Parque Estadual da Serra da Tiririca

Criado em 1991, o Parque Estadual da Serra da Tiririca (PESET) é a primeira unidade de conservação do Estado do Rio de Janeiro que surgiu a partir da mobilização de movimentos ambientalistas e comunitários. Está situado nos municípios de Niterói e Maricá. Com trilhas e atrativos diversos, o PESET recebe visitantes durante todo o ano, sendo uma importante área conservada em perímetro urbano. Está inserido na Região Turística Metropolitana do Rio, tendo bem próximas outras unidades de conservação também geridas pelo Instituto Estadual do Ambiente: a Área de Proteção Ambiental (APA) Estadual de Maricá e a Reserva Extrativista (Resex) Marinha de Itaipu.

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Parque Estadual da Serra da Tiririca
Esfera Administrativa: Estadual
Estado: Rio de Janeiro
Município: Niterói e Maricá.
Categoria: Parque
Bioma: Mata Atlântica
Área: 3493 hectares
Diploma legal de criação: Criado pela Lei Estadual nº 1.901, de 29 de novembro de 1991. Perímetro definitivo (Retificação): Lei Estadual nº 5.079, de 3 de setembro de 2007. Ampliado pelo Decreto Estadual nº 43.913, de 29 de outubro de 2012.
Coordenação regional / Vinculação: Inea - Instituto Estadual do Ambiente / Dibap - Diretoria de Biodiversidade e Áreas Protegidas
Contatos: Tel.: (21) 2709-9176 Endereço eletrônico: administrador@parqueserradatiririca.org e falecom@parqueserradatirirca.org

Índice

Localização

O parque localiza-se na região litorânea, abrangendo áreas dos municípios de Niterói e Maricá, finalizando seus limites na rodovia RJ-106.

Sede administrativa: Rua Engenheiro Domingos Barbosa, nº 4 - Bairro Recanto de Itaipuaçu, Maricá-RJ

Sub-sede: Rua das Rosas, 24, Itacoatiara, Niterói ‐RJ, CEP: 24348 ‐120

Como chegar

De automóvel

Partindo do Rio de Janeiro: O caminho começa na Ponte Rio-Niterói, seguindo já em Niterói em direção as praias oceânicas. O Posto de Recepção ao Visitante fica na praia de Itacoatiara, ao lado do Clube dos Engenheiros. O trajeto todo fica a 35 km de distância aproximadamente.

Partindo de Maricá: Seguir pela Estrada de Itaipuaçu até o Recanto de Itaipuaçu, onde é possível ter informações sobre os atrativos na sede administrativa do parque (seg-sex). Nos finais de semana é possível cruzar a serra em direção a Praia de Itacoatiara, onde fica o Posto de Recepção ao Visitante.

De ônibus

Partindo do Centro do Rio de Janeiro: pegue a Barca Rio Niterói (ou ônibus intermunicipal), depois o ônibus 38 (Itaipu) no Terminal Rodoviário de Niterói, desça em Itaipu e acesse o parque por suas diversas trilhas e atrativos presentes na região.

Ingressos

Não há cobrança de ingresso.

Horário de visitação: de segunda a domingo, das 8h às 17h (horário de verão até às 18h).

Onde ficar

No entorno da região do Parque, nos municípios de Maricá e Niterói, encontram-se hotéis e pousadas.

Objetivos específicos da unidade

Preservar os ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica; Possibilitar a realização de pequisas cientificas e proporcionar o desenvolvimento de educação e interpretação ambiental, de recreação e contato com a natureza e de turismo ecológico.

Histórico

A região da Serra da Tiririca é rica em vestígios de sítios arqueológicos, principalmente em Itaipu onde existem importantes sambaquis, registros da existência de populações pré-históricas de tradições variadas que se sucederam no local (Beltrão. 1978). Quando do início da colonização européia no Rio de janeiro, a região era habitada por tribos Tamoios e, em meados do século XVI, os Jesuítas construíram edificações para a catequese dos índios em Itaipu.

Criado pela Lei Estadual nº 1.901, de 29 de novembro de 1991, o Parque Estadual da Serra da Tiririca teve o perímetro ampliado pelo Decreto nº 41.266, de 16 de abril de 2008, com a inclusão de áreas de elevado valor ambiental como o Morro das Andorinhas e parte do entorno da laguna de Itaipu, local com presença de sítios arqueológicos. Seu perímetro definitivo foi estabelecido na Lei Estadual nº 5.079, de 3 de setembro de 2007, cuja retificação foi publicada no D.O. de 8 de abril de 2011. Foi ampliado pelo Decreto Estadual nº 43.913, de 29 de outubro de 2012, com a inclusão de 1.241 hectares, passando a ter a área de aproximadamente 3.493 hectares.

A criação do Parque Estadual da Serra da Tiririca foi o resultado de uma experiência pioneira no Brasil. Normalmente os parques são criados por iniciativa de governo mas no caso da Tiririca a proposição e todo o projeto do Parque foi desenvolvido por iniciativa da sociedade civil. As primeiras denúncias contra as agressões à Serra surgiram no inicio da década de 80, dando origem a uma forte mobilização popular, que reuniu dentre outros, grupos ambientalistas, associações de moradores e moradores da região sem vínculos associativos. Uma Ação Civil Pública, a primeira no Brasil, foi impetrada contra um loteamento ilegal pelo Ministério Público, por solicitação da comunidade, ao Procurador João Batista Petersen.

Atrações

Costão de Itacoatiara

Também conhecido como Morro do Tucum, o costão é um belo monólito que avança sobre o mar, localizado no bairro de Itacoatiara, entre a Pedra do Elefante e a Praia de Itacoatiara. O local recebe grande fluxo de visitantes diariamente, especialmente em finais de semana. No percurso de 780 m é possível contemplar a vista das praias de Itaipuaçu e de Itacoatiara.

