Parque Nacional da Serra da Capivara

Inscrito na lista do Patrimônio Mundial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 1991, e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1993, o Parque Nacional da Serra da Capivara, além da riqueza ambiental, é um santuário histórico e cultural que abriga 400 sítios arqueológicos com pinturas e gravuras rupestres que datam de cerca de 43 mil anos. Com aproximadamente 129 mil hectares de proteção integral à natureza, abrange os municípios piauienses de São Raimundo Nonato, Canto do Buriti, Coronel José Dias e São João do Piauí. Fica no semiárido nordestino, fronteira entre duas formações geológicas, com serras, vales e planície. Abriga fauna e flora específicas da Caatinga.

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Parque Nacional da Serra da Capivara
Esfera Administrativa: Federal
Estado: Piaui
Município: João Costa, Coronel José Dias, São Raimundo Nonato, Canto do Buriti e São João do Piauí
Categoria: Parque
Bioma: Caatinga
Área: 129.000 hectares
Diploma legal de criação: Decreton° 83.584 de 5 de junho de 1979.
Coordenação regional / Vinculação: Parna federal, órgão gestor ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade)
Contatos: Tel: (89) 3582-2085 / 3582-2039

Endereço sede: Rua Dr Luiz Paixão, 188
São Raimundo Nonato, Piauí.

Mais informações podem ser obtidas pela Fundação Museu do Homem Americano (Fumdham)
Email: fundham@fumdham.org.br

Índice

Localização

O Parna está situado no sudeste do Piauí e abrange os municípios João Costa, Coronel José Dias, São Raimundo Nonato, Canto do Buriti e São João do Piauí.

A distância da UC é de 530 km de Teresina.

Como chegar

Pela via Rodoviária, o acesso é feito pela BR-343 até a cidade de Floriano, seguindo pela PI-140 até São Raimundo Nonato. Para quem vem do sul do país, o acesso é feito pela BR-020 até a cidade de Petrolina/PE, que fica a 300 km de São Raimundo Nonato.

Já pela via Aérea, o aeroporto de São Raimundo Nonato está sendo construído. A pista de pouso já finalizada recebe pequenas aeronaves. A distância da cidade de São Raimundo Nonato ao parque é de 20 Km. A cidade pernambucana de Petrolina, a 270 km do parque e conta com aeroporto internacional.

Ingressos

Valor do ingresso individual é R$ 22 com desconte de 50% para brasileiros. É preciso contratar condutores e guias locais percorrer o Parque.

Onde ficar

É possível acampar, hospedar-se em pousadas ou albergues próximos à UC na cidade mais próxima, São Raimundo Nonato.

Objetivos específicos da unidade

O Parque Nacional tem como objetivo básico a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico.

Como objetivo específico, o Parque visa a conservar o patrimônio natural e o cultural com sítios arqueológicos e pré-históricos.

Histórico

A Serra da Capivara representa um dos mais importantes patrimônios culturais pré-históricos. Na UC, encontra-se uma grande concentração de sítios arqueológicos com pinturas rupestres. Os vestígios humanos remontam a 60 mil anos. Estão cadastrados 912 sítios, dos quais 657 apresentam pinturas rupestres.

Pelo seu valor histórico e cultural, o Parque foi declarado em 1991 Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO.

Há 70 milhões de anos, a região era coberta pelo mar, segundo pesquisas científicas. Grandes animais rondavam em manadas de mastodontes, super-lhamas e bichos-preguiça chegavam a ter 8 metros de altura, segundo a arqueóloga Niède Guidon.

Encontrou-se no sítio arqueológico Boqueirão da Pedra Furada, vestígios do homo sapiens que datam de 50 mil anos – o que levantou a discussão sobre a teoria arqueológica sobre a vinda do homem do continente americano que teria saído da Ásia e atravessado a pé o estreito de Behring, entre 12 e 15 mil anos atrás.

A região foi ocupada por caçadores-coletores e agricultores ceramistas.

