Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque

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Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque
Esfera Administrativa: Federal
Estado: Amapa
Município: Oiapoque, Calçoene, Pedra Branca do Amapari, Serra do Navio, Laranjal do Jari e Almeirim
Categoria: Parque
Bioma: Amazônia
Área: 3.865.188 hectares
Diploma legal de criação: Decreto s/n° de 22 de agosto de 2002.
Coordenação regional / Vinculação: Parna federal, órgão gestor ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade)
Contatos: Tel: (96) 3261-2189

Endereço sede: Rua do Campo, 711.

Serra do Navio, Amapá.

CEP: 68.914-000

Email: christoph.jaster@ibama.gov.br

Índice

Localização

O Parque está localizado no noroeste do estado do Amapá, com pequena porção no Pará e abrange os municípios amapaenses de Oiapoque, Calçoene, Pedra Branca do Amapari, Serra do Navio e Laranjal do Jari; além do município de Almeirim, no Pará.

Como chegar

Situado na divisa entre Amapá e Pará, o acesso é remoto. Seu principal caminho de entrada é pelo rio Jari, que até a década de 1960 era controlado por índios.

O município da Serra do Navio, a 65 km do Parque, é a cidade mais próxima da UC.

Ingressos

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Onde ficar

O parque ainda não possui infraestrutura. As cidades de apoio são Pedra Branca, Serra do Navio, Laranjal do Jarí, Oiapoque e Calçoene.

Objetivos específicos da unidade

O principal objetivo desta área é a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, que possibilitem a realização de pesquisas científicas, o desenvolvimento de atividades de educação e turismo ecológico.

Além de assegurar a preservação dos recursos naturais e da diversidade biológica, bem como proporcionar de pesquisas científicas. A UC tem como objetivo preservar as formações de relevo da porção leste do Escudo das Guianas, das cabeceiras dos rios Jarí, Oiapoque, Araguari e Amapari.

Histórico

O Tumucumaque é o maior Parque Nacional do Brasil e uma das maiores áreas de floresta tropical protegidas do mundo. Está localizado numa porção da floresta amazônica ainda pouco conhecida, na região conhecida como Escudo das Guianas, ao noroeste do Amapá.

Esta área é bastante desconhecida da maioria dos brasileiros, mas abrigou um percurso histórico que remonta à disputa entre portugueses e espanhóis e a assinatura do Tratado de Tordesilhas. Esta região foi alvo de iniciativas de países europeus em ocupar a amazônia, até a disputa direta entre França e Brasil pela soberania do território, entre o Amazonas e o Oiapoque. Esta briga terminou em 1900, por um Tratado de Arbitragem decidido na Suíça, que estabeleceu no plano internacional os limites definitivos de fronteira, reafirmando a base do Tratado de Utrecht.

Muito antes da chegada dos europeus à região hoje compreendida pelas Guianas, o estado do Amapá e o norte do Pará foi palco de um intenso movimento migratório de diferentes grupos indígenas.

Os primeiros registros de ocupação humana da região entre o atual estado do Amapá e a foz do Rio Orenoco, na Venezuela, datam de 12. 000 anos. Pesquisas arqueológicas atestam em 2.000 anos a presença de grupos de língua Aruaque, que já praticavam a agricultura.

Do lado brasileiro, a área do atual Parque e seu entorno foi um refúgio para os Wayana e os Wajãpi, uma área isolada e imune às influências dos imigrantes estrangeiros e à pressão territorial. Vários grupos indígenas que habitam a região de entorno do Parque e pertencem a dois troncos lingüísticos. Os Tiriyó, Wayana, Aparai e Kaxuyana, que vivem no Parque Indígena do Tumucumaque, falam línguas Caribe. Já os Wajãpi, habitantes da Terra Indígena Wajãpi e da margem francesa do alto curso do Oiapoque, falam um a língua de origem Tupi-Guarani.