Pedra do Elefante

A Pedra do Elefante está localizada entre a Praia de Itacoatiara, situada no município de Niterói, e a Praia de Itaipuaçu, no município de Maricá. Com seus 412 m de altitude, é o ponto culminante do parque e também da cidade de Niterói.

A trilha da Pedra do Elefante fica situada no setor Serra da Tiririca, que se localiza entre as cidades de Niterói e Maricá, entre os bairros de Itacoatiara e Recanto de Maricá. A trilha de acesso ao atrativo tem 2 km de extensão e nível de dificuldade moderado.

Enseada do Bananal

A Enseada do Bananal é uma pequena baía formada entre a Pedra do Elefante e o Costão de Itacoatiara repleta de blocos de pedra que adentram o mar. O atrativo é muito procurado por escaladores e praticantes de rapel. A trilha de acesso possui 770 m.

Córrego dos Colibris

Área coberta por vegetação secundária em processo de regeneração há mais de 50 anos, em que é possível conhecer várias espécies importantes da Mata Atlântica, como grandes figueiras, helicônias, ipês, paineiras, além de outras. E também visitar o Poço dos Colibris, com sua água cristalina e perene, e o Brejo das Pacas, que é uma área alagada de floresta.

Caminho de Darwin

Durante a famosa viagem ao redor do mundo a bordo do navio Beagle, o naturalista britânico Charles Darwin permaneceu no Rio de Janeiro por alguns meses e aproveitou esse tempo realizando inúmeras expedições pelas nossas matas.

Na primeira dessas viagens, em direção a Macaé, no dia 8 de abril de 1832, Darwin deixou registrado o seu encantamento com a beleza da Serra da Tiririca, quando a cruzou a cavalo por uma antiga trilha, chegando à Fazenda Itaocaia.

O começo da caminhada está a 55 m de altitude e iniciando pela vertente voltada para Niterói a subida do vale é mais íngreme que por Maricá. Pode-se também começar a caminhada a partir da Rua São Sebastião, que faz a transição do urbano com o rural, em meio ao burburinho de carros e cavalos dos moradores no cotidiano.

A caminhada tanto de um lado quanto de outro percorre um caminho de terra sem bifurcações, com poucos obstáculos e contendo placas com informações sobre o parque e ainda sobre a história da viagem de Darwin.

Morro das Orações

Passeio agradável sob a mata que protege as encostas por uma trilha curta, bem marcada e de baixa dificuldade, de subidas e descidas leves, portanto, destinadas a pessoas de qualquer idade. O local costuma receber inúmeros visitantes, muitos grupos de religiosos, por isso é conhecido como Morro das Orações.

Morro da Peça

A trilha para o Morro da Peça é considerada uma curta caminhada com vista panorâmica do parque, com extensão de 750 m. O percurso proporciona uma das melhores vistas da Região Oceânica de Niterói, sendo possível apreciar boa parte das elevações do parque e também uma linda vista para a Laguna de Itaipu.

Morro das Andorinhas

O Morro das Andorinhas é uma elevação alongada de 2 km de extensão e 196 m de altitude que avança sobre o mar, dividindo as praias de Itaipu e Itacoatiara.

Ilhas da Mãe

A Ilha da Mãe faz parte do informalmente chamado “Arquipélago da Família”, pois é parte de um conjunto de três ilhas, sendo ela a intermediária, localizada entre a Ilha da Menina ou Filha (ou das Pimentas), a nordeste, e a Ilha do Pai, a sudeste, seguindo o alinhamento iniciado na Ponta das Andorinhas.

A ilha é aberta à visitação. No entanto, há pouca oferta de serviços para seu acesso. Da Praia de Itaipu é possível encontrar algum tipo de transporte com pescadores locais ou locação de caiaques particulares.

Pedra do Cantagalo e Vale das Esmeraldas

Esta é uma bucólica travessia de aproximadamente 5 km de extensão, que alterna estradas, caminhos e trilhas, atravessando boa parte do Setor Darcy Ribeiro. No percurso, que cruza as encostas florestadas da Serra Grande, é possível observar a rica fauna e flora local composta de espécies nativas e exóticas.

Aspectos naturais

Esta unidade de conservação é composta por uma área marinha e uma terrestre formada por uma cadeia de montanhas que adentra o continente na direção sudoeste/nordeste, tendo no seu divisor de águas a extremidade lindeira dos municípios de Niterói e Maricá,

Relevo e clima

O relevo é acidentado e, em alguns pontos, a inclinação é acima de 50°. A altitude média está em torno de 286m.

O clima é tropical.

Fauna e flora

Foram catalogadas pelo projeto cerca de 300 espécies de plantas, incluindo indivíduos raros da Mata Atlântica, sendo alguns ameaçados de extinção, destacando-se o cipó-escada-de-macaco (Bauhinia smilacina (Schott) Steudel), o caiapiá (Dorstenia arifolia Lam.), o palmito jussara (Euterpe edulis Mart.) e o pau-brasil (Caesalpinia echinata Lam.).

Problemas e ameaças

Ameaças de extinção de algumas espécies da flora e da fauna.; O Parque Estadual da Serra da Tiririca encontra-se muito ameaçado pela especulação imobiliária por localizar-se em áreas valorizadas.

Fontes

http://www.inea.rj.gov.br/Portal/Agendas/BIODIVERSIDADEEAREASPROTEGIDAS/UnidadesdeConservacao/INEA_008600#

http://www.meioambiente.uerj.br/destaque/tiririca_def_parque.htm

http://www.dapweb.org/inea/peset.php