Parque Estadual do Rio Peixe

A região da foz do rio do Peixe, juntamente com a do rio Aguapeí era conhecida localmente por "Pantaninho Paulista", visto as extensas várzeas encontradas na área que conferiam grande semelhança com o Pantanal.



Parque Estadual do Rio Peixe
Esfera Administrativa: Estadual
Estado: Sao Paulo
Município: Dracena, Ouro Verde, Piquerobi e Presidente Venceslau
Categoria: Parque
Bioma: Mata Atlântica
Área: 7712,68
Diploma legal de criação: Decreto nº 47.095, de 18/09/2002
Coordenação regional / Vinculação: Fundação para Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo
Contatos: Rua Curitiba, 1001, 7º andar, sala 701 - Centro - Junqueirópolis/SP - CEP: 17.890-000

E-mail: jbolzan@fflorestal.sp.gov.br
Telefone: (18) 3841-3419

Índice

Localização

O Parque Estadual do Rio do Peixe está inserido na região administrativa de Presidente Prudente composta por 53 municípios que ocupam 2.395 km2, o que representa 9,6% do território paulista e integra quatro bacias hidrográficas: a do Rio do Peixe, a do Rio Aguapeí, a do Médio Paranapanema e a do Pontal do Paranapanema.

Como chegar

Desde São Paulo pelas rodovias Castelo Branco (SP-280) e Orlando Quagliato (SP-327) até Ourinhos; daí a Presidente Venceslau pela Rodovia Raposo Tavares (SP-270); daí pela rodovia Euclides de Oliveira Figueiredo (SP-563) até Dracena.

Ingressos

Onde ficar

Objetivos específicos da unidade

Conciliar a proteção integral da flora, da fauna e das belezas naturais com sua utilização para fins educacionais, recreativos e científicos, de acordo com o Regulamento dos Parques Estaduais Paulistas.

Histórico

A ocupação do vale do Rio do Peixe é componente da história de ocupação do Estado de São Paulo. O povoamento do Estado iniciou-se com a colonização portuguesa no litoral, a partir da São Vicente e Santos, e a precisão e curiosidade por desbravar as terras recém descobertas, ocupá-las e obter riquezas, impulsionaram os moradores litorâneos a se embrenharem para a borda do planalto, onde fica São Paulo, e em seguida para o interior do Estado.

Esta unidade é fruto de compensação ambiental em função dos impactos ambientais decorrentes da formação do lago da Usina Hidroelétrica Engenheiro Sérgio Motta.

Atrações

O próprio Rio do Peixe é o principal atrativo, proporcionando condições adequadas ao desenvolvimento futuro de atividades ecoturísticas;

Ambiente predominantemente alagadiço, semelhante ao Pantanal brasileiro, o que lhe confere o epíteto de “Pantaninho Paulista”;

Rica biodiversidade e facilidade de observação de integrantes da fauna, em especial, de aves aquáticas e migratórias.

Aspectos naturais

Solo

O substrato geológico aflorante é constituído por rochas vulcânicas e sedimentares da Bacia do Paraná de idade mesozóica e depósitos aluvionares de idade cenozóica.

São encontradas as seguintes associações pedológicas mais expressivas: Latossolo Vermelho Escuro, Argissolo Vermelho Amarelo, Litólico, Planossolo, Gleissolo e Areias Quartzosas.

Hidrografia

O parque está localizado em sua totalidade a Bacia hidrográfica do rio do Peixe, e sofre influencia de 8 tributários (levando em consideração a área de ampliação de 2.000 hectares): 6 localizados ao Norte; Ribeirão dos Caingangues, Córrego Santa Flora, Córrego do Prado, Córrego Apiaí, Ribeirão São Bento, Ribeirão da Capivara; e dois localizados ao Sul; Ribeirão Claro e Ribeirão dos Índios.

Relevo e clima

Relevo

Esta região insere-se na província Geológica do Planalto Ocidental, cujo relevo, guarda forte obediência à estrutura regional, onde as camadas sub-horizontais, com suave caimento para oeste, constituem uma plataforma nivelada. Predominam os relevos de Colinas Amplas e Colinas Médias.

Clima

O clima é o mesmo de grande parte do interior de São Paulo: clima tropical com estação seca (Aw), seguindo a classificação climática de Köppen-Geiger. A precipitação anual é de cerca de 1.250mm e temperatura média superior a 18ºC, sendo o mês de janeiro o mais chuvoso.

Fauna e flora

Fauna

Em relação à fauna estima-se que um total de 402 espécies de vertebrados esteja presente no Parque, dos quais 38 são mamíferos, 236 são aves, 25 de anfíbios, 21 répteis e 82 são peixes.

A espécie bandeira é o Cervo-do-Pantanal (Blastocerus dichotomus) é um animal mamífero ruminante, da família dos cervídeos, que é encontrando em pântanos de alta vegetação, ocorrendo do sul do Peru e Brasil até o Uruguai.

São os maiores veados da América do Sul, chegando a medir a 2 metros de comprimento. Tais animais apresentam uma cor marrom-avermelhada, ponta do focinho e patas pretas e grande galhada ramificada. Também são conhecidos pelos nomes de açuçuapara, cervo, veado-galheiro, suaçuapara, suaçuetê, suaçupucu e suçuapara.

A avifauna do Parque é muito rica, existindo várias espécies ameaçadas de extinção. O destaque vai para a Anhuma, que cientificamente é muito pouco estudada.

Flora

A principal formação vegetacional do parque é a Floresta Estacional Semidecidual em diversos estágios de regeneração Há poucos trechos significativos de floresta em estágios avançado e maduro.

Os dados levantados em campo e bibliografia associada mostram a existência de 156 espécies vegetais, sendo 111 de porte arbóreo e 29 arbustivas.

Problemas e ameaças

Fontes

http://sistemas.mma.gov.br/cnuc/index.php?ido=relatorioparametrizado.exibeRelatorio&relatorioPadrao=true&idUc=870

http://www.ambiente.sp.gov.br/parque-rio-de-peixe/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Estadual_do_Rio_Peixe

http://observatorio.wwf.org.br/site_media/upload/gestao/planoManejo/PM_PERiodopeixe_parte_001.pdf