Atrações

O Parque está estruturado para visitação. Existem 14 circuitos com várias trilhas para acessar os sítios arqueológicos e lugares de interesse natural para visitar monumentos geológicos, formações vegetais.

A visita completa pode ser realizada em 6 dias, incluindo o Sítio do Boqueirão da Pedra Furada – onde foram feitas as primeiras escavações e as datações sobre o homem pré-histórico.

Os outros circuitos turísticos são integrados pelo Desfiladeiro da Capivara, Baixão da Vaca e Toca do Paraguaio, Circuito do Veredão, Circuito da Chapada, Circuito da Jurubeba, Baixão do Perna, Andorinhas e Circuito da Serra Branca.

Todos os circuitos estão repletos de sítios arqueológicos estruturados com escadas, passarelas e acesso para pessoas com necessidades especiais.

O Baixão das Andorinhas é um grande desfiladeiro de onde se pode assistir, ao final da tarde, ao espetáculo da volta das andorinhas para o fundo do Boqueirão.

Trilhas

- Baixão da Pedra Furada: considerada fácil. A entrada deste circuito é na guarita localizada a 2 km na estrada que sai da BR-020 e vai para o povoado do Sítio do Mocó. No trajeto percorre-se ao Circuito do Alto da Pedra Furada, com passagem para o vale do Baixão das Mulheres e o circuito do Caldeirão dos Rodrigues. A passagem pelo alto da Pedra Furada não é aconselhada para pessoas com problemas cardíacos ou fora de forma física. Neste circuito podem ser visitados mais de 10 sítios arqueológicos, inclusive a Toca do Boqueirão da Pedra Furada, o sítio arqueológico que possui os vestígios da presença humana mais antiga das Américas.

- Alto da Pedra Furada: considerada difícil. Do Baixão da Pedra Furada, próximo ao Centro de Visitantes, segue-se por uma escada de pedras com 350 degraus leva o visitante até um paredão rochoso. Nele foram cravadas 14 metros de escadas metálicas que permitem o acesso até o topo da Serra. Uma trilha leva até um ponto do qual se descortina uma vista aérea da Pedra Furada. Pode-se aceder a alguns sítios, cujo acesso prima pela dificuldade e perigo. Nas caminhadas no alto da chapada, encontram-se algumas oficinas de lascamento da pedra, locais onde os homens pré-históricos, aproveitando a abundância dos seixos, preparavam suas ferramentas, sem dúvida para tratar um animal caçado, ou preparar um instrumento de madeira.

- Caldeirão dos Rodrigues e Canoas: considerada de média dificuldade.A estrada carroçável termina na área de lazer do fundo do Baixão da Pedra Furada, na altura da Toca do Macário. A partir desse ponto é preciso caminhar a pé 800 metros até encontrar o paredão que fecha o fundo do vale. A subida é feita por escadas de pedra, caminhando-se, em seguida, pela chapada, passando pelos sítios com pinturas. No alto da chapada, uma escadaria de ferro e de pedra permite descer até o fundo de um vale interno, no qual se encontra um abrigo com pinturas rupestres, a Toca do Caldeirão dos Rodrigues II. As cenas representadas são de grande valor antropológico. As escavações feitas nesse sítio permitiram obter uma datação de 18.000 anos.

- Sítio do Meio: considerada fácil. O maior destaque deste circuito é a Toca do Sítio do Meio, onde já foram encontrados vestígios humanos de até 14.300 anos. Dos vestígios deixados pelos homens pré-históricos há pedaços de cerâmica datados de 8.960 anos sendo a mais antiga cerâmica das Américas. Encontrou-se ainda um machado de pedra polida datado de 9.200 anos, o mais antigo das Américas.

Neste sítio podem ser vistos produtos da atividade humana desde o Pleistoceno Final (entre 20.000 e 12.000 anos), passando pelo Holoceno, assim como um testemunho da vida dos agricultores atuais, um forno de torrar farinha de mandioca. Este é um dos mais importantes abrigos da arqueologia mundial.

Próximo ao Sítio do Meio é possível visitar as Tocas do Pedro Rodriguez, do Caldeirão do Sítio do Meio e do Sítio do Meio de Cá.

