Sol
Esfera Administrativa: Estadual
Estado: Rio de Janeiro
Município: Araruama, Armação dos Búzios, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Saquarema e São Pedro da Aldeia.
Categoria: Parque
Bioma: "Mata Atlântica, Manguezal, Marinho Costeiro" não está na lista de valores possíveis (Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pampa, Pantanal, Manguezal, Marinho, Marinho Costeiro, Campos Rupestres) para esta propriedade.
Área: 9841
Diploma legal de criação: Criado pelo Decreto Estadual nº 42.929 de 18 de abril de 2011.
Coordenação regional / Vinculação: Inea - Instituto Estadual do Ambiente / Dibap - Diretoria de Biodiversidade e Áreas Protegidas
Contatos: Tel.: (22) 2647-3466

Índice

Localização

O parque ainda não possui sede definitiva.

Endereço (provisório): Rua José Antonio Sampaio, nº 6 Parque Riviera - Cabo Frio, RJ CEP 28.905-340

Como chegar

Partindo da cidade do Rio de Janeiro, seguir pela Ponte Rio-Niterói, rodovia Niterói-Manilha (BR-101), rodovia Rio Bonito-Araruama (RJ-124), Via Lagos (até São Pedro D'Aldeia) e RJ-140.

Ingressos

Não há cobrança de ingressos.

Onde ficar

Objetivos específicos da unidade

Dentre os principais objetivos de sua criação está o de assegurar a preservação dos remanescentes de Mata Atlântica e ecossistemas associados da região das baixadas litorâneas (restingas, mangues, lagoas, brejos, lagunas, entre outros), possibilitando a recuperação das áreas degradadas ali existentes; mantendo populações de animais e plantas nativas, servindo como refúgio para espécies migratórias raras, vulneráveis, endêmicas e ameaçadas de extinção da fauna e flora nativas, e, desta forma, conforme o disposto em seu Plano de Manejo, possibilitar o desenvolvimento do turismo no seu interior - uma vocação natural dessa região do Estado - além de atividades econômicas sustentáveis no seu entorno.

Histórico

Atrações

Estão incluídas no PECS algumas das praias mais bonitas da região, como a Praia das Conchas e Ilha do Japonês, em Cabo Frio e as Prainhas do Pntal em Arraial do Cabo. A Serra da Sapiatiba, em São Pedro da Aldeia é o ponto mais alto da Região dos Lagos, e possui mirantes com vista de toda região. Em toda área do PECS, encontram-se sítios arqueológicos com vestígios de sambaquis, onde viviam caçadores e coletores pré-históricos. Outras evidências arqueológicas ainda mais antigas são os estromatólitos, rochas formadas por um tapete calcário, produzido por microorganismos em mares rasos e lagoas, encontrados na Lagoa Vermelha, em Saquarema. O fenômeno é raro e seu estudo é essencial para a história evolutiva do planeta.

Aspectos naturais

Relevo e clima

O padrão climático da região de Cabo Frio apresenta decréscimo dos índices pluviométricos na direção leste, culminando com um enclave climático caracterizado como semiárido quente, num domínio tropical. A área de estudo se encontra na Zona de Influência da Ressurgência, apresentando um microclima distinto do conjunto tropical dominante. O clima local é considerado uma variação do clima Semiárido Quente (BSh) pela classificação de Köppen. Com relação ao regime de ventos, aqueles do quadrante NE predominam o ano inteiro, com a frequência no verão superando 50%, enquanto os ventos S e SO aumentam sua frequência no outono. Esses padrões estão associados à distribuição das massas de ar dominantes no litoral brasileiro, com o fortalecimento da Alta Pressão do Atlântico Sul no verão favorecendo o predomínio de ventos NE, enquanto que a maior frequência de ventos S e SO no inverno estão associadas a passagens de frentes frias, mais comuns nesta época do ano.

