Parque Nacional da Amazônia



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Parque Nacional da Amazônia
Esfera Administrativa: Federal
Estado: "Amazonas, Para" não está na lista de valores possíveis (Acre, Alagoas, Amapa, Amazonas, Bahia, Ceara, Distrito Federal, Espirito Santo, Goias, Maranhao, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Para, Paraiba, Parana, Pernambuco, Piaui, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondonia, Roraima, Santa Catarina, Sao Paulo, Sergipe, Tocantins) para esta propriedade.
Município: Itaituba, Aveiro e Maués
Categoria: Parque
Bioma: Amazônia
Área: 1.084.895,62 hectares
Diploma legal de criação: Decreto n° 73.683 de 19 de fevereiro de 1974
Coordenação regional / Vinculação: Parna federal, órgão gestor ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade)
Contatos: Tel: (93) 3518-1530 / 4519

Endereço sede: Av. Marechal Rondon, s/n

Itaituba – Pará

CEP: 68.181-010

Índice

Localização

O Parque Nacional da Amazônia situa-se no município de Itaituba, na região sudoeste do estado do Pará, e abrange ainda os municípios de Aveiro (PA) e Maués (AM). O Parque situa-se às margens do rio Tapajós e faz parte do mosaico de Unidades de Conservação da BR-163.

Como chegar

O acesso pode ser feito por via aérea (Belém/Manaus/Itaituba), fluvial e rodoviária (Santarém a Itaituba). A cidade mais próxima à unidade é Itaituba que fica a 1.000 Km de distância da capital.

Por via Aérea: Para visitar o Parna da Amazônia deve-se tomar um avião até a cidade de Itaituba, que possui as linhas aéreas MAP e AZUL.

Via Rodoviária: O acesso a Itaituba também é possível por meio da Rodovia Transamazônica, BR-230, que atravessa a cidade. De Santarém, pode-se tomar um ônibus ou ir de carro pela BR-163 até Rurópolis e no entroncamento seguir a BR-230 até Itaituba.

Via Fluvial: Optando-se pela via fluvial, pode-se ir de navio ou lancha, que saem diariamente da cidade de Santarém para Itaituba.

Acesso do município de Itaituba ao Parque Nacional da Amazônia: Partindo-se de Itaituba sentido Jacarecanga, pela Rodovia Transamazônica, chega-se à primeira base do parque, às margens do igarapé Tracoá, a aproximadamente 53 km do centro da cidade.

A segunda base, próxima ao igarapé Uruá, está a 12 km da primeira, também pela BR-230. Como a rodovia não é asfaltada, o acesso fica mais prejudicado nos meses chuvosos – de janeiro a maio.

O rio Tapajós oferece condições de navegabilidade durante todo o ano, mas deve-se escolher um piloto experiente, que conheça bem a região, devido a travessia das corredeiras, principalmente nos meses mais secos – de agosto a dezembro.

Ingressos

Atualmente não são cobrados ingressos aos visitantes. Com as novas instalações previstas, deverá ser feita a cobrança devida, de acordo com tabela do órgão. Mas é necessário a guia de visitação que é emitida na sede da unidade em Itaituba no endereço acima sitado.

A 370 km de Santarém, o Parque tem infraestrutura limitada a um alojamento para 25 pessoas. O melhor período para sua visitação é no inverno, de julho a outubro, quando os dias são claros e a temperatura agradável.

Há previsão de construção de infraestrutura adequada para receber melhor o turista. Existe algumas trilhas sinalizadas para realizar atividades no interior do parque. Os visitantes devem levar alimentação, pois existe a possibilidade de cozinhar, repelente de insetos, protetor solar, botas/tênis para caminhada, chapéu para sol e roupas adequadas.

Não existe nenhum ponto de venda nas proximidades. A água potável também é precária, portanto o visitante deve levar água mineral para beber.

Onde ficar

A cidade de Itaituba oferece uma rede hoteleira razoável, com diárias que variam de R$ 45,00 a R$ 150,00.