- Desfiladeiro da Capivara: fácil. Esta passagem foi utilizada por populações locais nos tempos pré-históricos. Quando os colonizadores brasileiros chegaram exterminaram as populações indígenas que ali moravam e aproveitaram esta passagem como estrada para o norte do Estado. A construção da BR-20 desativou este caminho. Algumas das pinturas destes sítios estão entre as mais antigas do Nordeste. A entrada para este circuito faz-se pela guarita situada na BR-020 depois da cidade de Coronel José Dias, pela estrada é possível visitar um mirante no qual a planície pré-Cambriana com os diversos serrotes podem ser observados.

- Veadinhos Azuis: considerada média. Um conjunto de quatro sítios constitui uma atração especial pela utilização da cor azul. Estes sítios localizam-se em um estreito boqueirão, quase no alto da Chapada da Capivara. Os veadinhos azuis foram as primeiras pinturas pré-históricas desta cor a serem descobertas em todo o mundo, pois o azul era desconhecido na pré-história. No caminho de subida, pode-se tomar uma trilha alternativa que permite visitar três sítios com grande número de belas figuras pintadas. A visita do Circuito dos Veadinhos Azuis pode ser feita em duas horas. Escadas facilitam a subida.

- Boqueirão do Paraguaio: de nível fácil. Nesta trilha árvores da mata atlântica podem ser admiradas, assim como com desenhos com grandes figuras humanas, estilizadas e decoradas por traçados geométricos elaborados.

- Baixão das Mulheres: fácil. O acesso a este circuito pode ser feito pela estrada que passa ao lado do camping e pelo Núcleo de Apoio à Comunidade do Sítio do Mocó. Pode também ser feito pelo alto da Pedra Furada. Nesta trilha, é possível visitar a Toca dos Coqueiros, onde foram encontrados ossos humanos, datados em 10.000 anos.

- Baixão do Perna e Andorinhas: fácil. A entrada faz-se pela guarita de Serra Vermelha, 17 km da PI-140. Do circuito do Perna chega-se, a pé, ao circuito do Baixão da Barriguda, percorrendo uma distância de cerca de 6 Km. Nos sítios do circuito do Perna existem várias cenas de registros rupestres com tema da sexualidade.

- Circuitos Esportivos da Chapada: de nível difícil. O acesso aos Circuitos Esportivos se faz pela guarita da Serra Vermelha, pela PI-140 ou pela guarita da BR-020, no alto da Serra. Os usuários devem estar conscientes que estes circuitos são difíceis e perigosos. O carro deve estar em perfeitas condições, com freio, e o motorista deve ser de excelente qualidade, ou o turista precisa estar disposto a longas caminhadas.

- Caldeirão dos Rodrigues: nível médio. Esta trilha que faz parte dos Circuitos Esportivos da Chapada permite visitar diversos sítios de pinturas rupestres e descortinar lindas paisagens do alto da Chapada. A partir deste circuito, pode-se descer para o Circuito dos Canoas, saindo no Boqueirão da Pedra Furada. Também, é possível acampar neste circuito, desde que acompanhado por guia especializado. A entrada é pelo Centro de Apoio do Zabele. A estrada bifurca-se, para a esquerda fica o Circuito do Pitombi, para a direita os do Perigoso, da Serrinha e do Caldeirão de Boi. O acesso somente pode ser feito com carro 4x4, e nestes circuitos, também, é permitido acampar. Nesta trilha é possível observar um grande cânion conhecido como Grotão da Esperança, um dos lugares de maior beleza do Parque Nacional.

- Serrinha, Pitombi, Perigoso e Caldeirão do Boi: nível médio. O Circuito do Pitombi termina em um abrigo com pinturas. Uma bifurcação do Circuito do Pitombi permite alcançar os sítios da Baixa do Cipó e ver, do alto, a cidade de Coronel José Dias. Da baixa do Cipó pode-se descer para o Boqueirão do Paraguaio. Essa estrada bifurca-se várias vezes e permite o acesso ao Circuito do Perigoso, onde se visitam sítios arqueológicos com pinturas, situados na beira de um alto escarpamento, a partir do qual vislumbra-se uma impressionante vista. Deste circuito, parte, também, o Circuito do Caldeirão do Boi e se estende pela planície até o maciço no qual se encontram o lago subterrâneo do Caldeirão do Boi.