Para os Wayana que vivem no lado brasileiro, Tumucumaque é um nome utilizado apenas pelos não indígenas (karaiwa) e se referem a essa região de serras como Tuna enatëre, na zona de cabeceiras onde consideram que nascem os rios Paru e Jari. Os Wayana da Guiana Francesa usam o termo Topu konõto (grandes pedras) para essa região.

Os Wajãpi tampouco reconhecem a palavra Tumucumaque e não possuem um termo único para designar a cordilheira, usando nomes específicos para cada serra.

Atrações

Para quem optar sobrevoar o parque, é possível avistar um extenso tapete verde de copas de árvores e os desenhos dos rios Araguari, Oiapoque, Amapari e Jarí.

O parque também possui uma rica fauna, que apesar de pouco estudada.

Aspectos naturais

O maior Parque Nacional do Brasil é a maior área protegida em faixa tropical do mundo. As espécies que mais se destacam são: maçaranduba, maparajuba, cupiúba, jarana, mandioqueira, louros, acapu, acariquara, matamatás, faveiras, abioranas, tauari e tachi.

A região abriga também as nascentes de todos os principais rios do Amapá, com destaque para o Oiapoque (fronteira do Brasil com a Guiana Francesa), o Jari e o Araguari.

Relevo e clima

O parque está situado em região de clima quente e úmido, dominada pela floresta tropical densa.

O relevo do Parque é predominantemente plano, mas há regiões de montanhas rochosas. Além do Jari, outros três rios estão localizado por ali: Araguari, Oiapoque e Amapari, os maiores e mais importantes da região. A região é de clima quente e úmido com temperatura média de 25ºC, com estação seca entre agosto e Novembro.

Fauna e flora

O Parque ainda tem centenas de espécies da flora e fauna a serem descobertas. Tumucumaque tem uma fauna muito rica e pouco estudada. Sabe-se que habitam aquela área a onça e a sussuarana, o cuxiu (um raro primata), araras, marianinhas, jacus, beija-flores multicoloridos, como o beija-flor-brilho-de-fogo e grandes pássaros frugívoros da copa da floresta, tais como o anambé-militar, o pássaro-boi e o gainambé.

Problemas e ameaças

A extração mineral ilegal, especialmente o garimpo de ouro, além da caça, pesca, extração ilegal de madeira e produtos não-madereiros e ocupação irregular na calha do rio Oiapoque são as principais ameaças.

Fontes

http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/unidades-de-conservacao/biomas-brasileiros/amazonia/unidades-de-conservacao-amazonia/1990-parna-montanhas-do-tumucumaque.html

Decreto de Criação: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/DNN/2002/Dnn9643.htm

http://www.wwf.org.br/?uNewsID=32162

http://www.brasil.gov.br/localizacao/parques-nacionais-e-reservas-ambientais/portal-do-tumucumaque-ap

https://www.facebook.com/pages/Parque-Nacional-Montanhas-do-Tumucumaque/273338069378668

http://ecoviagem.uol.com.br/brasil/amapa/parque-nacional/montanhas-do-tumucumaque/

http://observatorio.wwf.org.br/unidades/cadastro/311/

PARQUE NACIONAL MONTANHAS DE TUMUCUMAQUE (AP- BRASIL): “ULTRAPERIFERIA” OU “LABORATÓRIO” PARA A COOPERAÇÃO EM GESTÃO DA BIODIVERSIDADE NOS ESPAÇOS AMAZÔNICOS DE FRONTEIRA? Programa Eicos/IP/UFRJ http://observatorio.wwf.org.br/site_media/upload/gestao/documentos/100-318-1-PB.pdf

http://www.conservation.org.br/onde/amazonia/index.php?id=134

http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/unidades-de-conservacao/biomas-brasileiros/amazonia/unidades-de-conservacao-amazonia/1990-parna-montanhas-do-tumucumaque.html

http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2013/04/globo-reporter-desvenda-segredos-do-parque-nacional-montanhas-do-tumucumaque.html

http://montanhasdotumucumaque.blogspot.com.br/

Plano de Manejo, Parque Nacional Montanhas de Tumucumaque, 2008: http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/imgs-unidades-coservacao/parna_montanhas-do-tumucumaque.pdf