No parque existem dois alojamentos na base do Uruá. Um dos alojamentos dispõe de banheiro, cozinha com fogão, dois quartos com camas e redes. O outro alojamento dispõe somente de vão amplo, varanda e sanitário, os visitantes podem dormir em redes. No parque não possui rede elétrica de energia, operando apenas um motor com gerador por alguma horas do dia.

Também existe a possibilidade de acampar, embora não exista infraestrutura propícia para tal, com banheiros, lavanderia ou mesas. A base do Uruá também dispõe de um mirante com dois sanitários, onde as pessoas também costumam dormir.

Objetivos específicos da unidade

O Parque Nacional tem como objetivo básico a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação ambiental e de turismo ecológico.

A preservação de amostras de ecossistemas amazônicos, desenvolvimento de pesquisas, educação ambiental e turismo são alguns dos objetivos específicos da UC.

O Parna da Amazônia foi criado para servir de reserva florestal do Polígono de Altamira, área de 6 milhões de hectares destinada a projetos de assentamento e colonização.

Histórico

O Parque Nacional da Amazônia é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral e foi criado em fevereiro de 1974 como parte do Programa de Integração Nacional (PIN), logo após a construção da Rodovia Transamazônica BR-230.

A Parque foi o primeiro daquela região e é uma das áreas protegidas mais ricas em espécies de aves do mundo, sendo bastante visitada por observadores de pássaros.

Atrações

O Mirante e a Trilha Interpretativa do Rio Tapajós representam o início da estruturação da visitação no Parque, que contará com um Centro de Visitantes. Outras trilhas estruturadas e uma série de atividades ainda serão disponibilizadas aos visitantes.

Um dos grandes atrativos é o circuito de lagos – dos Patos, das Capivaras e do Jacaré. Outro ponto é a cachoeira do Tracoá.

A Trilha Interpretativa do Rio Tapajós tem 2.600 metros de extensão, conta com uma série de placas contendo textos de interpretação do ambiente natural, além de sinalização e equipamentos espalhados pelo trajeto como degraus, bancos, deques e passarelas. A trilha é auto-guiada e pode ser percorrida sem a necessidade de um guia, mas é possível realizar visitas monitoradas.

O Mirante foi construído em uma área de 62 metros quadrados, com vista privilegiada para o rio Tapajós, e conta com dois sanitários e espaço para pequenos eventos.

Aspectos naturais

A criação do Parque visa a proteção de inúmeras nascentes de contribuintes dos rios Tapajós e Amazonas por ser habitat de várias espécies ameaçadas de extinção, como a onça pintada, anta e ararajuba. O Parque Nacional da Amazônia abriga o rio Tapajós. Localizado entre os municípios de Maués (AM), Aveiro, Itaituba e Redenção (PA) é propício ao ecoturismo. A beleza do rio Tapajós, com suas águas azuladas, desperta grande interesse turístico.

O parque é caracterizado por abrigar diversos tipos de vegetação e é considerado um dos lugares mais interessantes para observação de aves no mundo. Mais de 400 espécies foram listadas na região desde 1906 e acredita-se que muitas ainda serão registradas. Entre as espécies que ocorrem na área estão o gavião-real, a ararajuba e a arara-vermelha.

O Parque Nacional da Amazônia está inserido no Corredor de Biodiversidade Madeira-Tapajós, programa de Conservação Internacional cujas ações atuais englobam ainda a Floresta Nacional do Pau-Rosa, a Floresta Nacional do Amaná e a Reserva Extrativista do Tapajós-Arapiuns, num total de 9.889.373,547 hectares.

Relevo e clima

O solo do Parque é coberto em sua maior parte por floresta úmida, de terra firme, com numerosas e variadas espécies de árvores, chegando as mais altas a alcançar 50 metros.

O clima é tropical, quente úmido, com um a dois meses secos. A média anual de temperatura é de 24 a 26ºC, com máxima absoluta de 38 a 40ºC e mínima absoluta de 12 a 16ºC.