Este mesmo circuito permite chegar na Toca do Quincas. Uma bifurcação leva aos sítios da Toca das Cabaceiras e a Toca da Roça do Raimundão. Pelo Circuito da Serrinha chega-se, no término da estrada, a dois sítios com pinturas rupestres: Toca da Serrinha I e a Toca da Serrinha II.

- Caldeirão do Boi: nível médio. A palavra caldeirão significa uma depressão natural, cavada pela erosão na superfície rochosa. Nesse depressão acumula-se a água da chuva. Em muitas regiões o caldeirão é a única fonte de água da qual dispõem homens e animais. O Caldeirão do Boi é um imenso reservatório que, durante o último pluvial, quando a região tinha um clima tropical úmido, dava origem a um rio que descia pelo vale estreito até alcançar a planície. Hoje, ele não corre mais e está isolado da rede hídrica da bacia do Rio Piauí desde há pelos menos 10.000 anos.

Neste circuito pode-se ver a planície, formada durante o Pré-Cambriano, entrando-se em seguida na Bacia sedimentar Piauí-Maranhão, ou Bacia do Rio Parnaíba, antiga formação marinha.

- Baixão da Barriguda, Pedra Preta e Jurubeba: nível médio. O acesso a este circuito se faz a pé, a partir do fundo do Baixão do Perna ou por carro pela entrada da Barriguda. Barriguda é o nome de uma árvore, cujo tronco, no qual reserva água, tem a forma de um barril.

Este Baixão é notável por suas paisagens, sua vegetação com árvores e “Caldeirões” onde bebem os animais. Diversos sítios arqueológicos, com pinturas rupestres, se encontram em suas vertentes. Em um dos sítios foi restaurado o forno de farinha, resto de uma habitação dos antigos ocupantes da área do Parque.

No fim do Baixão da Barriguda, a estrada sobe para a Chapada e, em seguida, 8 km após a entrada, se bifurca, indo para o Baixão da Pedra Preta, onde existem dois sítios com pinturas, e para a Jurubeba, onde, também, pode-se visitar sítios arqueológicos e admirar uma belíssima paisagem

- Trilha interpretativa da Fazenda Jurubeba: fácil. As Trilhas Históricas "No Rastro da Maniçoba" foram instaladas no Parque Nacional Serra da Capivara visando reconstituir a história da ocupação colonial da região. Uma dessas trilhas está na fazenda Jurubeba, pois representa o tipo de ocupação colonial do espaço no sertão do Piauí, que teve início a partir do século XVII.

As terras foram ocupadas para a implantação de uma economia baseada na criação de gado. Durante muito tempo, as terras da fazenda Jurubeba foram utilizadas para a pecuária e a agricultura de subsistência. A Trilha Interpretativa da Fazenda Jurubeba fornece informações sobre o meio ambiente e a cultura do homem do sertão nordestino.

- Circuito da Pedra-preta e Toca dos Caititus: de nível difícil, escalada. Este circuito faz parte da Trilha Hombu, porém pode ser visitado separadamente. Esta subida permite acesso ao alto da chapada, daí podem ser visitados os sítios arqueológicos Tocas dos Caititus I e II e as Tocas da Pedra Preta I e II, onde grafismos da Tradição Nordeste com preenchimento geométrico podem ser observados.

Aspectos naturais

O Parque situa-se no semi-árido nordestino, numa fronteira entre formações geológicas que envolvem as serras, cales e planícies e abriga uma flora e fauna características de caatinga.

Esta área possui um importante potencial para o desenvolvimento do turismo cultural e ecológico e representa uma alternativa para o desenvolvimento da região.

Relevo e clima

As chuvas são raras, irregulares e as temperaturas altas. Não há rios perenes no Parque e existem longos períodos de estiagem.