Fauna e flora

Fauna O Parque Estadual da Costa do Sol engloba grandes extensões úmidas, de fundamental importância para uma variada fauna. As lagunas e brejos existentes na área do PECS, como o Brejo Salgado, o Brejo do Espinho e o Brejo do Mosquito, entre outros, são essenciais refúgios para alimentação, reprodução, pernoite ou descanso para aves migratórias, popularmente chamadas maçaricos, batuíras, peu-peus e gordinhos. São comuns trinta-reis (Charadriuscollaris, C. semipalmatus, Callidrispusillus, Crocethiaalba, Actitis macularia, Tringamelanoleuca, T. flavipes, T. solitária), além dos mergulhões (Podilymbuspodiceps) e picaparras (Podicepsdominicus)

Nas lagunas e brejos, o fino espelho d’água e a vasa lodosa, rica em microrganismos, têm grande variedade e quantidade de microcrustáceos, larvas de insetos, girinos, alevinos e outros pequenos animais. São, todos, os principais atrativos alimentares para as aves mais frequentes: frangos d’água (Gallinulachloropus), socós (Butoridesstriatus) e saracuras (Porzanaalbicollis), garça-branca-pequena (Egrettathula), garça-branca-grande (Casmerodiusalbus) e piaçocas (Jacanajacana). Há registros também da ocorrência de colhereiros (Ajaiaajaja) no Brejo do Espinho, espécie considerada ameaçada de extinção no Estado do Rio de Janeiro. Flora Desde o extremo leste da área do PECS, na região de Jacarepiá, em Saquarema, até o extremo oeste de seu limite, próximo a Arraial do Cabo, encontram-se inúmeras espécies endêmicas da flora. Esse grande endemismo, associado à elevada riqueza vegetal, levou esta região à classificação de “Centro de Diversidade Vegetal de Cabo Frio”, um dos quatorze centros de alta diversidade indicados para o Brasil (Araujo, 1997). Esta região é também elencada entre as “Áreas Prioritárias para a Conservação, Utilização Sustentável e Repartição de Benefícios da Biodiversidade Brasileira”, além de ser indicada nas classes de importância biológica e prioridade de ação como “ extremamente alta” (MMA/Portaria nº 9 de 23/01/2007).

Na região da APA da Massambaba, foram descritas 10 formações vegetais só para as áreas de restinga, e 664 espécies de plantas vasculares distribuídas em 118 famílias (Araújo et al. 2009). Além de abrigar pelo menos 12 espécies endêmicas às restingas fluminenses e mais 14 espécies que ocorrem somente na Mata Atlântica do Estado (Araújo et al. 2009). Das espécies consideradas ameaçadas pela Lista da Flora Brasileira Ameaçada de Extinção (www.biodiversitas.org.br), Araújo e colaboradores (2009) apontam diversas na categoria “Vulnerável” (p.ex., Melocactusviolaceus, Banisteriopsissellowiana, Pavoniaalnifolia, Odontocaryavitis, Mollinedia glabra), cinco na categoria “Em Perigo” (Caesalpiniaechinata, Ditassamaricaensis, Gonolobusdorothyanus, Nidulariumrosulatum, Pliniailhensis) e uma “Criticamente em Perigo” (Vrieseasucrei). Espécies novas foram descritas para esta região, principalmente na floresta não inundável de Jacarepiá, onde se destacam: Serjaniafluminensis (Acevedo-Rodriguez, 1987), Passiflora farneyi (Pessoa &Cervi, 1992) eBauhiniamicrostachya var. massambabensis (Vaz, 1993).

Problemas e ameaças

Especulação imobiliária, invasões, incêndios florestais, caça, turismo desordenado e efeito de borda.

Fontes

http://www.inea.rj.gov.br/Portal/Agendas/BIODIVERSIDADEEAREASPROTEGIDAS/UnidadesdeConservacao/INEA_008423#

Com aproximadamente 10 mil hectares e 27 áreas de proteção ambiental situadas em 6 municípios, o parque abrange áreas descontínuas de Saquarema, Araruama, Arraial do Cabo, São Pedro da Aldeia e Armação dos Búzios, incluindo restingas, brejos, mangues, lagoas, lagunas, dunas, cordões arenosos, costões rochosos, florestas, praias e 15 ilhas costeiras. O Parque Estadual da Costa do Sol (PECS) é também pioneiro no Brasil por ser constituído de áreas descontínuas, como já ocorre no Canadá e nos Estados Unidos.