Fauna e flora

A sua flora conta com florestas de igapó emolduradas por palmeiras de açaí, patauá e buritis. Pela baixa luminosidade, os estratos inferiores são ricos em trepadeiras, musgos, líquens, orquídeas e samambaias. A Predominância é de Floresta Tropical Úmida, com grande diversidade de espécies. Entre as espécies mais comuns destacam-se as seringueiras, castanha-do-pará, angelim-rajado, freij, acapu, maçarandubas e o jacarandá.

A fauna é rica em espécies, porém, com pequeno número de indivíduos, normalmente de hábitos noturnos. Encontra-se também espécies ameaçadas de extinção como a ariranha, o peixe-boi e o tamanduá-bandeira, além dos répteis e uma notável fauna aquática. Lá vivem também sagüis e quatis.

A fauna de mamíferos do Parque é uma das mais variadas do mundo. Encontram-se ai o tamanduá-bandeira, tatu-canastra, cachorro-do-mato-vinagre e cachorro-do-mato-de-orelha-curta, todos ameaçados de extinção, bem como a ariranha, peixe-boi-da-amazônia, duas espécies de botos e lontra.

A mesma variedade se observa com relação às aves, representadas por mais de 250 espécies, algumas também ameaçadas de extinção. Entre as pernaltas destaca-se a garça-real, além do maguari, colhereiro e várias espécies de araras, periquitos e papagaios. Podem também ser vistos os ameaçados urubu-rei e águia-real.

Já do grupo dos répteis é comum a tartaruga-do-amazonas, jacaré-tinga, jacaré-açu, surucucu e jibóia-verde, além de cinco variedades de rãs. Considerado o bacalhau brasileiro, o pirarucu é o peixe de maior porte que habita os rios da região, sendo também comuns os tambaquis e tucunarés.

Problemas e ameaças

O Parque Nacional da Amazônia está sob a influência das cidades de Itaituba e Trairão e no eixo da hidrovia do Tapajós-Teles Pires, onde é possível visualizar extensas áreas de desmatamento no entorno da unidade e muitos sinais de desmatamento na parte leste do Parque principalmente ligado à extração ilegal de madeira e ação garimpeira. Entre problemas e ameaças observados, destacam-se as invasões, atuação de posseiros, população tradicional, extrações e explorações de produtos florestais e minerais, caça e pesca.

A situação fundiária no Parque está parcialmente regularizada. Os focos de pressão sobre a unidade são observados na parte leste em razão da extração ilegal de madeira, procedida de corte raso, de ação garimpeira no complexo do Tapajós e pelo avanço da fronteira agropecuária sobre a BR-230. Esse tipo de atividade antrópica coloca em risco um frágil equilíbrio ecológico existente nos ecossistemas do Parque Nacional da Amazônia.

A pastagem apresenta um impacto severo com tendência a aumentar drasticamente, assim como a agricultura e a silvicultura que apresentam grande impacto a longo prazo na região. Os incêndios de origem antrópica permanecem constante gerando um alto impacto a longo prazo.

Fontes

https://www.facebook.com/parquenacionaldaamazonia

http://www.icmbio.gov.br/portal/o-que-fazemos/visitacao/ucs-abertas-a-visitacao/200-parque-nacional-da-amazonia.html

http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/unidades-de-conservacao/biomas-brasileiros/amazonia/unidades-de-conservacao-amazonia/1971-parna-da-amazonia

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Dnn/Dnn10771.htm

http://www.brasil.gov.br/localizacao/parques-nacionais-e-reservas-ambientais/parque-nacional-da-amazonia-pa-am

http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2007/11/30/35016-parna-da-amazonia-ganha-estrutura-para-visitacao.html

http://www.conservation.org.br/noticias/noticia.php?id=284

www.brasilturismo.com

http://uc.socioambiental.org/uc/481

AVALIAÇÃO DA DINÂMICA DE DESMATAMENTO NO PARQUE NACIONAL DA AMAZÔNIA, A PARTIR DOS DADOS DO PRODES/INPE: Julho, 2010 http://observatorio.wwf.org.br/site_media/upload/gestao/documentos/Ferreira_2010.pdf