A temperatura média anual é 28° C. Em junho, a média é de 25° C e a máxima de 35°C. O início da estação de chuvas em outubro e novembro são os períodos mais quentes do ano com uma temperatura média de 31° C e máximas alcançando a 47° C.

O relevo é formado por chapada – planície e baixões (declives) – com paredões das serras de até 200 metros

Fauna e flora

Do total de 615 espécies de plantas encontradas na caatinga, 72% são específicas do sudeste do Piauí.

Dos animais, destaca-se o mocó (roedor das caatingas) presentes nessa região há, pelo menos, 30 mil anos. Há o registro de 33 espécies de mamíferos, 24 morcegos, 208 espécies de aves, 19 de lagartos, 17 serpentes e 17 sapos.

Entre os primatas estão os guaribas Alouatta caraya, macacos prego (a população local utiliza instrumentos de pedra para quebrar frutos de jatobá) e saguis. Os tatus, incluindo o ameaçado tatu-bola, são típicos, além de onças, caitetus, veados, jacus, cotias, preás, serpentes, iguanas.

A densidade de onças-pintadas Panthera onca no parque é de 1,3 indivíduos/50 km2, superior ao observado em outras partes do Brasil. A recuperação da população desses felinos se deve à maior proteção após a efetiva implantação do parque e à criação de pontos de água permanentes, o que possibilitou o aumento da população de espécies-presa.

A criação desses pontos de água (na maioria pequenas represas em linhas de drenagem e "caldeirões" naturais que foram limpos) foi duramente criticada por técnicos do então IBAMA durante a elaboração do primeiro plano de manejo pela equipe da FUMDHAM mas os resultados falam por si.

Uma lista atualizada das aves do Parque e região totaliza 238 espécies, com 193 no parque. A região abriga a maior parte das aves consideradas endêmicas da Caatinga exceto a arara-de-lear Anodorhynchus leari e táxons associados ao Vale do São Francisco (Hydropsalis vielliardi, Cranioleuca vulpina reiseri, Schoenophylax phryganophyla petersi e Saltator coerulescens superciliaris). Cinco espécies antes listadas para a região foram excluídas por estarem localmente extintas (Rhea americana, Cyanopsitta spixi, Sporophila maximiliani) ou identificações errôneas ( Synallaxis gr. ruficapilla, Formicivora grisea).

Problemas e ameaças

Após sua criação, o Parque esteve abandonado por 10 anos por ausência de recursos, o suficiente para ocorrerem casos de depredação e desmatamento.

A caça comercial era uma prática popular e foi responsável pelo quase desaparecimento dos queixadas e tatus-canastra. Tamanduás-bandeira também se tornaram muito raros na região.

As comunidades no entorno do Parque são muito pobres. Não só os sítios arqueológicos eram alvo de depredação como , a exploração de calcário e destruição de colmeias silvestres.

A UC contém um número significativo de espécies que constam da lista brasileira de espécies ameaçadas de extinção, assim como ameaçadas de sobreexplotação. A UC protege ainda ecossistemas cuja abrangência tem diminuído significativamente.

Fontes

http://www.icmbio.gov.br/portal/o-que-fazemos/visitacao/ucs-abertas-a-visitacao/199-parque-nacional-da-serra-da-capivara.html

http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/unidades-de-conservacao/biomas-brasileiros/caatinga/unidades-de-conservacao-caatinga/2130-parna-da-serra-da-capivara

http://observatorio.wwf.org.br/unidades/cadastro/414/

http://www.fumdham.org.br/parque.asp

Aves da região da Serra da Capivara: http://www.ararajuba.org.br/sbo/ararajuba/artigos/Volume203/RBO203art2.pdf

https://www.facebook.com/serradacapivara

http://portal.iphan.gov.br/portal/baixaFcdAnexo.do?id=278

Decreto de Criação: http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/imgs-unidades-coservacao/portarias/Decreto_Cria%C3%A7%C3%A3o_Parna_Serra_da_Capivara_PI.pdf